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Acordo de Paris para as mudanças climáticas
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/10/05/Acordo-de-Paris-para-as-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticashttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/10/05/Acordo-de-Paris-para-as-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticasWed, 05 Oct 2016 13:26:42 +0000
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Querem frear a mudança climática? Parem de ter filhos
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/10/05/Querem-frear-a-mudan%C3%A7a-clim%C3%A1tica-Parem-de-ter-filhoshttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/10/05/Querem-frear-a-mudan%C3%A7a-clim%C3%A1tica-Parem-de-ter-filhosWed, 05 Oct 2016 13:22:04 +0000
Não é o dióxido de carbono que destrói os equilíbrios climáticos, são as pessoas. E o mundo estaria muito melhor com menos gente.
Esse é um resumo superficial de um livro sério e seriamente provocativo de Travis Rieder, professor de filosofia moral e especialista em bioética da Universidade Johns Hopkins.
Quando os economistas escrevem sobre mudança climática, muitas vezes falam da“identidade Kaya”-- basicamente, um problema de multiplicação (não um romance de espionagem) que ajuda a estimar a quantidade de dióxido de carbono que pode estar chegando à atmosfera.
A identidade Kaya afirma que o ritmo da poluição climática é mais ou menos o produto de quatro fatores:
O teor de carbono dos combustíveis; A quantidade de energia que a economia precisa para produzir o PIB; O PIB per capita; e A população.
Após anos de falatório das autoridades sobre isso ou aquilo com pouco ou nenhum carbono, Rieder basicamente se concentra no fator que ninguém quer admitir: o número de pessoas no planeta -- particularmente nos países ricos -- é literalmente parte dessa equação.
Pense no argumento de Rieder como o que está à espreita caso o Acordo de Paris, firmado entre 195 países e que chegou bem perto da ratificação nesta semana, não resolver o problema.
A seguir, uma transcrição editada de uma entrevista com ele.
Pergunta: Qual é o problema?
Rieder: Existem 19 milhões de órfãos esperando adoção e uma mudança climática catastrófica no horizonte. Colocar uma criança no mundo piora a mudança climática e, se não nos organizarmos, isso pode não ser muito bom também para essa criança.
Há duas possibilidades. Você pode afirmar que a mudança climática é um grande problema estrutural que, portanto, requer uma solução estrutural.
Esta é uma questão de política pública. Ou você pode dizer que um problema como a mudança climática exige que modifiquemos nossa cultura de obrigação individual e que todo mundo precisa pensar em ter famílias pequenas.
P: Essa tarefa parece bastante difícil. As pessoas não querem pensar nem em comprar uma pipoca de tamanho pequeno no cinema.
R: Bom, o problema é esse: os seres humanos me mostraram que simplesmente não estão dispostos a abrir mão de seus brinquedos. Por isso precisamos colocar outra opção na mesa.
Você quer continuar morando em uma casa de 900 metros quadrados? Quer continuar viajando de jatinho e coisas do tipo? Então, isso significa uma quantidade muito menor de pessoas na face da Terra.
P: Pelo menos nos países que geram muito carbono? Você acha que isso poderia realmente acontecer?
R: Meu principal objetivo é colocar isso na mesa. A população é uma parte central da equação para definir o total de emissões, mas esse aspecto é meio ignorado porque as pessoas não gostam de falar sobre isso.
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Pesquisadores apresentam projeções para extremos climáticos no Sudeste brasileiro
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Diego Freire | Agência FAPESP – Os últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) já indicavam que uma das consequências da elevação da temperatura média global é o aumento da variabilidade climática, particularmente o aumento da frequência de extremos, relacionados tanto ao calor e ao frio como à ocorrência de inundações ou secas.
É nesse cenário que se inscreve a seca que vem ocorrendo no Sudeste brasileiro desde o início do verão de 2014 e outros extremos climáticos, eventos monitorados e estudados no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela FAPESP. De acordo com pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ligados ao INCT-MC, a tendência é o aumento generalizado dos eventos de precipitação intensa e de seca extrema em algumas regiões, particularmente no Sul e no Sudeste do Brasil.
As análises foram apresentadas durante a Conferência Internacional do INCT para Mudanças Climáticas, realizada pelo Inpe e pelo Cemaden de 28 a 30 de setembro, em São Paulo (SP), com a participação de pesquisadores de algumas das 108 instituições brasileiras e estrangeiras que integram o INCT-MC.
“Cenários climáticos estão sendo produzidos para a América do Sul ao longo do século 21 e sugerem que as mudanças climáticas e seus impactos têm variação regional. As projeções indicam que áreas do norte do continente americano experimentarão deficiência de chuvas, enquanto áreas no sudeste deverão registrar aumento”, disse Tercio Ambrizzi, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP).
Ambrizzi apresentou na ocasião a palestra“Observações e atribuição de causas da variabilidade e extremos climáticos”, apontando esforços do INCT-MC na área.
“O último relatório do IPCC indica a ocorrência inequívoca do aquecimento global e apresenta novas evidências sobre a real contribuição humana para o agravamento do efeito estufa. A detecção da mudança climática é um processo que demonstra que o clima tem mudado baseado em algum método estatístico sem, entretanto, discutir as causas desta mudança. A atribuição de justificativas da mudança climática é o processo que estabelece a mais provável causa da mudança detectada com um determinado nível de confiança”, explicou.
Em relação à seca no Sudeste, foram avaliadas pelos pesquisadores do INCT-MC as características dinâmicas e sinóticas (relacionadas à observação de fenômenos climáticos e meteorológicos de grande escala, como depressões, ciclones e anticiclones) de períodos extremos na região e sua relação com a temperatura da superfície do mar (TSM) do Atlântico Sul.
Projeções de mudanças nos ciclones extratropicais em experimentos de aquecimento global considerando vários cenários de emissões de gases do efeito estufa sugerem que as regiões de ciclogênese (onde há desenvolvimento ou fortalecimento de uma circulação ciclônica na atmosfera) próximas à costa sul do Brasil tenderão a se mover mais para o sul no período entre 2071 e 2085. Esse resultado poderá afetar os padrões de bloqueios atmosféricos sobre os subtrópicos, as zonas da Terra imediatamente ao norte e ao sul da zona tropical, tendo o potencial de causar secas em várias regiões agrícolas do país.
“A relação dos eventos extremos secos no Sudeste do Brasil que ocorrem nas estações de outono, inverno e primavera com anomalias de temperatura da superfície do mar no Atlântico Sul ainda não é bem entendida. Dessa forma, realizou-se um trabalho de detecção em que foram determinadas datas desses eventos para cinco regiões, no período de 1982 a 2009. As características sinóticas e dinâmicas desses períodos foram investigadas por meio da análise das anomalias de TSM, das fontes de umidade, do comportamento das frentes frias na América do Sul e de outros elementos”, contou Ambrizzi.
O inverno foi a estação que registrou maior número de eventos secos, seguido do outono e da primavera. As áreas localizadas na porção norte da região Sudeste foram as que apresentaram o maior número de eventos, sendo também os mais longos, chegando a 117 dias. Já as regiões da porção sul foram caracterizadas por menos eventos e por períodos mais curtos, de, no máximo, 30 dias. A área localizada no centro da região Sudeste se caracterizou por ser uma zona de transição.
Ainda de acordo com as pesquisas, as frentes frias tendem a ficar concentradas no sul da América do Sul.
Temas integradores
A Conferência Internacional do INCT para Mudanças Climáticas, que se encerra hoje (30/09), conta ainda com apresentações de pesquisas e projeções nas áreas de emissões de gases do efeito estufa, zonas costeiras e oceanos, desastres naturais, biodiversidade, saúde e segurança energética, hídrica e alimentar, entre outros.
“Trata-se de um ambicioso empreendimento científico criado para prover informações de alta qualidade e relevância, imprescindíveis para que o Brasil cumpra os objetivos do seu Plano Nacional sobre Mudança do Clima”, disse Carlos Afonso Nobre, coordenador do INCT-MC, na cerimônia de abertura do evento, que contou com conferência magna de Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente.
