<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0"><channel><title><![CDATA[Portal É Tempo de Aprender em Clima de Ensinar]]></title><description><![CDATA[climadeensinar]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/home</link><generator>RSS for Node</generator><lastBuildDate>Tue, 10 May 2022 06:13:50 GMT</lastBuildDate><atom:link href="/blog-feed.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title><![CDATA[Imagens de satélite mostram fumaça cruzando regiões dos EUA]]></title><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/imagens-de-sat%C3%A9lite-mostram-fuma%C3%A7a-cruzando-regi%C3%B5es-dos-eua</link><guid isPermaLink="false">6274267a2559b9e5d77f122b</guid><category><![CDATA[Clima tube]]></category><pubDate>Thu, 05 May 2022 19:33:17 GMT</pubDate><enclosure url="http://www.youtube.com/watch?v=zZhVB4zm_NA" length="0" type="video/x-"/><dc:creator>Juliana Neves Afonso</dc:creator><content:encoded><![CDATA[<a href="https://www.youtube.com/watch?v=zZhVB4zm_NA">https://www.youtube.com/watch?v=zZhVB4zm_NA</a>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Por que chove muito nas florestas tropicais? #shorts]]></title><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/por-que-chove-muito-nas-florestas-tropicais-shorts</link><guid isPermaLink="false">627425b9050fc4b6783d6dcb</guid><category><![CDATA[Clima tube]]></category><pubDate>Thu, 05 May 2022 19:30:08 GMT</pubDate><enclosure url="http://www.youtube.com/watch?v=UR3ZaaKrRzc" length="0" type="video/x-"/><dc:creator>Juliana Neves Afonso</dc:creator><content:encoded><![CDATA[<a href="https://www.youtube.com/watch?v=UR3ZaaKrRzc">https://www.youtube.com/watch?v=UR3ZaaKrRzc</a>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Emissão de metano por gado é medida do espaço pela primeira vez]]></title><description><![CDATA[Medição registrada pela empresa de dados ambientais GHGSat mostra uma liberação de 361 a 668 quilos por hora do gás em área agropecuária...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/emiss%C3%A3o-de-metano-por-gado-%C3%A9-medida-do-espa%C3%A7o-pela-primeira-vez</link><guid isPermaLink="false">6274235eed1d33978505d30b</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 05 May 2022 19:22:04 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_53ea3e3cb5be46258348bc2bbaa83459~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_1000,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Juliana Neves Afonso</dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Medição registrada pela empresa de dados ambientais GHGSat mostra uma liberação de 361 a 668 quilos por hora do gás em área agropecuária na Califórnia, nos EUA</strong></p>

<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/05/emissao-de-metano-por-gado-e-medida-do-espaco-pela-primeira-vez.html" target="_blank" ><strong><u>Por Redação Galileu</u></strong></a> </p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_53ea3e3cb5be46258348bc2bbaa83459~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_1000,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Metano emitido por gado foi detectado do espaço pela primeira vez (Foto: Jakob Cotton/Unsplash)</em></p>

<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2022/02/como-ativacao-de-satelites-da-starlink-pode-ajudar-ucrania-na-guerra.html"  >Satélites</a> detectaram diretamente do <a href="https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2022/03/startup-cria-telescopio-para-qualquer-pessoa-desvendar-o-espaco.html"  >espaço</a> emissões de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2021/12/arvores-da-amazonia-sao-chamines-de-metano-mesmo-com-solo-seco.html"  >gás metano</a> emitidas por gado no vale norte-americano de San Joaquin, na Califórnia. É a primeira detecção deste gás relacionado à agropecuária já feita no ambiente espacial, informou a agência <a href="https://phys.org/news/2022-05-emission-cattle-burp-methane-expulsion.html"  ><em>Tribune Content</em></a> nesta segunda-feira (2).</p>

<p>A ocorrência foi registrada pela empresa de dados ambientais GHGSat em 2 de março de 2022, com equipamentos de alta resolução do tamanho de fornos microondas, a uma altitude de 500 km. As medições alertam sobre como a criação de gado pode estar contribuindo para agravar as <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/04/no-dia-da-terra-google-mostra-mudancas-climaticas-em-4-locais-do-planeta.html"  >mudanças climáticas</a> no planeta.</p>

<p>Ao todo, foram detectadas cinco emissões, que variaram entre 361 a 668 quilos por hora de gás metano. Se essa liberação continuar por um ano, estima-se que serão soltas na <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2022/04/atmosfera-da-terra-pode-ajudar-formacao-de-agua-na-lua-sugere-estudo.html"  >atmosfera</a> mais de 5,1 mil toneladas do gás — o que é o suficiente para abastecer 15,4 mil residências com esta fonte do efeito estufa.</p>

<p>Análises anteriores mostraram que a origem das emissões são um confinamento onde são criados <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/06/13-animais-que-vivem-mais-que-os-humanos.html"  >animais</a> a 10 km a sudeste de Bakersfield. De acordo com GHGSat, a pecuária é responsável por 3,7% de todas as liberações, com 1,4 bilhão de vacas no mundo arrotando até 500 litros de metano por dia devido a um processo digestivo chamado fermentação entérica.</p>

<p>O estado da Califórnia apresenta 1,4 milhão de vacas, que são a maior fonte do gás nos Estados Unidos vinda da produção de laticínios. No país, a agricultura foi responsável por cerca de 11% do total de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2021/10/quantidade-de-co2-emitida-no-brasil-em-2020-e-maior-desde-2006.html"  >emissões de efeito estufa</a> em 2020, com mais de um quarto desta quantidade vinda do gado e de outros animais, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA.</p>

<p>O metano é mais de 84 vezes mais poderoso como causador do aquecimento global do que o dióxido de carbono em suas duas primeiras décadas na atmosfera. Ao contrário do senso comum, a flatulência dos bois e vacas gera somente uma pequena parte deste gás liberado pelo <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2021/05/monumentos-de-7-mil-anos-na-arabia-saudita-eram-usados-para-cultos-com-gado.html"  >gado</a>: cerca de 95% vem de arrotos, e a maior parte sai pelo nariz.</p>

<p>De acordo com Brody Wight, diretor de vendas da GHGSat, a empresa realizará uma varredura semanal no globo terrestre e terá de dois a 10 satélites capazes de vigilância diária no início de 2023. "Encontrar grandes fontes<em> [de gases do efeito estufa] </em>rapidamente é a melhor maneira que achamos de ter um impacto no curto prazo", disse ele a agência <em>Tribune Content.</em></p>

<p>Em <a href="https://www.ghgsat.com/en/newsroom/cow-burps-seen-from-space/"  >comunicado</a>, a empresa explicou que o monitoramento em terra é trabalhoso e só pode escanear pequenas áreas. Portanto, avaliar a situação do espaço é mais vantajoso: “sensores montados em aeronaves podem cobrir mais terreno, mas também a um custo alto. O GHGSat mostrou que os satélites podem monitorar milhares de locais, todos os dias, a um baixo custo e, assim, apoiar <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/04/desmatamento-em-terras-indigenas-compromete-metas-climaticas-brasileiras.html"  >ações climáticas</a> imediatas”, informou a companhia.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[As ondas de calor extremas que passaram despercebidas nas últimas décadas]]></title><description><![CDATA[Especialistas apontam aumentos de temperatura ocorridos a partir de 1960 que foram tão graves quanto o episódio de 49,6 °C registrado no...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/as-ondas-de-calor-extremas-que-passaram-despercebidas-nas-%C3%BAltimas-d%C3%A9cadas</link><guid isPermaLink="false">627422457c17f0cabf82d762</guid><category><![CDATA[Aprendendo com o Clima]]></category><pubDate>Thu, 05 May 2022 19:18:40 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_c74f7eabba3847dcb9163071b64c5993~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Juliana Neves Afonso</dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Especialistas apontam aumentos de temperatura ocorridos a partir de 1960 que foram tão graves quanto o episódio de 49,6 °C registrado no Canadá em junho de 2021</strong></p>

<p><a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/05/ondas-de-calor-extremas-que-passaram-despercebidas-nas-ultimas-decadas.html" target="_blank" ><strong><u>Por Redação Galileu</u></strong></a> </p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_c74f7eabba3847dcb9163071b64c5993~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Estudo revelou as ondas de calor mais intensas já registradas no planeta (Foto: Pixabay )</em></p>

<p>Em estudo publicado nesta quarta-feira (4) na revista <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.abm6860"  ><em>Science Advances</em></a>, pesquisadores identificaram as <a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/03/polos-da-terra-sao-atingidos-por-ondas-de-calor-sem-precedentes.html"  >ondas de calor</a> mais intensas já registradas no <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/04/estudo-revela-campanha-nos-eua-que-gerou-desinformacao-climatica-no-mundo.html"  >mundo</a> nas últimas décadas. Algumas das <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2021/12/temperatura-do-artico-chega-38-e-bate-recorde-confirma-agencia-da-onu.html"  >médias de temperatura</a> passaram quase despercebidas — apesar de terem sido bastante alarmantes. </p>
<p>
Conforme as mudanças climáticas se agravam no <a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/noticia/2022/04/como-certas-praticas-de-bem-estar-colocam-em-risco-voce-e-o-planeta.html"  >planeta,</a> a tendência é que haja ondas ainda mais quentes no futuro, segundo concluíram os cientistas. A pesquisa, liderada por <em>experts </em>da Universidade de Bristol, considera como referência o aumento de temperatura que atingiu o oeste da América do Norte no último verão no <a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/04/consumo-em-76-paises-do-hemisferio-norte-ameaca-especies-em-outras-nacoes.html"  >Hemisfério Norte.</a></p>

<p>O recorde na localidade foram 49,6 °C registrados em Lytton, na província canadense da Colúmbia Britânica, em 29 de junho de 2021 — um aumento de 4,6 °C em relação à medição mais alta anterior. Essa onda de calor foi o <a href="https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2021/02/versao-digital-da-terra-sera-criada-para-simular-eventos-climaticos-extremos.html"  >evento climático</a> mais mortal de todos os tempos no Canadá: resultou em centenas de mortes e causou incêndios florestais, que devastaram infraestruturas e plantações.</p>

<p>Mas o estudo mostra que, desde 1960, outros cinco episódios climáticos em todo o mundo foram ainda mais graves, ainda que subnotificados. “A recente onda de calor no Canadá e nos Estados Unidos chocou o mundo. No entanto, mostramos que houve alguns extremos ainda maiores nas últimas décadas”, conta Vikki Thompson, autora principal do estudo, em <a href="https://www.eurekalert.org/news-releases/951507?fbclid=IwAR1Oz3woYPyIYBmWpusVhU470aUND_vDtkqIEFMap4-dTFywdm3ClOG28ZQ"  >comunicado.</a></p>

<p>Segundo a pesquisadora, o recorde na <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2022/04/cirurgia-de-cranio-mais-antiga-da-america-do-norte-data-de-pelo-menos-3000-anos-aponta-pesquisadora.html"  >América do Norte</a> será lembrado por sua devastação, porém, o estudo expõe vários extremos meteorológicos maiores — alguns dos quais foram “amplamente ignorados, provavelmente devido à sua ocorrência em países mais carentes”, de acordo com ela.</p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_2f5d1dc4d172473aa4a0d2c2922423f3~mv2.png/v1/fit/w_700,h_315,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Mapa mostra a magnitude do maior extremo de calor desde 1950 em cada região do planeta. Cores mais escuras indicam extremos maiores. (Foto: University of Bristol)</em></p>

