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INFORMATIVO

Meteorologista explica dificuldade na emissão de alerta de microexplosões

08/06/2016

 

Novo radar conseguirá medir ocorrência de eventos intensos de curto prazo.
Especialista acredita que danos poderiam ter causado tragédia maior.

 

 

Uma das perguntas mais frequente entre os moradores de Campinas (SP) desde a madrugada de domingo (05) é: Como ninguém conseguiu prever uma catástrofe como a que atingiu a cidade? De acordo com a diretora do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da UNICAMP (Cepagri), Ana Ávila, é possível, sim, prever o temporal, no entanto, a previsão das microexplosões só acontece pouco antes do fenômeno e, mesmo assim, é praticamente impossível saber onde elas vão acontecer, o que dificulta a emissão de um alerta. No segundo semestre, um novo radar será instalado na cidade e poderá ajudar na prevenção.

 

"Esse tipo de fenômeno, com tal intensidade, conseguimos prever com 20 a 30 minutos de antecedência. É um fenômeno muito rápido, de difícil alerta, e que faz uma varredura pelos locais onde passa. O vento desloca o ar muito rápidamente. Se tivesse ocorrido durante a semana, por volta das 17h, teria sido uma tragédia. Ninguém teria tido tempo de correr e se abrigar. Vários carros foram amassados pela força do vento. Imaginar uma microexplosão, como a que atingiu o colégio São José, no horário de saída da escola, seria horrível. Acreditamos que os ventos chegaram de 100 a 120 quilômetros por hora", comenta Ana.

 

Novo radar


Segundo a meteorologista, será possível ter mais precisão na emissão de alertas metereológicos a partir do segundo semestre, quando há previsão de instalação de um novo radar no Cepagri.

 

"Esse novo radar terá sensores especiais e conseguirá medir a ocorrência de raios e eventos intensos de curto prazo", explica Ana.

 

Rota


As microexplosões tiveram uma raio de ação em três pontos da cidade. Primeiro, teriam ocorrido em cima da região do Galleria Shopping, nas proximidades da Rodovia Dom Pedro I (SP-065). Depois, se deslocado para a região do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) perto do bairro Taquaral. Foi nesta área que ocorreram os estragos na Bambini, distribuidora de pães e no Colégio São José.

 

Em um terceiro momento, a microexplosão atingiu o Bairro São Quirino. Desta forma, estas três áreas foram as que sofreram ação da microexplosão. Como o fenômeno se deslocou de forma circular, em um primeiro momento, se pensou que se tratava de um tornado.

 

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/06/meteorologista-explica-dificuldade-na-emissao-de-alerta-de-microexplosoes.html

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