Também participaram da cerimônia Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Inpe; Osvaldo Luiz Leal de Moraes, diretor do Cemaden; José Antonio Marengo, chefe da Divisão de Pesquisas do Cemaden; Reynaldo Luiz Victoria, coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG); Roberto Muniz Barretto de Carvalho, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Márcio Rojas, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); e Moacyr Cunha Araujo Filho, coordenador da Rede Clima.
Mais informações emwww.fapesp.br/eventos/inct.
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Chuva deixa Defesa Civil de prontidão em São João da Barra e Campos, RJ
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Órgãos municipais não registraram ocorrências nesta terça-feira (4).Em Campos, choveu 11,8 mm; em São João da Barra, foram 13mm.
As equipes das Defesa Civis de Campos dos Goytacazes e São João da Barra, no Norte Fluminense, estão de prontidão nesta terça-feira (4) por causa da chuva que atinge as cidades desde a noite de segunda (3). Segundo as Defesas Civis municipais, não houve solicitação de moradores para ocorrências. Em Campos choveu 11,8 mm até as 9h, enquanto em São João da Barra foram 13 mm de chuva.
Campos dos Goytacazes
Quem precisar de atendimento deve ligar para o número 199. De acordo com a Defesa Civil, a previsão é de 50mm de chuva até o fim desta quarta. A previsão de tempo ruim vale até a sexta-feira (7).
De acordo com Coordenadoria do órgão, o nível do Rio Paraíba do Sul na cidade é de 4,53m, considerado pela Defesa Civil como abaixo do ideal. Na última medição divulgada pelo órgão, no sábado (1º), o nível do rio estava em 4,57m.
São João da Barra
De acordo com a Coordenadoria do órgão, a cidade teve pontos de algamento na região central, que já foram drenados pelas redes subterrâneas. A equipe está em prontidão 24h para receber chamados da população, que deve entrar em contato pelo 199 caso haja necessidade. A chuva que cai na cidade é fina e deve continuar até a quinta-feira (6).
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DiCaprio e Obama pedem mobilização sobre mudança climática
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Em encontro na Casa Branca, ator disse que é preciso agir urgentemente.DiCaprio criticou Trump, que questionou o aquecimento global.
Com a aproximação da entrada em vigor do acordo de Paris sobre o clima, o ator Leonardo DiCaprio e o presidente americano, Barack Obama, convocaram nesta segunda-feira uma (3) mobilização forte e rápida para deter o aquecimento global."Estamos realmente em uma corrida contra o tempo", disse o presidente dos EUA, que fez da luta contra o aquecimento global uma prioridade de seus oito anos de governo.
"Agir é urgente", completou o ator antes da projeção de seu novo documentário sobre os efeitos da mudança climática.
O encontro de Obama e DiCaprio aconteceu nos jardins da Casa Branca. Quase uma década após seu primeiro documentário sobre o tema, chamado"A Última Hora", o ator e produtor volta com"Antes do Dilúvio", no qual Barack Obama e o Papa Francisco fazem uma breve aparição.
Leonardo DiCaprio, que tem declarado abertamente seu apoio ao Partido Democrata, de Obama, também fez referência à campanha eleitoral nos Estados Unidos.
"Se você não acredita na mudança climática, se você não acredita nos fatos e na ciência, na minha humilde opinião não deveria exercer um cargo público", declarou DiCaprio sobre o candidato Donald Trump. O republicano questionou abertamente a existência do aquecimento global e do impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente.
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Parlamento Europeu aprova ratificação do Acordo sobre clima
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/10/04/Parlamento-Europeu-aprova-ratifica%C3%A7%C3%A3o-do-Acordo-sobre-climahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/10/04/Parlamento-Europeu-aprova-ratifica%C3%A7%C3%A3o-do-Acordo-sobre-climaTue, 04 Oct 2016 12:48:00 +0000
Entendimento entre 28 países-membros é raro avanço político.Acordo ainda precisa ser aprovado pelos ministros.
O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (4) a ratificação do Acordo de Paris contra as mudanças climáticas, abrindo o caminho para a entrada em vigor do primeiro pacto mundial contra o aquecimento global.
"Pela humanidade e as próximas gerações, eu os estimulo a apoiar uma ratificação rápida do Acordo de Paris. Vocês têm a oportunidade de fazer história", afirmou em um discurso aos parlamentares o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, antes da votação.
Na sexta-feira, os estados da União Europeia já tinham declarado apoio a uma ratificação acelerada e conjunta do acordo de Paris, garantindo apoio suficiente para que o pacto entre em vigor neste ano.
O entendimento entre os ministros do Meio Ambiente de todos os 28 países-membros é um avanço político raro para a UE em um momento de discórdia a respeito da crise imigratória e de incerteza após o referendo de desfiliação do Reino Unido.
A decisão do bloco, que representa cerca de 12% das emissões poluentes globais, que foi aprovada pelo Parlamento Europeu ainda precisa ser aprovada pelos ministros dos países-membros.
Acordo de Paris
No dia 12 de dezembro do ano passado, 195 países e a UE se comprometeram na conferência do clima de Paris (COP21) a deter o aumento da temperatura do planeta "muito abaixo dos 2ºC" e a ajudar economicamente os países mais vulneráveis ao aquecimento global.
Para a entrada em vigor do acordo, que substituirá a partir de 2020 o atual Protocolo de Kyoto, 55 países que representem 55% das emissões de gases de efeito estufa (GEI) precisam ratificá-lo.
A primeira condição já foi cumprida, com a ratificação de 62 países, e a segunda poderá ser completada nesta semana após o voto favorável de 610 europarlamentares, contra 38 votos de oposição e 31 abstenções, e a tempo para que a entrada em vigor do acordo se torne efetiva durante a conferência do clima em Marrakech (COP22) de novembro.
Concretamente, os 55% serão superados quando a UE, junto aos países do bloco que finalizaram seus procedimentos nacionais (Alemanha, Áustria, França, Hungria, Eslováquia, Malta e Portugal), apresentar até 7 de outubro às Nações Unidas suas ratificações, como está previsto.
"A Europa mostra hoje que é capaz de grandes coisas quando sabe conjugar suas energias e suas forças", disse o presidente do executivo europeu, Jean-Claude Juncker.
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Rajadas de 90km/h estão previstas no litoral do Estado do RJ, diz Marinha
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Fenômeno pode ocorrer nesta sexta (7).Campos e São João da Barra são apontadas como cidades com maior risco.
O Centro de Hidrografia da Marinha prevê rajadas de vento de até 90 km/h na sexta-feira (7). O alerta vale para todo o litoral do Estado do Rio de Janeiro. Segundo a Marinha, o vento sudoeste deve variar entre 30 e 35 km/h em toda a costa, desde a capital até o Norte do Estado, onde Campos dos Goytacazes e São João da Barra devem ser a cidades mais afetadas, passando pela Região dos Lagos.
O mau tempo ocorre por causa de um sistema frontal que deve ganhar força ao passar pelo continente, de acordo com os militares. No sábado (8), a previsão é de que o tempo comece a melhorar. Não há alerta de ressaca até a quarta-feira (5).
De acordo com a Marinha, o sistema frontal deve se associar com uma zona de baixa pressão no Oceano Atlântico entre a madrugada de quinta (6) e a manhã de sexta (7). Quando chega ao continente, a associação dos fenômenos gera os ventos fortes. Carapebus, São Francisco de Itabapoana, Quissamã e Macaé também devem sentir a chegada do fenômeno.
Nesta terça-feira (4), o vento nordeste deve variar entre 20 e 25 km/h na costa do Rio. Já na quarta, a direção do vento muda para o Sul e deve variar entre 10 e 15 km/h, sem rajadas, de acordo com o órgão.