<p>A pesquisa ressalta, por exemplo, uma onda de calor de 32,8 ºC que ocorreu no Sudeste Asiático em abril de 1998; outra com pico de 36,5 °C no Brasil, em novembro de 1985, e mais uma no sul dos Estados Unidos, em julho de 1980, quando as <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2022/04/verao-em-netuno-surpreende-com-temperaturas-frias-e-variacoes-bruscas.html"  >temperaturas</a> subiram para 38,4 °C.</p>

<p>Após traçarem os picos de calor, a equipe de cientistas usou modelos sofisticados para antecipar as <a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/02/maiores-bancos-do-mundo-sao-vagos-sobre-combate-mudancas-climaticas.html"  >tendências climáticas</a> no resto deste século. “Também descobrimos que eventos extremos de calor provavelmente aumentarão em magnitude no próximo século – na mesma taxa que a temperatura média local”, afirma Thompson.</p>

<p>Para os cientistas, acompanhar as médias locais é muito relevante. “É importante avaliar a <a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2021/10/terra-esta-escurecendo-em-razao-das-mudancas-climaticas-mostra-estudo.html"  >gravidade das ondas de calor</a> em termos de variabilidade de temperatura local, porque tanto os humanos quanto o ecossistema natural se adaptarão a isso, portanto, em regiões onde há menos variação, um extremo absoluto menor pode ter efeitos mais prejudiciais”, explica a especialista.</p>

<p>O professor de Ciências Climáticas Dann Mitchell, que colaborou com a pesquisa, afirma que a <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/03/relatorio-aponta-consequencias-do-aquecimento-global-nas-americas-ate-2050.html"  >mudança climática</a> é um dos maiores problemas de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/03/relatorio-global-aponta-os-paises-com-ar-mais-e-menos-poluido-em-2021.html"  >saúde global</a> atualmente. “Mostramos que muitas ondas de calor fora do mundo desenvolvido passaram amplamente despercebidas. A carga de calor em nível de país sobre a mortalidade pode chegar a milhares de mortes, e os países que experimentam temperaturas fora da faixa normal são os mais suscetíveis a esses choques”, alerta.</p>

]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Chuva causa estragos em mais de 90 municípios de SC e estado tem mais de 170 desabrigados]]></title><description><![CDATA[Dois homens morreram em São Joaquim. Mais de 400 pessoas deixaram as próprias casas e foram para residências de parentes, segundo...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/chuva-causa-estragos-em-mais-de-90-munic%C3%ADpios-de-sc-e-estado-tem-mais-de-170-desabrigados</link><guid isPermaLink="false">627420770d545099b032b4ac</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 05 May 2022 19:13:16 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_79943d5e0ae64e5c87582987ed8daff0~mv2.png/v1/fit/w_984,h_1000,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Juliana Neves Afonso</dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dois homens morreram em São Joaquim. Mais de 400 pessoas deixaram as próprias casas e foram para residências de parentes, segundo governo.</strong></p>

<p><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2022/05/04/chuva-causa-estragos-em-mais-de-90-municipios-de-sc-e-estado-tem-mais-de-170-desabrigados.ghtml" target="_blank" >,<strong><u>Por Joana Caldas e Gabriella Bridi, g1 SC e NSC TV</u></strong></a> </p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_79943d5e0ae64e5c87582987ed8daff0~mv2.png/v1/fit/w_984,h_1000,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Bombeiros voluntários de Presidente Getúlio em bote em rua alagada — Foto: Bombeiros Voluntários de Presidente Getúlio/Divulgação</em></p>

<p>O número de cidades que <strong>registraram estragos por causa da chuva em Santa Catarina subiu para 94</strong>, divulgou o governo do estado às 19h55 desta quarta-feira (4). Ocorreram danos como <strong>alagamentos, deslizamentos e quedas de muros e árvores</strong>. O território catarinense tem, ao todo, 295 municípios.</p>

<p>No total, Santa Catarina tinha <strong>175 desabrigados</strong> até 19h55. Outros 420 moradores do estado deixaram as próprias casas para ir para a residência de parentes.</p>

<p><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2022/05/03/dois-homens-sao-encontrados-mortos-em-carro-dentro-de-rio-em-sc-em-dia-com-chuva-intensa-diz-defesa-civil.ghtml"  >Duas pessoas morreram</a> na terça-feira (3) por causa da chuva, segundo informações da Defesa Civil. As vítimas eram dois homens encontrados em um carro dentro de um rio em <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/sao-joaquim/"  >São Joaquim</a>, na Serra. Desde segunda (2) chove em Santa Catarina.</p>

<p>Segundo a Defesa Civil, 10 mil pessoas já foram afetadas. Os municípios de <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/tubarao/"  >,<strong>Tubarão</strong></a><strong>, </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/forquilhinha/"  >,<strong>Forquilhinha</strong></a><strong>, </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/sao-ludgero/"  >,<strong>São Ludgero</strong></a><strong>, </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/maracaja/"  >,<strong>Maracajá</strong></a><strong>, </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/ararangua/"  >,<strong>Araranguá</strong></a><strong> e </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/orleans/"  >,<strong>Orleans</strong></a><strong>, no Sul do estado, </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/urubici/"  >,<strong>Urubici</strong></a><strong>, na Serra, </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/rio-do-sul/"  >,<strong>Rio do Sul</strong></a><strong>, no Vale do Itajaí, </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/sao-joaquim/"  >,<strong>São Joaquim</strong></a><strong>, na Serra, e </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/anitapolis/"  >,<strong>Anitápolis</strong></a><strong>, na Grande </strong><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/florianopolis/"  >,<strong>Florianópolis</strong></a><strong>, decretaram situação de emergência</strong>.</p>

<p>Em muitas cidades, o acúmulo de chuva nesses três dias já ultrapassou a média do mês de maio, que é de 90 milímetros, de acordo com a Epagri/Ciram, que monitora as condições meteorológicas no estado.</p>
<p>Entre os estragos relatados, estão alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de muros e árvores sobre ruas.</p>

<p>O Corpo de Bombeiros Militar atendeu a mais de 200 ocorrências relacionadas às chuvas. As equipes com mais registros são as de <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/tubarao/"  >Tubarão</a> e de <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/rio-do-sul/"  >Rio do Sul</a>, no Vale do Itajaí.</p>

<p>Segundo a Secretaria de Estado da Educação, 154 escolas estaduais tiveram as aulas suspensas nesta quarta, nas regiões Sul, Vale do Itajaí e Oeste, e o retorno deve ocorrer dependendo da situação de cada região.</p>

<p>Em relação às rodovias, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), <a href="https://www.sc.gov.br/noticias/temas/transportes-e-estradas/rodovias-estaduais-de-santa-catarina-tem-bloqueios-em-funcao-das-chuvas"  >havia 22 bloqueios em estradas estaduais</a> às 19h30 desta quarta.</p>

<h3>Recomendações
</h3><p>A Defesa Civil destacou os telefones de emergência. O morador deve ligar para 199 para falar com a própria Defesa Civil e para o 193 para chamar os bombeiros. O órgão também divulgou orientações para cada situação adversa do tempo.</p>
<p>Em caso de tempestades com <strong>ventos fortes e raios</strong>:</p>
<ul>
  <li>busque um local abrigado, longe de árvores, placas, postes de energia e de outros objetos que possam ser arremessados</li>
  <li>em local abrigado, fique longe de janelas e desligue aparelhos eletrônicos</li>
  <li>em casa, o banheiro em alvenaria é um local muito seguro</li>
  <li>na praia, jamais fique na água</li>
</ul>
<p>Em caso de <strong>alagamentos</strong>:</p>
<ul>
  <li>evite entrar em contato com a água</li>
  <li>evite dirigir em locais alagados</li>
  <li>evite transitar por pontes submersas</li>
  <li>atenção com crianças próximas a rios e ribeirões</li>
</ul>
<p>Quando há risco de <strong>deslizamentos de terra</strong>, fique atento a:</p>
<ul>
  <li>inclinação de postes e árvores</li>
  <li>movimento de terra ou rochas próximos a sua casa</li>
  <li>rachaduras em muros ou paredes</li>
</ul>
<p><strong>Mar agitado</strong>:</p>
<ul>
  <li>evite a navegação e pesca</li>
  <li>evite entrar no mar ou praticar esportes no mar</li>
  <li>evite caminhar ou pedalar na orla, caso as ondas estejam atingindo a ciclovia</li>
</ul>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança sobre MG, ES e DF]]></title><description><![CDATA[Por Redação Climatempo Nebulosidade sobre o Brasil Uma frente fria avança sobre o Sudeste ou Centro-oeste do país e pancadas de chuva...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/frente-fria-avan%C3%A7a-sobre-mg-es-e-df</link><guid isPermaLink="false">6273edfeb48183915b68e2fe</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 05 May 2022 15:33:42 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_2a8facd59df54781bb9f8f4a852d4561~mv2.jpg/v1/fit/w_750,h_553,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Juliana Neves Afonso</dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.climatempo.com.br/noticia/2022/05/05/frente-fria-avanca-sobre-mg-es-e-df-5201" target="_blank" ><u><strong>Por Redação Climatempo</strong></u></a> </p>
<h2>Nebulosidade sobre o Brasil</h2><p>
Uma frente fria avança sobre o Sudeste ou Centro-oeste do país e pancadas de chuva ocorrem em vários estados. O ciclone extratropical que provocou muita chuva no Sul do Brasil nos últimos dias já está sobre o mar e as nuvens carregadas já saíram de quase toda a Região. O vento também enfraqueceu.</p>
<p>
O <strong>ar frio de origem polar</strong> que veio com a frente fria causa acentuada queda da temperatura hoje sobre o Sul do Brasil, SP, MS, sobre o centro-oeste e sul de MT, sul de GO, Triângulo mineiro e Sul de MG </p>
<p>
O<strong> ar úmido e quente predomina</strong> sobre o Norte e no Nordeste do Brasil estimulando a formação de nuvens de chuva. A Zona de Convergência Intertropical ainda está ativa na Costa norte do Brasil e ajuda na formação das nuvens de chuva nessas Regiões.</p>
<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_2a8facd59df54781bb9f8f4a852d4561~mv2.jpg/v1/fit/w_750,h_553,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Detalhes da nebulosidade sobre o BR em 5/5/2022</em></p>
]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Realidade aumentada: exposição interativa sobre mudanças climáticas]]></title><description><![CDATA[Esta exposição de arte é uma forma diferente e interativa de explicar a mudança climática e seus impactos a todos os visitantes. Conheça...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/realidade-aumentada-exposi%C3%A7%C3%A3o-interativa-sobre-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticas</link><guid isPermaLink="false">6273ebfec4c796fd495eb56d</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 05 May 2022 15:28:33 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_d8048238127c4cefada4aebf3b38d3ce~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Juliana Neves Afonso</dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Esta exposição de arte é uma forma diferente e interativa de explicar a mudança climática e seus impactos a todos os visitantes. Conheça aqui o museu e a exposição.</strong></p>

<p><a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/realidade-aumentada-exposicao-interativa-sobre-mudancas-climaticas.html" target="_blank" >,<strong><u>Por Meteored Argentina</u></strong></a> </p>
<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_d8048238127c4cefada4aebf3b38d3ce~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Os visitantes viajarão por terras fantásticas, oceanos, florestas misteriosas e cavernas inusitadas que ajudarão a refletir sobre o futuro do planeta em que habitamos. </em></p>
<p><em>Créditos: arcadia-earth.com</em></p>

<p>A primeira jornada imersiva de realidade aumentada no planeta Terra está ocorrendo no <a href="https://www.arcadia-earth.com/"  >Museu Arcadia Earth</a>, com três sedes em: <strong>Miami, Nova Iorque e Las Vegas</strong>, nos <a href="https://www.tempo.com/america-do-norte.htm"  >EUA.</a> Eles têm uma <strong>espetacular exposição de arte feita com a mais recente tecnologia de realidade aumentada</strong>, na qual são mostradas através de diferentes temáticas os <strong>impactos da mudança climática</strong>.</p>

<p>Nesta proposta, <strong>os visitantes do museu podem, por exemplo, explorar as profundezas do oceano</strong> sem se molhar, graças a um dispositivo especialmente projetado. Há também terras fantásticas, florestas misteriosas e cavernas inusitadas que nos ajudarão a refletir sobre o futuro do planeta em que habitamos.</p>
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=8OMY57AuJ10&t=2s">https://www.youtube.com/watch?v=8OMY57AuJ10&t=2s</a><p>Sem dúvida, é uma forma diferente de as pessoas se conscientizarem realmente da <strong>crise climática</strong> pela qual estamos passando, mas de uma forma interativa e muito mais divertida.</p>

<p>Os visitantes fazem um tour pelos diferentes ecossistemas, investigando problemas atuais e futuros, como a <strong>pesca predatória, as toneladas de resíduos plásticos, o desmatamento, o desperdício de alimentos, etc.</strong></p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_f625f341daaa463f8aa58d68775a211e~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Através da fantástica técnica de realidade aumentada, você pode aprender sobre as mudanças climáticas de forma interativa e mais fácil. Créditos: arcadia-earth.com</em></p>

<p>O objetivo desta exposição é oferecer uma ferramenta nova e inspirar pessoas (adultos e crianças) através de jogos, para que recebam a mensagem de conscientização, aprendam e retransmitam. Através da <strong>fantástica técnica de realidade aumentada</strong> você pode aprender sobre este e outros temas com mais facilidade, fazendo parte dos cenários propostos, o que os torna mais interessantes por ser interativo.</p>
<h2>Visitando Arcadia Earth</h2><p>Este Museu oferece uma plataforma de <strong>narrativa ambiental de experiências imersivas projetadas</strong> para informar, inspirar e ativar nossa comunidade para impactar positivamente nosso planeta. Ele pode ser visitado pelo público geral, de todas as idades, e os ingressos você pode adquirir <a href="https://tickets.arcadia-earth.com/event/arcadia-earth"  >aqui</a>.</p>

<p>Foram criadas <strong>jornadas multissensoriais em grande escala por mundos subaquáticos, terras de fantasia e instalações de arte inspiradoras, </strong>projetadas para reinventar a maneira como lidamos com as questões ambientais mais urgentes do nosso tempo.</p>

<p>Cada exposição ganha vida por meio de <strong>tecnologia imersiva, animada por realidade aumentada, realidade virtual, mapeamento de projeção e ambientes interativos,</strong> onde os visitantes aprenderão como suas pequenas mudanças no estilo de vida afetarão o futuro do nosso planeta.</p>

<p>As salas estão distribuídas em uma área de <strong>1.400 metros quadrados</strong>, nas quais se vive uma experiência de imersão total através de fantásticas instalações de luz e som para demonstrar os problemas ambientais. Além disso, os espectadores poderão entrar em uma <strong>caverna construída com 44 mil sacolas plásticas</strong>, (que é a quantidade que todo o estado de Nova York produz a cada minuto). <strong>É possível interagir com todos esses ambientes a qualquer momento através de seu celular, escaneando os códigos QR</strong> que se encontram ao longo da exposição.</p>

<p>Um<strong> mundo digital onde convidados de todo o mundo se reúnem em torno de questões ambientais</strong>. Em colaboração com organizações líderes e criadores de mudanças ambientais, o multiverso apresenta passeios educacionais, eventos, conferências e um mercado sustentável.</p>

<p>O aplicativo de realidade aumentada foi projetado como uma <strong>ferramenta educacional</strong> para inovar o meio pelo qual eles envolvem os alunos e os unem em ações sobre questões ambientais. Além disso, a organização plantará <strong>uma árvore para cada ingresso que vender,</strong> e a renda será revertida para a organização <a href="https://oceanic.global/"  >Oceanic Global</a>, que promove a conservação dos oceanos.</p>

]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Grande Muralha Verde da África causará efeitos severos no clima]]></title><description><![CDATA[Novos estudos climáticos que incluem o passado e o futuro da região sugerem que a Grande Muralha Verde pode causar mudanças severas no...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/grande-muralha-verde-da-%C3%A1frica-causar%C3%A1-efeitos-severos-no-clima</link><guid isPermaLink="false">6273ea5b5220bded109b7f28</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 05 May 2022 15:20:15 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_2863aaa9a8a74966b3991ef91ea630fb~mv2.jpg/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Juliana Neves Afonso</dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Novos estudos climáticos que incluem o passado e o futuro da região sugerem que a Grande Muralha Verde pode causar mudanças severas no clima desde o norte da África até a região européia do Mediterrâneo.</strong></p>

<p><a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/grande-muralha-verde-da-africa-causara-efeitos-severos-no-clima.html" target="_blank" >,<strong><u>Por Matheus Manente</u></strong></a></p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/f5d6ca_2863aaa9a8a74966b3991ef91ea630fb~mv2.jpg/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Estudos indicam que a Grande Muralha Verde pode causar mudanças violentas no clima, afetando desde o norte da África até o Mediterrâneo Europeu. (imagem: UNCCD)</em></p>

<p>A <strong>Grande Muralha Verde</strong> é um projeto extremamente ambicioso proposto em 2007, que consiste, basicamente, em plantar uma <strong>quantidade inumerável de árvores</strong> ao longo de uma linha de 8 mil quilômetros de extensão e 15 quilômetros de espessura, o que resulta em uma área plantada de <strong>100 milhões de hectares</strong> na região do <strong>Sahel</strong>, entre o Saara e a savana do <a href="https://www.tempo.com/sudao.htm"  >Sudão</a>.</p>

<p>Esse esforço colossal tem uma razão: A grande muralha verde é, basicamente, a única coisa que pode <strong>impedir a expansão do deserto do Saara para o Sul</strong>. Em apenas <strong>15 anos</strong>, as mudanças climáticas causaram uma série de eventos extremos de chuva, deslizamentos, estiagem e incêndios que <strong>devastaram e desertificaram regiões antes ricas em flora e fauna</strong>. A expansão do deserto para além dessas regiões pode ainda arruinar a economia e a vida em diversos países africanos. </p>
 <p>Enquanto 65% do Sahel já está <strong>completamente degradado</strong>, 80% da sua população ainda <strong>depende da agricultura</strong> para sobreviver. Essa iniciativa será capaz de restaurar terras degradadas, ajudar os habitantes a produzir alimentos novamente, criar empregos, impedir imigrações e promover a paz entre os povos da região. Mas além disso, ainda há <strong>outros efeitos possíveis</strong>.</p>
<h2>Os efeitos climáticos severos que a Grande Muralha Verde causará</h2><p>De acordo com <a href="https://agu.confex.com/agu/fm21/meetingapp.cgi/Paper/805754"  >simulações climáticas recentes</a>, o projeto pode alterar fortemente o clima em toda a região. A <strong>precipitação</strong> dentro do Sahel vai <strong>dobrar em volume</strong>, e as <strong>temperaturas médias</strong> no verão vão <strong>diminuir em 1,5°C</strong>, efeitos que se estendem também até o mediterrâneo. Com essa barreira, no entanto, as temperaturas nas partes mais quentes do deserto se tornarão <strong>ainda maiores</strong>.</p>

<p>Isso acontece porque a iniciativa causará <strong>mudanças na intensidade e na localização das monções da África Ocidental</strong>. A vegetação no local ajudará a criar um imenso reservatório de umidade, capaz de alimentar as chuvas da monção.</p>

<p>Além disso, as plantas criam uma superfície de terra mais escura, que muda completamente a dinâmica de absorção e reflexão de radiação solar em todo Sahel. O resultado, em termos técnicos, é uma <strong>diferença maior de pressão atmosférica</strong> e, consequentemente, uma <strong>intensificação dos ventos de monção</strong>.</p>
<blockquote><em>Nos próximos dois anos, a Nigéria trabalhará assiduamente para abordar as questões de degradação da terra, segurança alimentar, desertificação, mudança climática, esgotamento dos ecossistemas florestais e biodiversidade na África. - Sharon Ikeazor, Ministra do Meio Ambiente da Nigéria</em></blockquote>
<p>É claro que os impactos climáticos da Grande Muralha Verde ainda precisam de <strong>estudos mais aprofundados</strong>, devido principalmente a sua <strong>escala colossal</strong>. No entanto, até o momento, tudo indica que as mudanças serão <strong>altamente benéficas</strong> para os povos do norte Africano e até mesmo da Europa mediterrânea.</p>

<p>No momento, <strong>apenas 15% da meta atual foi alcançada</strong>, especialmente por conta da <strong>falta de fundos e de financiamento</strong>. Ainda assim, governos africanos estão comprometidos em tentar restaurar os 100 milhões de hectares de terra <strong>até o ano de 2030</strong>.</p>

<p>É possível ajudar o projeto individualmente através do seu <a href="https://www.greatgreenwall.org/take-action#join-the-movement"  >website oficial</a>, mas precisamos também <strong>cobrar iniciativas governamentais e privadas</strong> que possam ajudar a financiar o projeto.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Aquecimento global provoca aumento inédito do nível do mar na Nova Zelândia]]></title><description><![CDATA[Dados sobre o litoral do país mostram que algumas áreas costeiras já cedem entre três e quatro milímetros por ano, o que acelera o...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/aquecimento-global-provoca-aumento-in%C3%A9dito-do-n%C3%ADvel-do-mar-na-nova-zel%C3%A2ndia</link><guid isPermaLink="false">6273cfc3cb554b1644d25a71</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 05 May 2022 13:28:23 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_e29369396b7d490a83ba4853742dfd1f~mv2.png/v1/fit/w_984,h_555,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dados sobre o litoral do país mostram que algumas áreas costeiras já cedem entre três e quatro milímetros por ano, o que acelera o processo gerado pelo excesso de emissões de gases que provocam o efeito estufa.</strong></p>

<p><a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2022/05/02/aquecimento-global-provoca-aumento-inedito-do-nivel-do-mar-na-nova-zelandia.ghtml" target="_blank" >,<strong><u>Por RFI</u></strong></a></p>