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Potencial eólico em terra do Brasil pode ser seis vezes maior do que o estimado
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Noêmia Lopes | Agência FAPESP – Uma revisão do potencial eólicoonshore (“em terra”) do Brasil, realizada em resposta ao aumento da altura das torres de geração energética, aponta que o país pode ter uma capacidade seis vezes maior de produzir energia a partir dos ventos do que o estimado no último grande levantamento nacional, o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, lançado em 2001.
A conclusão é de um estudo do subprojeto Energias Renováveis do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-Clima),apoiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e foi apresentada durante a Conferência Internacional do instituto, realizada em São Paulo entre os dias 28 e 30 de setembro.
“O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro foi feito com a estimativa do uso de torres de 50 metros de altura. Hoje, temos torres acima de 100 metros, que ampliam o potencial tecnicamente viável de exploração de 143 gigawatt para 880 gigawatt”, disse o coordenador da pesquisa, Ênio Bueno Pereira, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Além disso, consideramos uma expansão das áreas que se tornam economicamente viáveis para a instalação das torres.”
Embora no Brasil a produção de energia eólica ainda seja restrita, Pereira aponta que o país é o quarto no mundo em termos de expansão da capacidade eólica instalada, perdendo apenas para China, Estados Unidos e Alemanha.
“É um movimento importante, em um momento em que se busca a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, menor dependência de combustíveis fósseis e garantia de segurança energética”, disse.
No campo da energia eólica, o subprojeto Energias Renováveis também estuda o potencial offshore (“em mar”), buscando avaliar a zona costeira brasileira, particularmente na região Nordeste; a viabilidade de exploração em áreas de reservatórios hidrelétricos; a previsão da capacidade de geração, visando aprimorar as estimativas calculadas em dias e horas de antecedência; e a densidade de potência estimada até o final do século.
Sobre esse último tema, modelos revelam tendência de aumento dos ventos em determinadas porções do norte da região Nordeste.“Embora pareça uma notícia interessante, ventos intensos e rajadas nem sempre são bons para o sistema de geração de energia eólica, que pode sofrer danos estruturais”, disse Pereira.
Outro aspecto ressaltado pelo pesquisador foi o potencial de geração de energia elétrica a partir da irradiação solar.“O pior nível de irradiação no Brasil – na região litorânea de Santa Catarina e do Paraná – é comparável aos melhores níveis de irradiação que se tem na Alemanha, o país que mais explora a energia fotovoltaica [na qual células solares convertem luz diretamente em eletricidade] no mundo.”
A Rede Sonda, financiada parcialmente pelo INCT-Clima, coleta dados de irradiação no território nacional. Uma edição atualizada do Atlas Brasileiro de Energia Solar, com informações obtidas pela Rede nos últimos 15 anos, deve ser lançada ainda neste ano.
“São necessários mais estudos sobre a variabilidade solar, mas já sabemos que, se fossem usadas áreas como aquelas que são alagadas por hidrelétricas ou as que estão em estado avançado de desertificação, teríamos uma grande geração de energia fotovoltaica no Brasil”, disse Pereira.
Segundo o pesquisador, em temos de potencial teórico, fontes eólicas e solares seriam capazes de suprir toda a demanda energética nacional. Contudo, ainda é necessário ultrapassar obstáculos financeiros e de conhecimento.
“O problema do custo vem sendo superado pela evolução tecnológica, tanto que esses dois tipos renováveis já são competitivos com a energia termelétrica. Já a barreira do conhecimento é aquela que ainda impede investidores de ter mais interesse na geração eólica e solar. É o que o nosso projeto tenta enfrentar, investigando e disseminando dados científicos sobre os verdadeiros potenciais dessas energias”, disse.
Na manhã do dia 29 de setembro, a Conferência Internacional do INCT-Clima também teve apresentações de Luiz Pinguelli Rosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que tratou sobre os atuais desafios da política energética no Brasil e no mundo, e de Christovam Barcellos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que falou sobre a relação mudanças climáticas e impactos na saúde humana.
Fonte:https://goo.gl/rzGwNP
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Acordo de Paris é insuficiente para frear o aquecimento global, diz relatório
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Karina Toledo | Agência FAPESP – Um grupo internacional de especialistas alerta que, caso não sejam adotadas medidas mais drásticas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa do que as estabelecidas no âmbito do Acordo de Paris, o teto considerado seguro para o aquecimento global – de 2 ºC acima dos níveis pré-industriais até o final do século – pode ser alcançado já em 2050.
A conclusão está no relatório"The Truth About Climate Change". (A verdade sobre a mudança climática), divulgado no dia 29 de setembro. A análise foi coordenada por Robert Watson, ex-presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os autores do documento está José Goldemberg, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da FAPESP.
“O documento é um alerta de que não podemos ficar confortáveis apenas com os compromissos assumidos no Acordo de Paris. Mostramos que mesmo se todas as metas para 2030 forem cumpridas não será suficiente para evitar o aquecimento acima de 2 °C. E parte dos compromissos assumidos pelos países depende de condições externas, como financiamento”, disse Goldemberg.
Em entrevista coletiva concedida pela internet, Watson ressaltou que, além de pressionar governos e empresas para adotarem medidas que visem reduzir as emissões, cada cidadão dever rever seus hábitos e dar sua contribuição.“Precisamos avaliar como estamos usando a energia em nosso dia a dia, aumentar a eficiência energética de nossa casa, preferir formas alternativas de transporte em detrimento dos carros individuais”, afirmou.
No relatório, os especialistas disseram haver ainda muitos mal-entendidos sobre o tema – e também muita desinformação disseminada de forma deliberada –, o que leva um grande número de pessoas a entender as mudanças climáticas como algo“abstrato, distante e até mesmo controverso”.
Para os cientistas, no entanto, não restam dúvidas de que o planeta está aquecendo – e ainda mais rápido do que se previa. Apesar das evidências científicas incontestáveis, afirmam, iniciativas para minimizar a mudança do clima têm sido postergadas e as emissões de gases-estufas continuam a crescer, o que torna o combate ao problema cada vez mais caro e difícil.
“O apoio da sociedade será crucial para acelerar as medidas de combate ao aquecimento global. Portanto, as questões seguintes têm como objetivo esclarecer mal-entendidos sobre as mudanças climáticas e sobre o Acordo de Paris”, apontaram os cientistas no relatório.
O documento reconhece que o Acordo de Paris foi bem-sucedido e representa um“passo decisivo para que sejam tomadas medidas coletivas relacionadas ao clima global”. O objetivo de longo prazo é manter o aquecimento global abaixo de 2 ºC – o mais perto possível de 1,5 ºC – até o final do século. Acima desse teto, segundo estimativas feitas pelo IPCC, cresceriam rapidamente os riscos associados a eventos climáticos extremos e à elevação do nível dos oceanos.
Em 2015, a temperatura média do planeta já superou a marca de 1 °C acima dos níveis registrados na época pré-industrial. Para não extrapolar o limite proposto para o fim do século, seria necessário reduzir em 22% a emissão de gases de efeito estufa até 2030.
O relatório ressalta, contudo, que, no melhor dos cenários, se todas as metas propostas pelos 195 países forem totalmente cumpridas, as emissões devem se manter nos níveis atuais: 54 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (ou CO2eq, medida usada para comparar as emissões de diversos gases de efeito estufa baseada na quantidade de CO2 que teria o mesmo potencial de causar aquecimento global) por ano.
Se apenas forem cumpridos os compromissos assumidos de forma incondicional pelos países, ou seja, aqueles que não dependem de financiamento externo, transferência de tecnologia ou capacitação, as emissões devem crescer 6% até 2030. Sem o Acordo de Paris seria ainda pior: o aumento seria de 30%.
Metas brasileiras
No dia 21 de setembro, o presidente Michel Temer entregou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, documento no qual o Brasil ratifica o Acordo de Paris. O país se comprometeu, de forma incondicional, a reduzir as emissões de gases-estufa em 37% até 2025, na comparação com os níveis registrados em 2005; e em 43% até 2030.