<p>O nível do mar está subindo duas vezes mais rápido do que o previsto em algumas regiões da <a href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/nova-zelandia/"  >Nova Zelândia</a>, ameaçando as duas maiores cidades do país, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (2).</p>

<p>Os dados sobre o litoral do país mostram que algumas áreas costeiras já cedem entre três e quatro milímetros por ano, o que acelera o processo gerado pelo excesso de emissões de gases que provocam o efeito estufa. As projeções foram feitas pelo NZ SeaRise, um vasto programa de pesquisa de cinco anos, financiado pelo governo e efetuado por uma equipe de cientistas internacional.</p>
<p>
De acordo com as previsões apontadas no estudo, as autoridades têm menos tempo do que o previsto para planejar e se adaptar às consequências do aquecimento global. Um dos principais obstáculos é a o reassentamento dos moradores que vivem nas regiões costeiras.</p>
<p>
Segundo Tim Naish, professor da Universidade Wellington, que co-dirigiu o programa, se em termos globais o nível do mar aumentasse cerca de meio metro até 2100, essa altura deveria atingir cerca de um metro em grande parte do arquipélago, já que a terra cede ao mesmo tempo. Essa possibilidade seria catástrósfica para Wellington, que poderia registrar um aumento do nível do mar de 30 centímetros até 2040, o que não esperado antes de 2060. </p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_e29369396b7d490a83ba4853742dfd1f~mv2.png/v1/fit/w_984,h_555,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Algumas áreas costeiras já cedem entre três e quatro milímetros por ano, o que acelera o processo gerado pelo excesso de emissões de gases que provocam o efeito estufa — Foto: Reuters/Yves Herman/File Photo</em></p>
<h3>Graves inundações
</h3><p>Os habitantes de Wellington poderiam, desta forma, serem vítimas, todos os anos, de graves inundações. "Temos menos tempo para agir", declarou Naish, que considera a situação "preocupante". Os dados mostram que o litoral sudeste da ilha do Norte, uma das mais povoadas da <a href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/nova-zelandia/"  >Nova Zelândia</a>, é um dos mais expostos. </p>

<p>O estudo ainda revela que Auckland, com 1,7 milhão de habitantes, também é bastante vulnerável. De acordo com as previsões, o nível do mar aumentará mais 50% perto do centro e de várias periferias, o que terá repercussão no preço das casas e das seguradoras.</p>

<p>O programa do governo criou uma ferramenta que permite aos habitantes e às autoridades verificar a previsão para a área onde vivem, para que seja possível avaliar o risco de inundação e erosão. "Não temos mais tempo de ficar de braços cruzados", disse o cientista, pedindo às autoridades que ajam e pensem na melhor maneira de se adaptar à situação.</p>

<p>A premiê neozelandesa Jacinta Ardern afirmou que o planejamento para enfrentar o aumento do nível do mar já estava em andamento, incluindo o orçamento e a criação de novos locais para receber os habitantes e certas infraestruturas. </p>

<p>A primeira-ministra também pediu que os neozelandeses façam o possível para reduzir as emissões e limitar as consequências das mudanças climáticas. A elevação do nível do mar é resultado da dilatação térmica do oceano associada ao derretimento das calotas polares.
</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A amoreira que vira fonte de água todo ano em Montenegro]]></title><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/a-amoreira-que-vira-fonte-de-%C3%A1gua-todo-ano-em-montenegro</link><guid isPermaLink="false">6269f06f9e8726f16a10612e</guid><category><![CDATA[Clima tube]]></category><pubDate>Thu, 28 Apr 2022 01:40:02 GMT</pubDate><enclosure url="http://www.youtube.com/watch?v=p_49TW6v1Os" length="0" type="video/x-"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<a href="https://www.youtube.com/watch?v=p_49TW6v1Os">https://www.youtube.com/watch?v=p_49TW6v1Os</a>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Estudo revela que o raios são extremamente benéficos para a atmosfera!]]></title><description><![CDATA[Os raios, além de belos e assustadores, desempenham um papel extremamente importante na limpeza da atmosfera, de acordo com estudo! O...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/estudo-revela-que-o-raios-s%C3%A3o-extremamente-ben%C3%A9ficos-para-a-atmosfera</link><guid isPermaLink="false">6269edfff6476cb276619723</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 28 Apr 2022 01:38:08 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_0e200a3f54894c87ad05f9788e24b02e~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os raios, além de belos e assustadores, desempenham um papel extremamente importante na limpeza da atmosfera, de acordo com estudo! O estudo também revela que essa capacidade de limpeza dos raios é muito maior do que era imaginado.</strong></p>

<p><a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-revela-que-o-raios-sao-extremamente-beneficos-para-a-atmosfera.html" target="_blank" >,<strong><u>Por Paola Bueno</u></strong></a> </p>
<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_0e200a3f54894c87ad05f9788e24b02e~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>De acordo com estudo publicado na Science, os raios desempenham um papel muito importante nas mudanças climáticas.</em></p>

<p>Os <a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-as-nuvens-de-tempestade-ficam-eletricamente-carregadas.html"  ><strong>raios</strong></a><strong> são fenômenos naturais muito belos e ao mesmo tempo assustadores</strong>, sempre acompanhando as grandes nuvens de tempestade, as Cumulonimbus (Cbs). A maioria das pessoas quando pensam nos raios lembram de seus potenciais perigos à vida e também aos estragos que eles podem causar. <strong>Mas sabia que eles proporcionam um grande benefício para nossa atmosfera</strong>?</p>
<blockquote><em>Os raios aumentam a capacidade da atmosfera de se purificar.</em></blockquote>
<p>Esse impacto benéfico dos raios ainda era meio desconhecido e incerto, até um estudo, <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.abg0492"  >publicado</a> no ano passado na revista científica <em>Science</em>, constatar que os <strong>raios podem desempenhar um papel mais importante no controle das</strong> <strong>mudanças climáticas globais</strong> do que se sabia anteriormente! Isso porque <strong>os raios ajudam a limpar a atmosfera</strong>!</p>

<p>O estudo, que contou com a contribuição de nove cientistas atmosféricos de várias universidades e agências meteorológicas diferentes, se baseou num voo de pesquisa conduzido por um <strong>avião de caça de tempestades DC-8 da NASA</strong>, em 2012. O avião foi utilizado para examinar a parte superior de <strong>nuvens do tipo Cbs, conhecida como ‘bigorna’</strong>.</p>

<p>Ao analisar os dados coletados pelo avião, os pesquisadores inicialmente pensaram que havia um problema com o equipamento do avião, pois os dados indicavam uma quantidade muito grande de radicais hidroxila (OH), cerca de <strong>1000 vezes maior que o valor esperado</strong>.</p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_1189e1c837f64e8e8dfe93c610309de7~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Avião de pesquisa DC-8 decolando do Armstrong Flight Research Center da NASA em Palmdale, Califórnia, Estados Unidos. (NASA)</em></p>

<p>Entretanto, os pesquisadores notaram que os picos nos valores desses radicais ocorriam esporadicamente. Ao comparar esses picos com dados de mapeamento de raios, feito <strong>através do rastreio da estática gerada pelos raios e relâmpagos</strong>, os pesquisadores observaram que os picos de concentração de radicais hidroxila ocorriam no mesmo local e ao mesmo tempo que os raios. Posteriormente, ao gerarem faíscas em laboratório, eles confirmaram que <strong>os radicais estavam sendo produzidos pelos raios e relâmpagos</strong>!</p>
<h2>A capacidade de limpeza natural da atmosfera</h2><p>Os radicais hidroxila são denominados como <strong>“removedores químicos” da atmosfera</strong>, devido a sua natureza reativa com outras moléculas presentes no ar, sendo os oxidantes mais importantes da atmosfera. O processo de oxidação desses radicais ajuda a<strong> reduzir a quantidade de gases considerados tóxicos na atmosfera</strong>, como o monóxido de carbono e o metano. Esses dois gases são considerados grandes vilões do clima, contribuindo para o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio.</p>

<p>De acordo com o estudo, entre <strong>2% e 16% da capacidade oxidante da atmosfera da Terra</strong>, ou da capacidade de limpeza que acontece naturalmente, é gerada pelos raios! Essa é uma capacidade muito superior ao que era imaginado antes, quando os cientistas já especulavam sobre esse benefício, mas ainda não tinham a confirmação.</p>

<p>Portanto, <strong>na próxima vez que avistar uma tempestade com raios</strong>, lembre-se que apesar de assustadores, os raios estão fazendo um grande favor limpando nossa atmosfera e ajudando a salvar nosso planeta dos efeitos do aquecimento global!</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Ciclone Bomba não é um risco! Entenda os efeitos de fato]]></title><description><![CDATA[O sistema com formação explosiva está se deslocando do leste da Argentina em direção ao Oceano Atlântico e se intensificará até formar...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/ciclone-bomba-n%C3%A3o-%C3%A9-um-risco-entenda-os-efeitos-de-fato</link><guid isPermaLink="false">6269eb2f3328d08440d60036</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 28 Apr 2022 01:20:17 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_6dead8e80288417da8ffc90adce62ed0~mv2.jpg/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>O sistema com formação explosiva está se deslocando do leste da Argentina em direção ao Oceano Atlântico e se intensificará até formar ventos próximos aos de um Furacão - Mas não representa nenhum risco direto para o Brasil.</strong></p>

<p><a href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ciclone-bomba-nao-e-um-risco-para-o-brasil-entenda-os-efeitos-de-fato.html" target="_blank" >,<strong><u>Por </u></strong><strong><u>Matheus Manente</u></strong></a></p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_6dead8e80288417da8ffc90adce62ed0~mv2.jpg/v1/fit/w_1000,h_720,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>O sistema explosivo se intensificará e seus ventos atingirão velocidades próximas aos de um Furacão, mas não representa risco direto para o Brasil.</em></p>

<p>A formação de um <strong>ciclone bomba</strong> virou manchete em diversos veículos de imprensa. O sistema começou a se formar na <a href="https://www.tempo.com/argentina.htm"  >Argentina</a> e está se <strong>afastando para o Sul rapidamente</strong>, através do oceano Atlântico.</p>

<p>O sistema atingirá valores de pressão atmosférica <strong>extremamente baixos</strong> e seus ventos resultantes podem atingir <strong>velocidades muito próximas às de um furacão</strong> quando estiver mais distante do continente sul-americano.</p>

<p><strong>Ciclone bomba é um ciclone cuja pressão cai mais do que 24 hPa em menos de 24 horas. Essa queda de pressão é muito mais rápida e intensa que o normal, o que forma rajadas de vento extremas.</strong> </p>

<p>Até o final do dia, o sistema já terá se deslocado até a altura das <a href="https://www.tempo.com/ilhas-malvinas.htm"  >Ilhas Malvinas</a>, e <strong>alcançará as ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul</strong> na quinta-feira (28), quando seus ventos podem chegar a valores próximos de <strong>200 km/h</strong>. Mas afinal, o sistema representa algum risco para o Brasil?</p>
<h2>Quais os riscos que o Brasil corre com o ciclone bomba?</h2><p>Entre <strong>Junho</strong> e <strong>Julho de 2020</strong>, um ciclone bomba se formou no Sul do Brasil e o tempo severo causado pela sua atuação deixou ao total <strong>13 mortos</strong> no Sul do Brasil, além de causar <strong>grandes danos no sistema de distribuição de energia elétrica</strong>.</p>
<p><strong>Os eventos extremos de precipitação na Região Sul do Brasil não estão associados ao ciclone bomba e sim a uma frente fria.</strong></p>

<p>Desta vez, no entanto, o sistema se forma a <strong>uma distância muito maior do país</strong>, o que significa que <strong>não representa um grande risco</strong> para nós. Seus efeitos no Brasil serão similares aos causados por outro sistema intenso, porém não-explosivo.</p>
 <p>O ciclone está formando uma <strong>frente fria que já está causando tempestades severas</strong> entre o Centro da Argentina e o <a href="https://www.tempo.com/uruguai.htm"  >Uruguai</a>, e devem atingir também o <a href="https://www.tempo.com/rio-grande-do-sul-estado.htm"  >Rio Grande do Sul</a> ainda hoje, causando tempo severo<strong> especialmente na região de Campanha e no Sul do Estado</strong>.</p>

<p>Gradualmente, <strong>o sistema frontal se moverá para Norte</strong>, atingindo as demais cidades do Rio Grande do Sul e também <a href="https://www.tempo.com/santa-catarina-estado.htm"  >Santa Catarina</a>, onde causará chuvas até sexta-feira. Os <strong>maiores volumes de chuva</strong>, no entanto, serão registrados em <strong>território gaúcho</strong>.</p>

<p>Por isso, apesar deste ciclone bomba em si <strong>não representar nenhum perigo</strong> para o país, o <strong>Rio Grande do Sul segue sob alerta</strong>, e há risco de cortes na energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos entre esta quarta (27) e quinta-feira (28).</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Grupo Heineken anuncia sua cervejaria mais sustentável no Brasil]]></title><description><![CDATA[A fábrica do Grupo Heineken em Passos, no estado de Minas Gerais, é primeira a ser pensada e construída do zero no Brasil. Anúncio ocorre...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/grupo-heineken-anuncia-sua-cervejaria-mais-sustent%C3%A1vel-no-brasil</link><guid isPermaLink="false">6269e8786d311d6e28b5b7c5</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 28 Apr 2022 01:12:42 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_5ec48c3d82d94f8da9a1735fe809f1fd~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_683,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>A fábrica do Grupo Heineken em Passos, no estado de Minas Gerais, é primeira a ser pensada e construída do zero no Brasil. Anúncio ocorre após desistência na cidade de Pedro Leopoldo por proximidade com área de preservação ambiental</strong></p>

<p><a href="https://exame.com/esg/grupo-heineken-anuncia-sua-cervejaria-mais-sustentavel-no-brasil/" target="_blank" ><u><strong>Por Marina Filippe</strong></u></a><strong> </strong></p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_5ec48c3d82d94f8da9a1735fe809f1fd~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_683,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>(Exame/Karin Salomão)</em></p>

<p>A cidade de Passos, no estado de Minas Gerais, será a próxima a receber a nova cervejaria do <strong>Grupo Heineken</strong> no Brasil. Essa será a unidade produtiva mais sustentável da empresa até aqui e a primeira a ser pensada e construída do zero pelo Grupo.</p>

<p>Desde o <a href="https://exame.com/esg/por-preservacao-ambiental-grupo-heineken-muda-local-de-fabrica/"  ><u>anúncio da saída de Pedro Leopoldo</u></a>, após proximidade de área de preservação ambiental e arqueológica, a empresa dedicou meses a estudos e análises de terrenos que levaram em consideração critérios como disponibilidade hídrica, desenvolvimento socioeconômico local - respeitando o patrimônio histórico e cultural local e priorizando o distanciamento de unidades de conservação ambiental - e facilidade logística para o abastecimento do estado de Minas Gerais e da região sudeste.</p>

<p>“Recebemos contato de mais de 200 cidades interessadas e que foram extremamente receptivas e solícitas ao nos abrirem as portas. Ficamos muito felizes com esse reconhecimento e gostaríamos de reforçar nosso agradecimento a todos os municípios, em especial Uberaba e Uberlândia, que ficaram entre os três finalistas”, comenta Mauricio Giamellaro, presidente do <strong>Grupo Heineken</strong> no país.</p>
<p><strong>Práticas sustentáveis na fábrica do Grupo Heineken</strong></p>
<p>A primeira unidade produtiva da cervejaria no estado de Minas Gerais será erguida com processos e equipamentos ainda mais modernos e eficientes, em linha com os compromissos estabelecidos pela companhia no último ano. No pilar ambiental, a nova operação será 100% abastecida por fontes de energia renovável, contribuindo para a meta de neutralidade de carbono anunciada pela empresa em 2021.</p>
<p>Entregar mais eficiência hídrica também é premissa da unidade, o que será feito por meio de tecnologias mais avançadas, que colaboram com a redução do consumo de água, e da construção do seu sistema de abastecimento, que permitirá a ampliação da infraestrutura de disponibilidade e captação de água existente.</p>
<p>A cidade de Passos também já está dentro do programa de geração distribuída de energia verde da marca Heineken. Todos os moradores do município terão acesso à energia renovável a partir de um cadastro digital na <a href="https://urldefense.com/v3/__https:/www.heinekenenergiaverde.com.br/energia-verde-em-casa__;!!JVh_Qfuk4otXm3Mt0g!8eM1x2ne0VjHWf29Z0Cj4as_kgeELiZjcLYR4GCYRO_hWAaor2L_kkSmW8S34oglIhgPWwMRMgXoY_Zr_HbFwbB6IofEoak$"  ><u>plataforma</u></a> da marca, sem necessidade de instalação em casa. Isso significa que todos podem contribuir para reduzir o impacto de cada residência ao meio ambiente e ainda ganhar desconto na conta de luz. O mesmo vale para os bares e restaurantes locais, que podem receber até 15% de redução na conta mensal.</p>
<p>Já no pilar social, o Instituto Heineken Brasil, apresentado ao mercado no início deste mês, definiu um plano inicial de impactar positivamente mais de 80 jovens em situação de vulnerabilidade social da cidade por meio do WeLab by HEINEKEN, programa que busca promover uma relação mais equilibrada com a bebida alcoólica. O Instituto ainda apoiará iniciativas locais de logística reversa de vidro e fomentará duas cooperativas da região.</p>
<p>“A unidade de Passos representa a nossa 15ª cervejaria no Brasil e a sonhada construção idealizada pelo <strong>Grupo Heineken</strong> desde a etapa da escolha do terreno. Além de garantir o padrão global de qualidade em todos os processos, a unidade mineira será uma referência de boas práticas e uma consolidação da jornada que estamos construindo. Foi com essa premissa que decidimos deixar a cidade de Pedro Leopoldo e é com ela que seguiremos adiante em Passos”, diz Giamellaro.</p>
<p>Com previsão de inauguração até 2025, a nova operação empregará 350 pessoas, além de gerar aproximadamente 11 mil empregos indiretos, e produzirá as marcas puro malte, como Heineken e Amstel.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Parque eólico de R$ 430 milhões entra em operação no Sertão de Pernambuco]]></title><description><![CDATA[O parque eólico Fontes dos Ventos II está instalado na mesma região onde a Enel Green Power opera desde 2015 o primeiro parque híbrido...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/parque-e%C3%B3lico-de-r-430-milh%C3%B5es-entra-em-opera%C3%A7%C3%A3o-no-sert%C3%A3o-de-pernambuco</link><guid isPermaLink="false">6269e7961221c457420eb399</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 28 Apr 2022 01:04:42 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_ddde6040a3164c39938bf5d6d8f96992~mv2.jpeg/v1/fit/w_806,h_443,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>O parque eólico Fontes dos Ventos II está instalado na mesma região onde a Enel Green Power opera desde 2015 o primeiro parque híbrido solar e eólico do País</strong></p>

<p><a href="https://jc.ne10.uol.com.br/economia/2022/04/14998536-parque-eolico-de-rs-430-milhoes-entra-em-operacao-no-sertao-de-pernambuco.html" target="_blank" ><strong><u>Por Lucas Moraes</u></strong></a> </p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_ddde6040a3164c39938bf5d6d8f96992~mv2.jpeg/v1/fit/w_806,h_443,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Parque eólico Fontes dos Ventos II - ,<strong>FOTO: Divulgação</strong></em></p>

<p>O <strong>município de Tacaratu</strong>, no Sertão pernambucano, é o palco onde está entrando em cena o <strong>parque eólico Fontes dos Ventos II</strong>, que tem 99 MW de capacidade instalada e envolveu um investimento de cerca de R$ 430 milhões.</p>

<p>Instalado na mesma<a href="https://jc.ne10.uol.com.br/economia/2021/06/12131900-empresa-italiana-vai-implantar-parque-de-geracao-de-energia-solar-no-sertao-de-pernambuco-gerando-600-empregos.html"  > região onde a Enel Green Power opera desde 2015</a> o primeiro parque híbrido solar e eólico do País, que combina o <strong>parque eólico</strong> Fontes dos Ventos I e o projeto Fontes Solar, com uma capacidade instalada total de 89,9 MW, a Fontes dos Ventos II faz parte de um pacote de novas usinas da Enel cujas obras foram realizadas durante a pandemia. </p>

<p>“O início de operações de Fontes dos Ventos II é muito simbólico. Este novo projeto ilustra a contribuição permanente da Enel Green Power para a expansão das fontes renováveis no País nos últimos anos. Estamos ampliando a nossa capacidade instalada eólica numa região em que temos presença há anos. Muito antes da recente resolução da agência reguladora para o desenvolvimento de usinas híbridas no país, instalamos naquela região de Pernambuco um projeto pioneiro, com um parque eólico e solar construídos lado a lado. Foi um projeto que gerou aprendizados importantes para a empresa e para demais agentes do setor, no sentido de permitir estudar as oportunidades da complementariedade das fontes e estimular a regulamentação de projetos associados”, o responsável pela Enel Green Power no Brasil Roberta Bonomi.</p>

<p>O parque possui 18 aerogeradores e será capaz de gerar mais de 421 GWh de energia por ano. Do ponto de vista da sustentabilidade, a produção de energia da usina tem potencial para evitar a emissão do equivalente a 230 quilotoneladas de CO2 por ano, além de evitar a compra de 97 milhões de metros cúbicos de gás por ano, substituídos por energia renovável produzida no País.</p>

<p>A energia produzida no parque eólico Fontes dos Ventos II é fornecida ao<strong> mercado livre</strong> para venda a clientes comerciais, por meio da Enel Trading, comercializadora do Grupo Enel. </p>

]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Mudanças climáticas: Europa viveu um 2021 de desastres meteorológicos]]></title><description><![CDATA[O continente viu sua temperatura subir uma média de +2ºC em relação à era pré-industrial, em comparação ao aumento de +1,1ºC a +1,2ºC...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticas-europa-viveu-um-2021-de-desastres-meteorol%C3%B3gicos</link><guid isPermaLink="false">6269e6773328d08440d5fca5</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 28 Apr 2022 01:00:20 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_7c2e865834d94933a976ae0894d48189~mv2.png/v1/fit/w_960,h_640,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>O continente viu sua temperatura subir uma média de +2ºC em relação à era pré-industrial, em comparação ao aumento de +1,1ºC a +1,2ºC sofrido pelo planeta</strong></p>