Para Goldemberg, a meta é“adequada”. Ele ressalta, no entanto, que por enquanto trata-se apenas de uma“manifestação de intenção”, pois não se especificou de que forma os objetivos serão alcançados.
“Faz parte da INDC [Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida, na sigla em inglês] brasileira, por exemplo, o reflorestamento de 12 milhões de hectares da Amazônia. Mas não se sabe quem vai plantar as árvores e com qual dinheiro. Há insegurança de como isso será feito”, disse.
Ainda segundo Goldemberg, no caso brasileiro, o maior impacto caso o limite de 2 °C seja ultrapassado é a savanização da Amazônia.“Esse fenômeno alteraria o clima em todo o país, com grande prejuízo para a agricultura. A chuva que cai aqui no centro-sul vem da Amazônia”, ressaltou.
Goldemberg lembrou ainda os prejuízos associados à inundação de cidades costeiras, como Santos. Um estudo apoiado pela FAPESP estimou que o nível do mar na cidade pode aumentar entre 18 e 30 centímetros até 2050 e entre 36 centímetros e 1 metro em 2100. Sem medidas de mitigação e adaptação, os danos econômicos podem chegar a R$2 bilhões (leia mais em:http://agencia.fapesp.br/21997).
O relatório The Truth About Climate Change está disponível no site da Fundação Ecológica Universal dos Estados Unidos (FEU-US), sediada na Argentina, em:http://feu-us.org/the-report.
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Furacão Matthew deixa primeiras vítimas e avança entre Haiti e Jamaica
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Nasa fez imagens inéditas da formação.Furacão tem categoria 4 e ventos de 220 km/h.
O furacão Matthew, que se dirige nesta segunda-feira (3) para a Jamaica e o Haiti, deixou as primeiras vítimas: um homem morreu quando sua embarcação naufragou e outro permanece desaparecido, de acordo com a AFP.
Assista ao vídeo: (https://goo.gl/xylqHl)
O barco transportava três pescadores no Haiti. Dois deles conseguiram chegar à praia, mas o corpo sem vida do terceiro foi achado posteriormente. Outra embarcação precária sofreu danos em outra região. Três ocupantes sobreviveram, mas o quarto está desaparecido.
Frente à ameaça de Matthew, furação de categoria quatro com ventos de 220 km/h e fortes chuvas, as autoridades haitianas proibiram qualquer atividade marítima desde a tarde de sábado.
Na tarde desta segunda, a Estação Espacial Internacional da Nasa (International Space Station, em inglês) flagrou a formaçao do furacão de uma câmera externa e chamou a situação de"dramática visão". O furacão é o mais poderoso a passar pelo Caribe em quase uma década, sendo comparado ao Félix, de 2007.
Neste domingo (2), ele avançava para o norte, em direção ao Haiti, Jamaica e Cuba, em uma trajetória que os meteorologistas consideram que poderia levá-lo também à costa leste dos Estados Unidos.
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Granizo em Boa Esperança, MG
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/28/Granizo-em-Boa-Esperan%C3%A7a-MGhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/28/Granizo-em-Boa-Esperan%C3%A7a-MGWed, 28 Sep 2016 13:16:12 +0000
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Brasil tem menos mortes por poluição do ar que outros emergentes, mas 'tendência é de piora'
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/27/Brasil-tem-menos-mortes-por-polui%C3%A7%C3%A3o-do-ar-que-outros-emergentes-mas-tend%C3%AAncia-%C3%A9-de-piorahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/27/Brasil-tem-menos-mortes-por-polui%C3%A7%C3%A3o-do-ar-que-outros-emergentes-mas-tend%C3%AAncia-%C3%A9-de-pioraTue, 27 Sep 2016 12:46:00 +0000
Relatório da OMS divulgado nesta terça-feira aponta que 92% da população mundial vive em áreas onde a qualidade do ar é considerada abaixo do padrão recomendado.
Um estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta terça-feira (27) revela que 92% da população mundial vive em áreas que excedem os níveis de poluição recomendados. Os países pobres e em desenvolvimento são os que mais sofrem com o problema.
Dentre os emergentes do grupo Brics, o Brasil tem o desempenho menos negativo, com 14 mortes por ano ligadas à poluição do ar para cada 100 mil habitantes. China, Rússia, Índia e África do Sul têm respectivamente 70, 61, 68 e 39 mortes para cada 100 mil habitantes.
Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, uma matriz energética renovável, políticas de contenção de emissões e investimentos em transporte alternativo e público contribuíram para o desempenho positivo brasileiro.
A tendência, porém, é de piora nesse ranking, pois os dados base são de 2012, e, atualmente, os outros emergentes vêm dando mais atenção ao tema do que o Brasil.
Pobres e emergentes
A cada ano, cerca de três milhões de pessoas morrem por doenças associadas à poluição do ar em espaços abertos. A grande maioria desses óbitos ocorre em países pobres ou em desenvolvimento com políticas públicas que não priorizam o acesso a tecnologias limpas e onde a industrialização ocorre de maneira desregulada.
"A poluição do ar segue custando caro à saúde das populações mais vulneráveis - mulheres, crianças e idosos", lamentou Flávia Bustreo, diretora-geral assistente do órgão.
"Me impressiona muito que mais de 90% da população esteja exposta à poluição nociva", disse à BBC Brasil, o médico brasileiro Carlos Dora, coordenador do departamento de Políticas Públicas, Meio Ambiente e Determinantes Sociais de Saúde da OMS.
Dora avalia que o Brasil está em uma etapa intermediária em relação ao resto do mundo, atrás da América do Norte e da Europa, porém à frente de Ásia, Oriente Médio e África.
"O Brasil não é dos piores, mas ainda poderia melhorar bastante", afirma. Frente a outros emergentes, o país estaria numa posição mais confortável por conta, principalmente, da sua matriz energética, que é renovável, proveniente de hidroelétricas.
"A China, por exemplo, ainda queima muito carvão, o que é altamente poluente", exemplifica Dora.
Professora do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP, Maria Andrade explica que, além da questão energética, o Brasil implementou na virada dos anos 1980 para 1990 um programa nacional de controle de emissões de gases por veículos - o Proconve - que deu resultado.
"Nas áreas urbanas houve, depois do Proconve, uma redução na poluição significativa, apesar do aumento da frota. O que se precisa agora é controlar a queima de biomassa, a queima de florestas", aponta.
Andrade menciona ainda que controles nas indústrias e o desenvolvimento de tecnologias de combustíveis, para a redução das emissões de enxofre, também contribuíram à melhora nas últimas décadas.
Atualmente, as principais fontes de poluição do ar no Brasil são as queimadas no campo, as emissões de veículos nas áreas urbanas e as indústrias, elencou a professora da USP.
São Paulo
Em um ranking de grandes metrópoles emergentes, São Paulo e Buenos Aires aparecem como as que têm a melhor qualidade de ar, segundo dados do período de 2011 a 2015 da OMS.
A maior cidade da América do Sul teve um desempenho melhor que, nessa ordem, Cidade do México, Istambul, Xangai, Pequim, Mumbai, Calcutá, Dhaka, Cairo e Nova Déli. Lanterna dos emergentes, a capital da Índia chega a ter uma qualidade de ar cinco vezes pior do que a metrópole paulistana.
"Quando você compara com esses lugares, você vai perceber que aqui está muito melhor",avalia Andrade."Mas ainda temos problemas com partículas secundárias, como ozônio, e partículas mais finas."
"São Paulo está num nível intermediário, o que é muito melhor que essas outras cidades do mundo em desenvolvimento", diz Carlos Dora.
Ele credita o bom posicionamento da capital paulista à expansão do sistema de transporte público e à implementação de alternativas verdes, como as ciclovias.
"Há varios questionamentos quanto às ciclovias, mas qualquer política que estimule meios de transportes alternativos e mais limpos é super bem-vinda do ponto de vista do meio ambiente", afirma Maria Andrade.
Tendências
Já Dora avalia que, no cenário global, o Brasil está sendo ultrapassado por outros países emergentes, como a China, que vêm dando maior ênfase à qualidade do ar.
"Existe liderança em exemplos de ações no transporte público do Brasil, mas de forma geral a China está à frente. Eles estão tomando medidas mais drásticas, inovadoras e estão avançando mais. Estão investindo muito mais",afirma.
"Esse investimento também é bom para os negócios. A lógica não é só ecológica."
Maria Andrade, por sua vez, vê com incerteza o futuro da "economia verde" no Brasil, dado o cenário de instabilidade política atual. "Em geral, quando se está em fase de crise econômica, (os temas ligados ao meio ambiente) passam a não ser tão prioritários."
"Não vejo tantos grupos trabalhando para sugerir idéias de melhorias (…) está tudo meioparado; prova disso é que você praticamente não vê o assunto em pauta na propaganda eleitoral", diz.
Estudo
O estudo, que revisou dados entre 2010 e 2015, apontou que apenas uma em cada dez pessoas no mundo vive em áreas cujo ar pode ser considerado limpo de acordo com os padrões da OMS.
A compilação dos dados baseou-se em amostragens provenientes de três mil localidades de perfil predominantemente urbano no planeta. Juntas, as populações das regiões estudadas somam 1,6 bilhão de pessoas, ou 43% da população urbana mundial.
As pesquisas que serviram de base ao relatório avaliaram a presença de"partículas de matéria"(PM) no ar, que tivessem um diâmetro menor que 10 ou 2,5 micrômetros (PM 10 e PM 2.5). Os principais ingredientes presentes no composto PM são sulfatos, nitratos, amônia, cloreto de sódio, carvão negro, poeira mineral e água.
O estudo reconhece que, apesar de outros componentes estarem mais comumente associados à toxicidade da poluição - monóxido de carbono, dióxidos sulfúricos e ozônio, por exemplo -, para uma comparação mundial equivalente foi necessário optar por um parâmetro universal. O composto PM é o que possui mais extensa literatura científica nesse sentido.
As partículas a partir de 10 micrômetros de diâmetro (PM 10) são consideradas extremamente nocivas, pois podem penetrar e se alojar nos pulmões, dando origem a enfermidades sérias.
Diversas doenças estão associadas de maneira ampla à poluição, mas o estudo se ateve apenas a acidente vascular cerebral (AVC, ou derrame), isquemia cardiovascular, câncer de pulmão e infecções agudas do sistema respiratório inferior (pneumonia).
O órgão das Nações Unidas vem coletando dados de PM10 e PM2,5 desde 2011, na esperança de entender melhor o problema e promover a redução do impacto da poluição global na saúde das populações.
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Uma reconstituição do clima dos dois últimos milhões de anos
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A maior revisão de temperaturas até o momento mostra que estas subiram entre três e sete graus
A capacidade de prever a evolução do clima terrestre no futuro depende em boa medida da informação acumulada sobre o passado. Até agora, as reconstituições de temperaturas médias globais só haviam sido feitas para períodos isolados, como os últimos 20.000 anos, mas vinha sendo difícil realizar esse tipo de relatório para períodos ininterruptos, criando um mapa contínuo das temperaturas da Terra que fosse além das eras glaciais.
Esta semana, a pesquisadora da Universidade Stanford Carolyn Snyder publicou na revista Nature uma reconstituição de temperaturas médias globais dos últimos dois milhões de anos. Este trabalho é a maior reconstituição contínua de temperaturas até o momento, e dele se depreendem algumas conclusões preocupantes para o futuro do planeta.
Intervalos de mil anos
Snyder acumulou milhares de reconstituições de temperatura dos últimos dois milhões de anos em intervalos de mil anos com base em 59 registros de sedimentos do oceano. Com essas informações, observou que as temperaturas do planeta foram decaindo até 12 milhões de anos atrás. A partir desse momento, essa tendência de esfriamento se deteve. Isso ajudaria a entender o que aconteceu nesse período conhecido como a transição do Pleistoceno Médio, quando, sem uma mudança na órbita terrestre que explique isso, o planeta passou de períodos glaciais de uns 41.000 anos a outros de 100.000. Embora a maior parte das hipóteses que tentam explicar essa mudança sugira que ocorreu como fruto de um período de esfriamento no longo prazo, possivelmente favorecido por uma queda na concentração de dióxido de carbono na atmosfera, os dados de Snyder indicam que essa pode não ser a única causa.
Como conclusão, a pesquisadora de Stanford avalia que a reconstituição climática dos dois últimos milhões de anos combinada com os registros de concentração de CO2 na atmosfera sugere que as temperaturas médias da superfície terrestre poderiam elevar-se entre 3 e 7 graus no próximo milênio, mesmo se os níveis de dióxido de carbono parassem de subir.
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Maior radiotelescópio do mundo começa a operar na China
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/26/Maior-radiotelesc%C3%B3pio-do-mundo-come%C3%A7a-a-operar-na-Chinahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/26/Maior-radiotelesc%C3%B3pio-do-mundo-come%C3%A7a-a-operar-na-ChinaMon, 26 Sep 2016 13:12:00 +0000
por Redação Climatempo
O maior radiotelescópio do mundo começou a operar no domingo (25/09) no sudoeste da China. Pequim afirma que o dispositivo, que tem 500 metros de diâmetro, pode ajudar a humanidade a buscar vida extraterrestre.
Construído numa zona montanhosa da província de Guizhou, o FAST (Aperture Spherical Radio Telescope) custou 1,2 bilhões de yuan (180 milhões de dólares), segundo a agência oficial chinesa, Xinhua. Ele tem o dobro da sensibilidade do telescópio do Observatório Arecibo, em Porto Rico, que, com 305 metros de diâmetro, era o maior do mundo até agora.
O telescópio chinês, cuja construção levou cinco anos, é resultado de um projeto iniciado em 1994. Ele usará o seu refletor, com uma área equivalente a 30 campos de futebol, para procurar sinais de vida inteligente e observar pulsares distantes – estrelas de nêutrons muito pequenas e que se acredita serem resultado de explosões de supernovas.
Centenas de astrônomos e entusiastas assistiram à inauguração do telescópio."O objetivo final do FAST é descobrir as leis do desenvolvimento do unvierso", disse à emissora CCTV Qian Lei, pesquisador associado dos Observatórios Astronômicos Nacionais da Academia Chinesa de Ciências. "Em teoria, se há uma civilização no espaço, os sinais de rádio que ela envia serão similares aos sinais que conseguimos captar quando um pulsar está se aproximando de nós",afirmou.
O presidente chinês, Xi Jinping, enviou uma carta de congratulações para os cientistas e engenheiros que contribuíram para a criação do FAST. A China vê o seu ambicioso programa espacial, que é gerido pelas Forças Armadas, como um símbolo do progresso do país. Entre os planos está o de colocar em órbita uma estação espacial permanente até 2020 e o de eventualmente enviar uma missão tripulada a Marte.
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Granizo danifica lavouras de café no sul de MG
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por Josélia Pegorim - Climatempo
Minas Gerais foi o estado que mais sentiu o impacto da passagem de uma frente fria sobre a Região Sudeste no primeiro fim de semana da primavera. A chuva caiu forte, com muitos raios e foi motivo de alegria para muita gente, mas também deixou prejuízos por causa da ventania e do granizo.
Produtores de café da região de Boa Esperança, no Sul de Minas, começaram a semana avaliando os danos e prejuízos nas lavouras por causa da intensa chuva de granizo.
Em algumas áreas, a grande quantidade de pedras de gelo formou um tapete branco, parecendo neve.
A chuva de granizo aconteceu num momento delicado para os cafezais. Há lavouras em floração e também com formação do "chumbinho" (embrião que dará origem ao grão de café). O CaféPoint, site especializado no agronegócio do café, informou que produtoras da Mantiqueira de Minas também relataram a queda de granizo e o abortamento de flores.