<p><a href="https://exame.com/mundo/europa-viveu-um-2021-de-desastres-meteorologicos/" target="_blank" ><strong><u>Por AFP</u></strong></a> </p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_7c2e865834d94933a976ae0894d48189~mv2.png/v1/fit/w_960,h_640,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Clima: A Europa viveu seu verão mais quente em 2021, com recordes de temperatura na Sicília e na Espanha, por exemplo, e depois tempestades que causaram grandes inundações na Bélgica e na Alemanha (Reuters/Leonhard Foeger)</em></p>

<p>A Europa viveu seu verão mais quente em 2021, com recordes de temperatura na Sicília e na Espanha, por exemplo, e depois tempestades que causaram grandes inundações na Bélgica e na Alemanha - adverte o relatório anual do serviço de monitoramento Copernicus. </p>
<p>O continente viu sua temperatura subir uma média de +2ºC em relação à era pré-industrial, em comparação ao aumento de +1,1ºC a +1,2ºC sofrido pelo planeta, relatou o Copernicus (C3S).</p><blockquote>“2021 foi um ano de extremos, em particular o verão mais quente, com ondas de calor no Mediterrâneo, inundações e falta de vento, o que mostra que compreender o clima e os extremos climáticos é cada vez mais importante para setores-chave da sociedade”, afirmou o diretor deste observatório, Carlo Buontempo, em um comunicado.</blockquote>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[“A Ursa Polar”: documentário no Disney+ mostra crise climática no Ártico]]></title><description><![CDATA[A partir do olhar de uma filhote de urso polar, produção da Disneynature revela o impacto das mudanças do clima na vida desses e de...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/a-ursa-polar-document%C3%A1rio-no-disney-mostra-crise-clim%C3%A1tica-no-%C3%A1rtico</link><guid isPermaLink="false">6269e2e2a0f9754383ae4347</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Thu, 28 Apr 2022 00:48:36 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_e9810e79e9094417ba3c3443f299e84f~mv2.png/v1/fit/w_620,h_466,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[
<p><strong>A partir do olhar de uma filhote de urso polar, produção da Disneynature revela o impacto das mudanças do clima na vida desses e de outros animais; veja o trailer</strong></p>

<p><strong>MARIA CLARA VAIANO *</strong></p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_e9810e79e9094417ba3c3443f299e84f~mv2.png/v1/fit/w_620,h_466,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Documentário A Ursa Polar estreou no Disney+ em 22 de abril de 2022 (Foto: Disney+)</em></p>

<p>“Lar. É o local em que a infância e a memória convivem. Mas o lar da minha infância está mudando”. Essa frase é dita por uma jovem ursa polar ao reviver suas memórias de infância, no novo documentário da Disneynature. Com 75 minutos de duração, <em>A Ursa Polar</em> está disponível no streaming<a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Series/noticia/2022/02/voluntarios-serie-explica-ciencia-com-experimentos-malucos-no-disney.html"  > Disney+</a> a partir de sexta-feira (22).</p>

<p>Dirigido por Alastair Fothergill e Jeff Wilson, o filme traz cenas de tirar o fôlego. A fofura de filhotes de ursos, focas e outros animais encanta junto às paisagens glaciais esplêndidas do arquipélago<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2021/12/foguete-da-nasa-vai-estudar-regiao-misteriosa-do-polo-norte-da-terra.html"  > Svalbard</a>, na <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2022/03/em-feito-raro-astronomos-previram-queda-de-asteroide-no-mar-da-noruega.html"  >Noruega</a>, onde a equipe se alocou por 94 dias durante o ano de 2019. Situado a 1.046 quilômetros de distância do <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2022/04/texto-chines-pode-conter-primeiro-relato-de-aurora-boreal-revela-estudo.html"  >Polo Norte</a>, o local concentra uma população considerável de<a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2021/12/ursos-polares-precisam-se-deslocar-64-mais-para-encontrar-alimentos.html"  > ursos polares</a> — que supera a de humanos por lá.</p>

<p>Com a narração em primeira pessoa focada na pequena ursa, o documentário foi pensado para ser um filme de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2022/04/como-um-psiquiatra-quase-destruiu-industria-de-quadrinhos-na-guerra-fria.html"  >entretenimento</a> para toda a família. Contudo, a equipe por trás da produção não esperava ver tantos prejuízos da <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2021/12/emergencia-climatica-estamos-mais-perto-da-solucao-apos-cop26.html"  >emergência climática </a>ao <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Biologia/noticia/2022/04/cientista-batiza-especie-de-milipede-em-homenagem-taylor-swift.html"  >habitat </a>desses animais. “Sempre soubemos que estavam acontecendo mudanças ambientais mais rapidamente no<a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/03/expedicao-brasileira-vela-investigara-mudancas-climaticas-no-artico.html"  > Ártico </a>do que em qualquer outro lugar do mundo, mas não esperávamos que fosse tão drástico quanto é”, confessa Fothergill, idealizador do projeto, em nota enviada à imprensa. </p>

<p>Uma das consequências climáticas percebidas por Fothergill durante sua estadia de quase quatro meses em <a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2021/05/microplasticos-sao-encontrados-na-maior-calota-de-gelo-da-europa.html"  >Svalbard</a> é o <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2019/03/como-o-florescer-das-cerejeiras-pode-indicar-mudancas-climaticas.html"  >congelamento tardio</a> dos <a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2022/04/pesquisadores-descobrem-55-mil-novos-tipos-de-virus-de-rna-nos-oceanos.html"  >mares</a>. “O derretimento do gelo marinho está afetando drasticamente os ursos polares”, constata, em entrevista a GALILEU, o diretor que trabalhou em conjunto com cientistas do<a href="https://revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2021/02/antidepressivos-e-analgesicos-sao-encontrados-em-crustaceos-no-artico.html"  > Instituto Polar Norueguês</a>.</p>

<p>Sabe-se que 90% da alimentação desses animais provêm do congelamento das águas entre março e final de maio. É quando as presas – sobretudo <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Biologia/noticia/2022/03/registro-de-foca-e-pinguim-cara-cara-vence-concurso-mundial-de-fotografia.html"  >focas </a>– emergem na superfície gelada. Por causa da <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/02/novo-atlas-revela-que-geleiras-da-terra-tem-menos-gelo-do-que-se-pensava.html"  >perda de gelo</a>, porém, os ursos precisam recorrer a <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2021/10/economia-circular-e-tao-urgente-quanto-transicao-energetica-apontam-dados.html"  >alimentos alternativos</a>.</p>

<p>Os diretores de <em>A Ursa Polar</em> desejam que o público se sensibilize com essa realidade — inclusive aqueles que a negam. “Nós esperamos que nosso filme ajude a explicar a realidade das <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2022/03/expedicao-brasileira-vela-investigara-mudancas-climaticas-no-artico.html"  >mudanças climáticas</a> para pessoas que não acreditam nela”, admite Fothergill.</p>

<p>É por isso, aliás, que a equipe decidiu contar a narrativa em primeira pessoa. A ursinha reflete sobre suas alegrias e medos e, assim, a sensibilização com a personagem e sua vivência pode ser feita por pessoas de todas as idades. “Todas as crianças de 6 anos de idade se interessam por natureza e, quando ficamos adultos, nós vamos nos distraindo com outras coisas e perdendo esse interesse", comenta Wilson. “Então, eu acredito que o poder desse filme é reconectar as pessoas mais velhas com a natureza."</p>

<p>O documentário <em>A Ursa Polar</em> está disponível no Disney+ a partir de 22 de abril de 2022. O filme é narrado pela atriz Catherine Keener (<em>Projeto Adam)</em>, produzido por Roy Conli (<a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2016/07/lenda-de-tarzan-relembra-brutalidade-da-exploracao-na-africa.html"  ><em>Tarzan </em></a>e <a href="https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2021/12/arqueologos-podem-ter-achado-local-do-mitico-templo-de-hercules-galditano.html"  ><em>Hércules</em></a>) e dirigido por Alastair Fothergill e Jeff Wilson.</p>

<p><a href="https://disney.com.br/video/a-ursa-polar-trailer-oficial-legendado-disneyplus" target="_blank" ><u><strong>Veja o trailer</strong></u></a><strong> </strong></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Mudanças climáticas: um guia rápido para entender o aquecimento global]]></title><description><![CDATA[A temperatura do planeta está aumentando em decorrência das atividades humanas, e as mudanças climáticas ameaçam todos os aspectos da...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticas-um-guia-r%C3%A1pido-para-entender-o-aquecimento-global</link><guid isPermaLink="false">6269e0ec416029959f04180a</guid><category><![CDATA[Aprendendo com o Clima]]></category><pubDate>Thu, 28 Apr 2022 00:39:53 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_84de01883d1e4ef0a2abd7b673b0b657~mv2.png/v1/fit/w_984,h_554,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>A temperatura do planeta está aumentando em decorrência das atividades humanas, e as mudanças climáticas ameaçam todos os aspectos da nossa vida na Terra.</strong></p>

<p><a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/aquecimento-global/noticia/2022/04/22/mudancas-climaticas-um-guia-rapido-para-entender-o-aquecimento-global.ghtml" target="_blank" ><strong><u>Por BBC </u></strong></a></p>

<p>As temperaturas mundiais estão subindo por causa da atividade humana, e as mudanças climáticas agora ameaçam todos os aspectos da vida humana.</p>

<p>Se a situação não for controlada, os humanos e a natureza passarão por um aquecimento catastrófico, com o agravamento das secas, maior aumento do nível do mar e extinção em massa de espécies.</p>
<p>
Enfrentamos um grande desafio, mas existem soluções potenciais.

<strong>O que é mudança climática?</strong></p>

<p>Clima é o conjunto de condições médias de temperatura e ambiente num lugar, ao longo de muitos anos. A mudança climática é uma mudança nessas condições médias.</p>
<p>A rápida mudança climática que estamos vendo agora é causada pelo uso humano de petróleo, gás e carvão para casas, fábricas e transporte.</p>

<p>Quando esses combustíveis fósseis queimam, eles liberam gases de efeito estufa — principalmente dióxido de carbono (CO2). Esses gases retêm o calor do Sol e fazem com que a temperatura do planeta aumente.</p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_8ae29a221b0649dcaa2ee31acea643da~mv2.png/v1/fit/w_984,h_750,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Média de temperatura — Foto: BBC</em></p>

<p>O planeta está agora cerca de 1,2°C mais quente do que no século 19 — e a quantidade de CO2 na atmosfera aumentou em 50%.</p>

<p>O ritmo de aumento da temperatura precisa diminuir se quisermos evitar as piores consequências das mudanças climáticas, dizem os cientistas. Eles afirmam que o aquecimento global precisa ser mantido em 1,5°C até o ano 2100.</p>

<p>No entanto, a menos que outras ações sejam tomadas, o planeta ainda pode aquecer mais de 2°C até o final deste século.</p>

<p>Se nada for feito, os cientistas acreditam que o aquecimento global pode ultrapassar os 4ºC, levando a ondas de calor devastadoras, milhões perdendo suas casas devido à elevação do nível do mar e perda irreversível de espécies vegetais e animais.</p>
<p>
<strong>Qual o impacto das mudanças climáticas?</strong>
</p>
<p>Eventos climáticos extremos já estão mais intensos, ameaçando vidas e meios de subsistência.</p>

<p>Com o aquecimento adicional, algumas regiões podem se tornar inabitáveis, à medida que as terras agrícolas se transformam em desertos. Em outras regiões, está acontecendo o contrário, com chuvas extremas causando inundações históricas — como visto recentemente na China, Alemanha, Bélgica e Holanda.</p>

<p>As pessoas nos países mais pobres sofrerão mais, pois não têm dinheiro para se adaptar às mudanças climáticas. Muitas cidades em países em desenvolvimento já têm que suportar climas muito quentes e isso só vai piorar.</p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_bf4c9288829645cf81cdbb603a2aec95~mv2.png/v1/fit/w_984,h_1000,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Projeção de temperatura — Foto: BBC</em></p>

<p>Nossos oceanos e seus habitats também estão ameaçados. A Grande Barreira de Corais na Austrália, por exemplo, já perdeu metade de seus corais desde 1995 devido aos mares mais quentes causados ​​pela mudança climática.</p>

<p>Os incêndios florestais estão se tornando mais frequentes à medida que as mudanças climáticas aumentam a incidência de clima quente e seco.</p>

<p>E à medida que o solo congelado derrete em lugares como a Sibéria, gases de efeito estufa aprisionados por séculos serão liberados na atmosfera, agravando a mudança climática.</p>

<p>Em um mundo mais quente, os animais terão mais dificuldade para encontrar a comida e a água de que precisam para viver. Por exemplo, os ursos polares podem morrer à medida que o gelo de que dependem derrete, e os elefantes terão dificuldade em encontrar os 150-300 litros de água de que precisam por dia.</p>

<p>Cientistas acreditam que pelo menos 550 espécies podem desaparecer neste século, se medidas não forem adotadas.</p>

<p><strong>Como as diferentes partes do mundo serão afetadas?</strong>
</p>
<p>As mudanças climáticas têm efeitos distintos em diferentes áreas do mundo. Alguns lugares aquecerão mais do que outros, alguns receberão mais chuvas e outros enfrentarão mais secas.</p>

<p>Se o aumento da temperatura não puder ser mantido dentro de 1,5°C:</p>
<ul>
  <li>O Reino Unido e a Europa serão vulneráveis ​​a inundações causadas por chuvas extremas</li>
  <li>Os países do Oriente Médio passarão por ondas de calor extremas e as terras agrícolas podem se transformar em deserto</li>
  <li>Nações insulares na região do Pacífico podem desaparecer com a elevação do mar</li>
  <li>Muitas nações africanas podem sofrer secas e escassez de alimentos</li>
  <li>As condições de seca são prováveis ​​no oeste dos EUA, enquanto outras áreas verão tempestades mais intensas</li>
  <li>A Austrália provavelmente sofrerá extremos de calor e seca</li>
</ul><figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_a40d9f1abbed4f5eab585e5171f1f662~mv2.png/v1/fit/w_984,h_554,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Inundações em Londres em 2021 — Foto: Getty Images</em></p>
<p>
<strong>O que os governos estão fazendo?</strong>
</p>
<p>Os países concordam que a mudança climática só pode ser enfrentada trabalhando juntos e, em um acordo histórico em Paris em 2015, eles se comprometeram a tentar manter o aquecimento global em 1,5°C.</p>

<p>O Reino Unido vai sediar uma cúpula para líderes mundiais, chamada COP26, em novembro, onde os países definirão seus planos de redução de carbono para 2030.</p>
<p>Muitos países se comprometeram a chegar à neutralidade de carbono até 2050. Isso significa reduzir as emissões de gases de efeito estufa tanto quanto possível e equilibrar as emissões restantes absorvendo uma quantidade equivalente da atmosfera, por meio de tecnologias de captura de carbono, por exemplo.</p>

<p>A maioria dos especialistas acredita que isso é possível, mas exigirá que governos, empresas e indivíduos façam grandes mudanças.</p>
<p>
<strong>O que os indivíduos podem fazer?</strong>
</p>
<p>Grandes mudanças precisam vir de governos e empresas, mas os cientistas dizem que algumas pequenas mudanças no dia a dia podem limitar nosso impacto no clima:</p>
<ul>
  <li>Pegue menos voos</li>
  <li>Não use carros ou opte por carro elétrico</li>
  <li>Compre produtos com eficiência energética, como máquinas de lavar, quando precisarem de substituição</li>
  <li>Mude de um sistema de aquecimento a gás para uma bomba de calor elétrica</li>
  <li>Use material que isole sua casa do frio e do calor, evitando com isso usar aquecimento e ar-condicionado</li>
</ul><p> </p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Por que chuvas de granizo adoram shopping centers]]></title><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/por-que-chuvas-de-granizo-adoram-shopping-centers</link><guid isPermaLink="false">625f65390f0f465bb45d7531</guid><category><![CDATA[Clima tube]]></category><pubDate>Wed, 20 Apr 2022 01:43:25 GMT</pubDate><enclosure url="http://www.youtube.com/watch?v=QOJHavT8O7Q" length="0" type="video/x-"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<a href="https://www.youtube.com/watch?v=QOJHavT8O7Q">https://www.youtube.com/watch?v=QOJHavT8O7Q</a>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Por que as viagens espaciais comerciais podem agravar a poluição atmosférica]]></title><description><![CDATA[Por Eloise Marais - The Conversation* A missão privada Axiom-1 para enviar quatro astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS, na...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/por-que-as-viagens-espaciais-comerciais-podem-agravar-a-polui%C3%A7%C3%A3o-atmosf%C3%A9rica</link><guid isPermaLink="false">625f618c0f0f465bb45d72c8</guid><category><![CDATA[Aprendendo com o Clima]]></category><pubDate>Wed, 20 Apr 2022 01:31:59 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_11f3962037414445afdec30fec42c9a4~mv2.png/v1/fit/w_800,h_450,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-61041695" target="_blank" ><u>Por Eloise Marais - The Conversation*</u></a> </p>

<p><strong>A missão privada Axiom-1 para enviar quatro astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) é a primeira de muitas missões planejadas pela Nasa, a agência espacial americana, para o uso comercial da ISS — como parte do que está sendo chamado de economia da órbita baixa da Terra.</strong></p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_11f3962037414445afdec30fec42c9a4~mv2.png/v1/fit/w_800,h_450,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>O lançamento da missão Axiom-1 aconteceu na última sexta-feira (08/04)</em></p>

<p>O comandante da missão Axiom-1 afirmou enfaticamente que este não é um exemplo de turismo espacial, uma vez que a tripulação passou por treinamento, e a missão inclui planos para realizar pesquisas biomédicas.</p>

<p>Os membros da tripulação — todos homens com idades entre 52 e 71 anos — pagaram supostamente US$ 55 milhões por cada passagem, quantia que sem dúvida financiaria um formidável programa de pesquisa biomédica aqui na Terra.</p>
<p>Mas, tirando o preço absurdo da passagem, estou preocupada com os possíveis impactos ambientais destas voltinhas no espaço.</p>

<p>A missão está usando um foguete SpaceX Falcon 9 Block 5, com a tripulação localizada na espaçonave Crew Dragon em seu topo.</p>

<p>O foguete tem dois níveis: o <em>booster</em> reutilizável que contém a maior parte (cerca de quatro quintos) do combustível e que retorna à Terra para ser reutilizado, e um segundo nível descartável.</p>

<p>O <em>booster</em> atinge uma altitude de cerca de 140 km antes de retornar à Terra.</p>

<p>A energia necessária para impulsionar a espaçonave até a ISS é obtida a partir da reação de combustão entre querosene e oxigênio líquido, liberando subprodutos perigosos para o meio ambiente.</p>

<p>Os lançamentos de foguetes e o retorno de componentes reutilizáveis ​​liberam poluentes e gases de efeito estufa em várias camadas atmosféricas.</p>
<p>Nas camadas médias e altas da atmosfera, eles podem persistir por anos em comparação com poluentes equivalentes liberados na superfície da Terra ou perto dela, que permanecem por semanas no máximo.</p>

<p>Isso acontece porque há menos reações químicas ou eventos climáticos para eliminar poluentes das camadas médias e altas.</p>
<h2>Poluentes potentes</h2><p>O combustível querosene usado pelos foguetes Falcon da SpaceX é uma mistura de hidrocarbonetos, composta por átomos de carbono e hidrogênio.</p>
<p>Estes reagem com o oxigênio líquido para formar dióxido de carbono (CO₂), vapor d'água (H₂O) e carbono negro ou partículas de fuligem que são liberadas do escape do foguete.</p>

<p>CO₂ e H₂O são gases de efeito estufa potentes, e as partículas de fuligem negra são muito eficientes na absorção dos raios solares. Isso significa que todas estas substâncias químicas contribuem para o aquecimento da atmosfera da Terra.</p>
<p>Os óxidos de nitrogênio (NOx), poluentes atmosféricos reativos, também se formam durante o lançamento do foguete devido a temperaturas muito altas, causando uma reação de ligação entre moléculas de nitrogênio e oxigênio geralmente estáveis.</p>

<p>O NOx também é produzido quando os componentes reutilizáveis ​​do foguete retornam à Terra, devido a temperaturas extremas provocadas pelo atrito em seus escudos de calor à medida que passam pela mesosfera a 40 km-70 km.</p>

<p>Quando estas partículas entram em contato com a camada de ozônio (na estratosfera), elas convertem o ozônio em oxigênio, exaurindo o frágil revestimento que protege o planeta da nociva radiação ultravioleta (UV) do Sol.</p>

<p>Embora as emissões totais de CO₂ deste lançamento sejam pequenas em comparação com as da indústria aeronáutica global, as emissões por passageiro serão cerca de 100 vezes as de um voo de longa distância.</p>

<p>As emissões de fuligem também são muito menores do que as da indústria aeronáutica, mas quando lançada nas camadas médias e altas da atmosfera, a fuligem tem um efeito de aquecimento 500 vezes maior do que em níveis mais próximos da Terra.</p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_abce78852f1a4f8fb392bcb12c0b6b73~mv2.png/v1/fit/w_800,h_450,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Foto: SpaceX</em></p>

<p>Isso acontece em parte porque normalmente não há nuvens e poucos ou nenhum aerossol competindo com a fuligem para absorver os raios de Sol.</p>

<p>As oportunidades potenciais de criação de redes industriais e comerciais na órbita baixa da Terra foram comparadas por um cofundador da Axiom aos primeiros dias de desenvolvimento da internet, hoje uma tecnologia quase universalmente acessível.</p>
<p>Se estendermos esta analogia para imaginar níveis igualmente altos de acesso à economia da órbita baixa da Terra, os lançamentos de foguetes provavelmente vão se tornar muito mais comuns do que os meros 146 realizados em 2021.</p>