As fotos a seguir foram são do engenheiro agrônomo Alysson Vilela Fagundes da Fundação Procafé de Boa Esperança.
Mais chuva
A maioria das regiões de Minas Gerais fica sem chuva nos próximos três dias. O sol aparece com mais forte na quarta e na quinta-feira. Mas novas áreas de instabilidade se espalham sobre a Região Sudeste a partir de sexta-feira e as pancadas de chuva voltam. Não dá para descartar a chance de chuva forte no fim de semana.
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Cientistas fazem estudo aprofundado do impacto do fogo na floresta
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/25/Cientistas-fazem-estudo-aprofundado-do-impacto-do-fogo-na-florestahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/25/Cientistas-fazem-estudo-aprofundado-do-impacto-do-fogo-na-florestaSun, 25 Sep 2016 13:03:00 +0000
Incêndio reduz a diversidade da mata.Fumaça contribui para o aquecimento global.
Um grupo de cientistas faz estudos aprofundados em Mato Grosso. Nesse trabalho pioneiro no Brasil os pesquisadores pretendem buscar informações como o impacto das queimadas na floresta e o comportamento do fogo no meio da mata.
As labaredas provocam mudanças físicas e químicas nas árvores. O biólogo Paulo Brando coordena um projeto que há 12 anos estuda as queimadas e seus efeitos para a natureza. O trabalho é realizado por cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – Ipam, uma organização não governamental.
Os estudos ocorrem na Fazenda Tanguro, em Querência, no Mato Grosso, e, muitas vezes, se baseiam em colocar fogo na mata, um método que, à primeira vista, pode parecer estranho.“Pra gente saber o que está sendo perdido, a gente precisa queimar e saber quais são os impactos desse fogo”, diz Brando.
As queimadas só são feitas com autorização dos órgãos ambientais e seguem metodologia científica. Antes do fogo, os pesquisadores fazem o mapeamento da área. Eles avaliam quantidade e porte das árvores e registram características de galhos, folhas.
O mapeamento conta com equipamentos sofisticados. Um deles gera imagens da área e está sendo usado pela primeira vez no Brasil com ajuda de um cientista ambiental da África do Sul, que colabora com o projeto. Esse tipo de mapeamento, ultra preciso, também é realizado na mesma área depois da queimada.
Na hora da queimada, o comportamento das chamas como comprimento, velocidade, altura, é informação fundamental.
Depois de 24 horas, a área queimada fica coberta de cinzas. Uma árvore ficou destruída, mas não caiu porque foi segura pelos galhos de outra árvore.
O biólogo ressalta que um dos maiores impactos das queimadas é a redução da biodiversidade. Na Amazônia, a flora e a fauna são riquíssimas. Cada hectare de floresta abriga milhares de espécies diferentes.
A fumaça e a emissão de gases são grande preocupação dos cientistas. Queimar a floresta significa contribuir pro aquecimento global. As pesquisas na fazenda Tanguro mostram que as matas atingidas pelo fogo continuam agonizando por muito tempo.
A agonia da mata gera o que os cientistas chamam de ‘savanização’. Nos anos seguintes à queimada, a floresta fica mais aberta e mais seca. Aos poucos, ela vai sendo invadida por espécies de fora como o andropógon, um capim de origem africana muito usado nas fazendas da região.
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Semana de Ciência e Tecnologia começa dia 20 de outubro em Campos
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Evento acontecerá no Jardim São Benedito, das 9h às 17h.Visitação de unidades escolares já pode ser agendada.
A 5ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia vai acontecer nos 19 e 20 de outubro em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O evento acontecerá no Jardim São Benedito, das 9h às 17h, dentro da programação de atividades da 13ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), com o tema “Ciência Alimentando o Brasil”. A visitação de unidades escolares já pode ser agendada.
O maior evento de popularização da ciência e tecnologia na cidade e na região, está mobilizando em torno de 50 instituições para a feira. De acordo com a coordenadora de Ciências Fundamental II, Carla Sales, o grande objetivo de uma feira deste porte é mostrar como a ciência faz parte do dia a dia das pessoas. O evento é organizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes (Smece).
“O barato de mobilizar os alunos e a comunidade é difundir a ciência e a tecnologia como parte da vida das pessoas, desfazendo a ideia de algo que seja inacessível, restrito às pesquisas em laboratório”, destaca.
Além da exposição dos experimentos das escolas municipais, estaduais e particulares, e pesquisas de universidades e demais entidades, a Semana Nacional terá em sua programação a 4ª Feira Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Femucti). Nela, poderão ser selecionados até quatro trabalhos para participação na 10ª Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio (Fecti), que acontece no Rio.
Também será realizada a 12ª Mostra de Arte do Ensino Fundamental II, da Smece, com o tema“Ciência Alimentando o Brasil e Samba Alimentando a Alma”,em comemoração ao centenário do Samba neste ano de 2016.
Dos trabalhos selecionados na Femucti 2015, para a 9ª Fecti, no Rio, o projeto da Escola Municipal Eloy Ornelas, de Vila Nova, foi classificado em 1º lugar na categoria do Ensino Fundamental – 8º e 9º anos –, que reuniu 60 projetos. Os alunos apresentaram a“Maquete de uma casa ecologicamente correta”,selecionada inicialmente, com mais cinco projetos de Campos. A classificação dá direito ao grupo de expor na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que apresentará os trabalhos classificados em todo o país.
Agendamento
A Semana Nacional de Campos será aberta à comunidade em geral, com entrada franca. Segundo Carla, as unidades escolares interessadas em levar os alunos e professores já podem fazer o agendamento pelos telefones (22) 99982-7513 e (22) 99902-7477.
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No AC, alunos coletam mais de meia tonelada de garrafas pet em projeto
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Projeto 'São Francisco sem pet' fazia parte da disciplina de biologia.Professora quis mobilizar e conscientizar alunos por meio do projeto.
Como parte da disciplina de biologia, os alunos da escola Clícia Gadelha coletaram mais de 3 mil garrafas pets das ruas de Rio Branco, somando 510 quilos. A ação fez parte de uma competição em que o grupo que arrecadasse mais garrafas seria o vencedor. Mas a causa foi maior que a disputa.
Conscientizar os alunos sobre a destinação do lixo e a reutilização de materiais considerados descartáveis foi o principal objetivo da professora Giuliana Santi ao lançar o desafio aos 20 alunos do terceiro ano do ensino médio, no final de julho deste ano.
Todas as garrafas serão doadas para a ONG SOS Amazônia, que ajudou na pesagem do material. A entidade vai vender o produto para reciclagem e converter para uma campanha de proteção de quelônios no Alto Juruá.
“A gente quer mostrar onde a população descarta esses materiais, nas margens de igarapés, contribuindo para alagações futuras e para eles verem que todo o material que a gente descarta pode ter uma utilidade”, afirma.
Superando as expectativas e objetivo principal da professora, a aluna Clicia Alves Felisberto, de 16 anos, conta que a atividade ajudou na convivência em grupo e na comunicação entre a vizinhança e familiares.
“Aprendi a socializar com o grupo e a ser mais comunicativa com a família, porque passamos a fazer uma conscientização com eles. Eu conversei com meus pais, expliquei a importância e eles começaram a me ajudar. Também pedíamos para as pessoas nas casas e elas ajudaram muito com as garrafas”,explica a aluna.
No bairro São Francisco, o projeto teve o nome de“São Francisco sem Pet”e fez os alunos coletarem o lixo jogado nas ruas e, até nas margens do igarapé, que recebe o mesmo nome do bairro.“A gente entrava nos terrenos baldios, na beira do igarapé, e no meio da rua mesmo. Tem muito lugar com bastante lixo. O legal é que já percebemos uma diferença na limpeza do bairro”, afirma Clícia.