<p>Um cenário deste tipo alteraria substancialmente o clima da Terra e prejudicaria nosso significativo avanço na reparação da camada de ozônio.</p>

<p>No mínimo, pesquisas são urgentemente necessárias para avaliar as consequências da promissora economia da órbita baixa da Terra para o nosso planeta aqui embaixo.</p>

<p><em>* Eloise Marais é professora associada de geografia física da University College London (UCL), no Reino Unido.</em></p>
<p><em>Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. </em><a href="https://theconversation.com/axiom-launch-why-commercial-space-travel-could-be-another-giant-leap-for-air-pollution-180990"  >Leia aqui a versão original</a><em> (em inglês).</em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Revolução na Moda: a moda como aliada para reverter o clima nos próximos 3 anos]]></title><description><![CDATA[Fernanda Simon, editora contribuinte de sustentabilidade da Vogue Brasil, apresenta os detalhes da Semana Fashion Revolution 2022, que...]]></description><link>https://www.climadeensinar.com.br/post/revolu%C3%A7%C3%A3o-na-moda-a-moda-como-aliada-para-reverter-o-clima-nos-pr%C3%B3ximos-3-anos</link><guid isPermaLink="false">625f5e4a8f30ff650cdad2e9</guid><category><![CDATA[Notícias]]></category><pubDate>Wed, 20 Apr 2022 01:24:55 GMT</pubDate><enclosure url="http://static.wixstatic.com/media/9dac65_f194b0fecfb8464882f05bd4e807a2e9~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_1000,al_c,q_80/file.png" length="0" type="image/png"/><dc:creator>Tempo de Aprender em Clima de Ensinar </dc:creator><content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fernanda Simon, editora contribuinte de sustentabilidade da Vogue Brasil, apresenta os detalhes da Semana Fashion Revolution 2022, que luta por um sistema de moda justo e igualitário para as pessoas e o planeta</strong></p>

<p><a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Negocios/noticia/2022/04/revolucao-na-moda-moda-como-aliada-para-reverter-o-clima-nos-proximos-3-anos.html" target="_blank" ><strong><u>POR FERNANDA SIMON (@FEH_SIMON)</u></strong></a> </p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_f194b0fecfb8464882f05bd4e807a2e9~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_1000,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Moda muda o mundo (Foto: @georgecereca / Divulgação)</em></p>

<p>Há pouco dias saiu o sexto <a href="https://www.unep.org/pt-br/resources/relatorios/sexto-relatorio-de-avaliacao-do-ipcc-mudanca-climatica-2022"  >Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas</a> (IPCC) com o urgente alerta de que as emissões globais de GEE (gases de efeito estufa) continuam aumentando e que para limitar o aquecimento a 1,5°C, precisam parar de crescer até 2025. Para esta mudança radical acontecer é imprescindível não apenas o envolvimento de nós, cidadãos, mas de todos os setores, inclusive o da moda. Para impulsionar a luta da <a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Negocios/noticia/2021/11/por-que-cop26-deve-ser-o-momento-em-que-industria-da-moda-mudara-para-sempre.html"  >moda a favor do clima</a>, a campanha da <strong>Semana Fashion Revolution 2022</strong>, que acontece este mês, se apresenta como uma ferramenta para dar visibilidade à causa e chamar todos para serem parte da revolução na moda.</p>

<p>Mesmo que em passos lentos, a <a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Negocios/noticia/2022/04/o-que-industria-da-beleza-ainda-nao-entendeu-sobre-mulheres-maduras.html"  >indústria da moda</a> vem se mostrando mais atenta com as questões sociais e climáticas, porém o modelo de produção ainda está desalinhado com os limites do planeta e com condições dignas dos <a href="https://vogue.globo.com/um-so-planeta/noticia/2022/03/por-que-uma-legislacao-para-regular-sustentabilidade-na-moda-e-tao-necessaria.html"  >trabalhadores</a>. No Brasil, que historicamente traz as mazelas de um sistema exploratório e colonial, carece de profunda conexão com a sua verdadeira cultura de moda, que reconheça e valorize os saberes de povos originários e saberes tradicionais, o que agrava, ainda mais a falta de conhecimento sobre a realidade por trás das roupas.</p>

<p>Para trazer à tona o <a href="https://vogue.globo.com/um-so-planeta/noticia/2021/11/o-que-e-o-greenwashing-e-como-identifica-lo-na-industria-da-moda.html"  >real custo das roupas</a>, o maior movimento ativista de moda global, Fashion Revolution, realiza anualmente a campanha Semana Fashion Revolution com o objetivo de reimaginar coletivamente um sistema de moda justo e igualitário para as pessoas e o planeta. Neste ano, a campanha acontece do dia 18 ao dia 24 de abril, quando uma extensa rede de parceiros e colaboradores se unem para realizar ações digitais e presenciais em diversas cidades do Brasil.</p>

<p>O tema <em>Dinheiro, Moda e Poder</em>, se baseia no conhecimento de que a indústria da moda convencional depende da <a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Gente/noticia/2019/07/ainda-ha-trabalho-escravo-por-tras-de-nossas-roupas.html"  >exploração do trabalho</a> e dos recursos naturais, pois a riqueza e o poder estão concentrados nas mãos de poucos, ao passo que o crescimento e lucro são visados acima de tudo. Grandes marcas e varejistas produzem rápido demais e nos manipulam dentro de um ciclo <a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Negocios/noticia/2022/03/veneno-nas-roupas-o-perigo-dos-agrotoxicos-no-algodao.html"  >tóxico</a> de consumo excessivo, enquanto isso, a maioria das pessoas que fazem nossas roupas não recebem o suficiente para atender às suas necessidades básicas e já sentem os impactos da crise climática — que a própria indústria da moda alimenta.</p>

<p>As ações sugeridas a partir do relatório do IPCC, como expandir o uso de energia limpa, investir em inovação para descarbonizar a indústria, conservar os ecossistemas naturais, incentivar mudanças de comportamento e estilo de vida, têm um papel fundamental na mitigação das <a href="https://vogue.globo.com/Sustentabilidade/noticia/2021/11/txai-surui-os-povos-indigenas-estao-na-frente-da-luta-contra-mudancas-climaticas-e-precisam-ser-apoiados.html"  >mudanças climáticas</a>, e estão alinhadas também com a indústria da moda. Para Iara Vicente, CEO Nossa Terra Firme Consultoria: "O último relatório do IPCC representa um grande apelo para uma mobilização de larga escala para frear as mudanças climáticas que já atingem o mundo inteiro, especialmente as populações mais pobres, negras e indígenas. É um consenso científico sobre o quão grave é a situação climática mundial e como simplesmente não podemos mais esperar ou discutir sobre o assunto. A ação climática é para ontem."</p>

<p>Enquanto a Semana Fashion Revolution incentiva a participação e engajamento da sociedade civil por meio dos <a href="https://vogue.globo.com/Sustentabilidade/noticia/2021/04/por-que-uma-revolucao-na-moda-e-tao-urgente.html"  >questionamentos</a> #QuemFezMinhasRoupas, #DoQueSãoFeitasMinhasRoupas e #ACorDeQuemFezMinhasRoupas, as empresas, são convidadas a responderem essas perguntas e também apresentar suas metas e seus processos.</p>

<figure><img src="https://static.wixstatic.com/media/9dac65_3e58f2af26f5433ab5b9468129648643~mv2.png/v1/fit/w_1000,h_1000,al_c,q_80/file.png"  ></figure><p><em>Patrícia (Foto: @use.malimali / Fashion Revolution / Divulgação)</em></p>

<p>Iara destaca a importância da implementação de uma agenda de <a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Negocios/noticia/2021/07/o-que-e-esg-e-por-que-este-conceito-de-sustentabilidade-amplia-os-compromissos-ambientais.html"  >ESG</a> nas empresas: "A popularização da pauta ESG (<a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Negocios/noticia/2021/07/o-que-e-esg-e-por-que-este-conceito-de-sustentabilidade-amplia-os-compromissos-ambientais.html"  >Environmental, Social & Governance</a>) tem o poder de trazer a concretude desta urgência diretamente para a gestão dos negócios. Se enfrentada com seriedade, a gestão em ESG pode trazer uma escala para a ação socioambiental nos territórios através da capilaridade dos próprios negócios. No caso da moda, uma gestão competente e rigorosa em ESG tem o poder de levar a um setor importante das economias emergentes ao redor do mundo a redução de impactos ambientais e apoio a arranjos produtivos justos com foco em populações vulneráveis. </p>

<p>Isto tudo sem precisar esperar medidas de governos, mas apostando na capacidade do setor produtivo de se modernizar e se engajar nas principais causas de nosso tempo."</p>
<p>A Semana Fashion Revolution traz visibilidade para as <a href="https://vogue.globo.com/premio-muda/noticia/2020/11/glossario-da-moda-sustentavel-emergencia-climatica.html"  >questões climáticas</a> envolvidas em nossas roupas e acredita na importância de se trabalhar em conjunto em ações que sejam de fato efetivas. Portanto, mesmo o desafio do setor sendo gigante, é possível contar com ferramentas que auxiliam a transição.</p>

<p>Iara finaliza alertando: "A ciência do último relatório do IPCC é clara: não há mais tempo para protelar a ação climática. Cada um de nós precisa dar a sua contribuição para conter esta emergência de proporção global, seja a partir do seu <a href="https://vogue.globo.com/Vogue-Negocios/noticia/2022/03/o-que-industria-da-moda-ainda-nao-entendeu-sobre-black-money-e-consumidores-negros.html"  >poder de compra</a>, seja a partir do engajamento cívico, seja a partir do compromisso em promover estratégias robustas em ESG. Em ambos os casos, é importante que este compromisso com a construção de uma alternativas à crise climática seja encarado como uma urgência civilizatória, e que estejamos disponíveis, curiosos e abertos para as mudanças que esta urgência trará para nossas mentes, hábitos e negócios. E que sigamos com a certeza de que será uma mudança para melhor, rumo a uma sociedade mais justa com as pessoas e com a <a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/cultura/noticia/2021/11/eliane-brum-na-natureza-e-impossivel-escapar-do-corpo-nos-reencarnamos-em-nos-mesmos-e-nos-reencarnamos-como-natureza-na-natureza.html"  >natureza</a> que nos cerca, nos sustenta e nos possibilita a própria vida."</p>

<p><em>* Iara Vicente é CEO da Empresa de Consultoria Estratégica Nossa Terra Firme, especializada em ESG no Sul Global. É Mestre em Administração Pública em Ciência e Política Ambiental pela Columbia University e Bacharel em Sociologia pela Universidade de Brasília. Através da Nossa Terra Firme, assessorou mais de 25 iniciativas localizadas em diferentes contextos da América Latina, Caribe e África. Em 2017, foi considerada pelo UNLEASH Innovation Lab como um dos 1000 Talentos Mundiais para o cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Em 2022, a Nossa Terra Firme foi agraciada com o prêmio Viva Rio Gerações na Categoria Desenvolvimento Social. Natural do Estado do Acre, tem nas experiências sustentáveis e inovadoras da Amazônia Brasileira sua grande inspiração para a construção de futuro para o Brasil e para o mundo.</em></p>
]]></content:encoded></item></channel></rss>