A professora também aproveitou para abordar os problemas desse lixo contextualizando com uma realidade que os acreanos vivem com frequência: a enchente do Rio Acre. Giuliana espera também que, com a campanha, outras escolas e pessoas se motivem e percebam a eficácia do projeto, que trata, principalmente, de uma mudança de hábito e conscientização ambiental.
Projeto Quelônios do Juruá
O projeto Quelônios do Juruá é realizado pela ONG SOS Amazônia desde 2003 com o objetivo de garantir a conservação das espécies de tartarugas, tracajás e iaçás na região do Vale do Juruá.
De acordo com a instituição, aproximadamente 18 mil quelônios foram devolvidos à natureza, mas ainda é considerado um baixo número para a ONG.
Durante 2010, a campanha teve apoio de outras organizações, mas, atualmente, conta com a equipe da organização e com voluntários que se identificam com a causa, como a professora Giuliana.“É um projeto muito legal e eu, como professora de biologia, trabalhando com eles sobre ecologia, pensei em envolvê-los nesse sentindo. A gente vê muita garrafa pet, todo mundo compra, usa, bebe, joga fora e elas têm um destino bem melhor”, afirma.
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App diz quanto a pessoa emite de CO2 e como compensar em mudas
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Usuário que opta por pagar, recebe número de chip para monitorar sua árvore.Empreendedor paulistano foi jovem embaixador da ONU para meio ambiente.
Um engenheiro ambiental e empresário paulistano lançou um aplicativo que calcula o número de árvores que as pessoas e os responsáveis por indústrias e eventos devem plantar para compensar a quantidade de gás carbônico eliminado no meio-ambiente. Os usuários do“CarbonZ”podem utilizar os índices para consulta ou pagar para que o pesquisador e sua equipe plantem as mudas.
Após baixar o app, que está disponível para Android desde o dia 21 de setembro, Dia da Árvore, o usuário preenche um formulário com dados sobre sua rotina, como tipo de veículo utilizado para chegar ao trabalho e a quantidade de água e energia elétrica consumidas por mês. Em breve estará no iOS.
Com a informação gerada pela ferramenta, o usuário tem a opção de realizar o plantio, caso queira, ou pagar online para que a"CarbonZ"faça o serviço. Em caso de adesão, o usuário recebe no prazo de uma semana as coordenadas geográficas de onde as mudas estão plantadas, de quais espécies são e uma foto do local.
Além disso, cada muda recebe um chip e o usuário tem a possibilidade de ir ao local e identificar a planta com a câmera do celular, de modo similar àquele realizado na caça de Pokémons.
Empresários
Gabriel Estevam Domingos, de 28 anos, o empreendedor que concebeu o projeto, explica que a ideia surgiu da tendência seguida pelos grandes eventos de neutralizar o carbono gerado nas construções por meio do plantio.
“É uma ação voluntária de responsabilidade socioambiental baseada no Protocolo de Kyoto. Isso foi feito pelos organizadores do Rock in Rio e da Olimpíada do Rio, por exemplo”, explica.
Após realizar um trabalho para um evento que seguia esta tendência neste ano, Gabriel tinha material suficiente para desenvolver o app, que foi criado em três dias.“Para este evento trabalhei de maneira arcaica, usando planilhas de Excel. O "CarbonZ" veio da necessidade de uma ferramenta prática para a realização do cálculo”,conta.
Trajetória
Gabriel é o homem que concebeu o projeto com a ajuda da equipe de sua empresa, a GED – Inovação, Engenharia e Tecnologia. Quando criança, ele queria ser cientista e criar tudo que consumisse. “Eu fiz pasta de dente, desinfetante, captação de água da chuva e tratamento de esgoto, por exemplo”, conta.
Concentrou seus esforços na questão ambiental e sustentável inspirado no município onde cresceu, Cubatão, na Baixada Santista, que já carregou o título de cidade mais poluída do mundo.“Me chamava atenção que 60% da cidade estivesse sob área de preservação ambiental, apresentasse um dos maiores PIBs do Brasil, mas fosse uma cidade poluída e desigual”,afirma.
Consequentemente, Gabriel encontrou na engenharia ambiental sua área de trabalho.“É uma área que trabalha justamente com o tripé social, ambiental e econômico, que sempre me interessou”, explica.
Hoje, Gabriel trabalha em sua empresa, integra o Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente (CEPEMA) da Poli/USP, carrega no currículo 25 prêmios por pesquisas e o título de Jovem Embaixador Ambiental do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Em 2012, Gabriel diz ter entregue ao governador Geraldo Alckmin um relatório alertando sobre o risco de escassez de água na cidade de São Paulo nos cinco anos seguintes.
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Gelo da Groenlândia está derretendo mais rápido do que o esperado
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Cientistas descobriram ponto da Terra que estava distorcendo cálculos.Camada está derretendo 7,6% mais rápido, diz estudo.
A camada de gelo altamente instável da Groenlândia está derretendo 7,6% mais rápido do que se pensava - disseram cientistas esta semana, depois de descobrirem um ponto sob a superfície da Terra que estava distorcendo os cálculos.
Publicado na revista"Science Advances", o estudo gera preocupações sobre o impacto crescente do derretimento do gelo na subida do nível do mar, uma vez que a Groenlândia é a segunda maior camada de gelo do mundo, depois da camada da Antártica.
De 2003 a 2013, a Groenlândia perdeu 2.700 gigatons (2.700 bilhões de toneladas métricas) de gelo, e não 2.500 gigatons como se pensava anteriormente.
Isso significa que a camada de gelo está perdendo anualmente cerca de 20 gigatons a mais do que afirmam as estimativas mais recentes.
A diferença de 7,6% foi descrita como"uma correção bastante modesta"pelo autor do estudo Michael Bevis, professor de Ciências da Terra da Universidade Estadual de Ohio.
"Isso não muda tanto as nossas estimativas de perda total de massa em toda a Groenlândia", ressaltou Bevis.
"Mas isso traz uma mudança mais significativa para o nosso entendimento de em que parte da camada de gelo essa perda aconteceu, e onde ela está acontecendo agora", acrescentou.
Usando dados de satélite, os pesquisadores descobriram que uma coluna quente de rocha parcialmente derretida no manto da Terra - que também alimenta os vulcões da Islândia - tinha suavizado a rocha sob a Groenlândia de uma maneira que levou os cientistas a subestimarem o derretimento.
Bevis descreveu a camada de gelo da Groenlândia como a"mais instável"do mundo e disse que as pesquisas mais recentes vão"levar a projeções mais bem informadas de aumento do nível do mar".
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Mais um ciclone extratropical se forma
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/21/Mais-um-ciclone-extratropical-se-formahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/21/Mais-um-ciclone-extratropical-se-formaWed, 21 Sep 2016 13:26:03 +0000
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Frente fria aumenta a chuva no Sudeste
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/21/Frente-fria-aumenta-a-chuva-no-Sudestehttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/21/Frente-fria-aumenta-a-chuva-no-SudesteWed, 21 Sep 2016 13:25:05 +0000
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Centenas de cientistas criticam Trump por atitude sobre o clima
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/21/Centenas-de-cientistas-criticam-Trump-por-atitude-sobre-o-climahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/21/Centenas-de-cientistas-criticam-Trump-por-atitude-sobre-o-climaWed, 21 Sep 2016 13:09:00 +0000
Republicano prometeu retirar EUA do acordo de Paris sobre o tema.Carta aberta com críticas foi assinada por 375 cientistas do mundo todo.
Quase 400 cientistas do mundo todo assinaram uma carta aberta, na qual criticam com contundência o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, por prometer que vai retirar os Estados Unidos do acordo de Paris sobre a mudança climática.
A saída do acordo "daria um sinal claro ao restante do mundo:'Os Estados Unidos não se preocupam com o problema mundial da mudança climática causada pelo ser humano'",diz a mensagem.
"As consequências (...) seriam duras e de longo prazo, tanto pelo clima do nosso planeta como pela credibilidade internacional dos Estados Unidos", dizem os signatários.
O físico britânico Stephen Hawking e o Prêmio Nobel de Física e ex-secretário de Energia (de Barack Obama) Steven Chu são alguns dos 375 cientistas do mundo todo que assinaram a carta, publicada na quarta-feira (21) no siteresponsiblescientists.org.
A maioria dos especialistas é americana, e muitos deles são de grandes universidades, como Harvard, Cambridge e Columbia.
"É uma grande preocupação que o candidato republicano à Presidência tenha defendido a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris", afirmam.
Em uma plataforma na Internet (disponível em http://sciencedebate.org/20answers), o editor da revista americana Science perguntou aos candidatos à Presidência dos Estados Unidos sua visão sobre a mudança climática, ao que Trump respondeu:"ainda se precisa pesquisar muito no campo da 'mudança climática'".
Sua oponente na corrida à Casa Branca, Hillary Clinton, discordou:"A Ciência é clara como a água".
"A mudança climática é uma ameaça urgente e um desafio definidor do nosso tempo, e seu impacto já pode ser sentido aqui e no resto do mundo", defendeu a candidata democrata.
Será realizado entre 27 a 30 de Setembro em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, a décima quinta-edição do EPGMET - Encontro dos Alunos da Pós-Graduação em Meteorologia do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE).O Encontro é fruto do esforço dos seus alunos, que visam manter a tradição em realizar um encontro científico de qualidade. Tem como objetivo promover a interação entre os alunos e professores da Pós-Graduação em Meteorologia do CPTEC/INPE e de outras instituições, debates científicos e a divulgação das pesquisas desenvolvidas pelos discentes.
Com este propósito, o encontro cresce a cada ano e, nas últimas edições, vem contando não somente com a participação de seus alunos, mas também dos seus docentes, alunos de outras instituições do Brasil e empresários da rede privada, que veem no encontro uma oportunidade de descobrir novos talentos.As inscrições estão abertas e são GRATUITAS! Entre no link e faça a sua:
http://eventos.cptec.inpe.br/xv-epgmet/inscricao/Presença confirmada nas mesas redondas:
TEMA: Mídias Sociais
Sra. Maria Júlia Coutinho , Sr. Alexandre Galvão e Sr.Djalma Albuquerque (Equipe TV Globo); Msc. Bruno Zanetti (Doutorando INPE)
Dr. Ricardo Trindade (FAPESP); Dr. Manoel Gan e AJE Revisões
TEMA: Mercado de Trabalho
Sra. Ana Lúcia Frony de Macêdo (Climatempo); Sr. Marcos Massari (Somar Meteorologia); Dr. Cristiano Prestrelo (IAG/USP)Palestrantes confirmados:
Dra. Marielle Gosset (Toulouse,França)– High-resolution satellite preciptation productsDr. Ronald Buss (UFSM) – Projetos Brasileiros na AntárticaDr. Marcelo Alves (UFLA) – Agricultura e Sensoriamento RemotoAgenda: XV EPGMET - 27 a 30 de setembro
Endereço: Rodovia Presidente Dutra, km 39 - Cachoeira Paulista - SP
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29 milhões de veículos a diesel da UE poluem mais que o permitido
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/20/29-milh%C3%B5es-de-ve%C3%ADculos-a-diesel-da-UE-poluem-mais-que-o-permitidohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/20/29-milh%C3%B5es-de-ve%C3%ADculos-a-diesel-da-UE-poluem-mais-que-o-permitidoTue, 20 Sep 2016 12:56:00 +0000
Estudo diz que diversos motores estão até 3 vezes acima do nível tolerado.Acusada de fraude, Volkswagen não aparece entre piores.
Cerca de 29 milhões de veículos circulam na União Europeia com motores a diesel que emitem muito mais gases poluentes do que o limite autorizado aponta estudo da ONG Transport & Environment (T&E) divulgado na última segunda-feira (19).
A organização reuniu informações sobre 230 modelos de carros com base em dados públicos e dos governos de França, Reino Unido e Itália (veja o estudo completo, em inglês).
Segundo a T&E, 4 de cada 5 veículos que devem seguir as normas Euro 5 - vendidos entre 2010 e 2014 - emitem três vezes mais óxido de nitrogênio que o permitido. E ao menos dois terços que estão sob as normas Euro 6, vendidos a partir de 2015, também emitem três vezes mais poluentes do que o tolerado.
O óxido de nitrogênio (NOx), um dos principais poluentes resultantes da combustão do óleo diesel, é considerado responsável pela morte prematura de 72.000 europeus a cada ano, lembrou a T&E.
Só 'a ponta do iceberg'
Esses veículos "sujos" circulam, principalmente, na França (5,5 milhões), Alemanha (5,3 milhões), Reino Unido (4,3 milhões) e Itália (3,1 milhões).
Eles são apenas a "parte visível do iceberg", afirma a ONG, cujo objetivo é "revelar o número escandaloso de veículos a diesel 'sujos' nas estradas da UE e a baixa regulação das autoridades nacionais".
Ranking das marcas
O relatório coincide com o aniversário de 1 ano do escândalo da Volkswagen, que admitiu ter instalado dispositivos para fraudar os resultados dos testes de emissões de poluentes em milhões de seus veículos a diesel.
O levantamento incluiu carros da montadora alemã, porém, a Volkswagen não figurou entre os piores colocados.
A Renault-Dacia foi considerada a fabricante com os motores a diesel mais"sujos"para a norma Euro 5, segundo a T&E, com emissões até 8 vezes superiores ao permitido. Depois vieram Land Rover, Hyundai, Opel-Vauxhall (braço europeu da General Motors) e Nissan.
As melhores performances foram dos carros da Seat, marca espanhola que pertence ao Grupo Volkswagen, Honda, BMW/Mini, Ford e Peugeot, nesta ordem.
A Volkswagen ficou no meio do ranking, em 11º lugar entre 20 marcas.
Em relação ao Euro 6, os piores desempenhos foram de motores da Fiat, incluindo as marcas Alfa Romeo e Suzuki, para a qual a montadora fornece propulsores.
Depois vieram Renault/Dacia, Infiniti e Nissan (todas no mesmo grupo), Opel/Vauxhall, Hyundai e Mercedes-Benz.
Os melhores foram Volkswagen, Seat e Skoda e Audi, todas pertencentes ao Grupo Volkswagen, BMW/Mini e Mazda. Porém, a T&E ressaltou que o bom resultado para a Volkswagen não são a prova de que montadora"aprendeu a lição",pois seus motores padrão Euro6 chegaram ao mercado antes de o"dieselgate"estourar.
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Mês passado foi o agosto mais quente desde 1880, diz NOAA
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É o 16º mês consecutivo a bater recorde global de calor.Período de janeiro a agosto deste ano também é o mais quente registrado.
Este ano teve o mês de agosto mais quente já registrado desde o início do monitoramento, em 1880, anunciou nesta terça-feira (20) a Agência Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA, na sigla em inglês). Assim, o mês passado foi o 16º consecutivo que alcançou o máximo de temperatura -- é o período mais longo deste tipo. Agosto de 2015 foi 0,05 °C mais quente que agosto de 2015.
O período de janeiro a agosto também foi o mais quente nos registros da NOAA, com 2016 a ponto de quebrar um novo recorde anual de calor no planeta, superando 2015.
Agosto deste ano teve temperatura 0,92 ºC acima da média do século 20 para o mês.
A NOAA destacou alguns "eventos e anomalias" climáticas do mês passado. No território continental dos Estados Unidos foram registrados recordes de chuvas no Vale do Mississipi, no centro do país, e devastadoras inundações no estado da Louisiana.
Na América do Sul, segundo a NOAA, ocorreram chuvas acima da média no leste da Colômbia e no sul do Chile e do Brasil, enquanto na costa norte do continente e no centro do Chile e da Argentina a média esteve abaixo do habitual.
Situação parecida enfrentou a Europa durante o mês passado, com o norte e centro do continente com maiores precipitações do que a média, enquanto a região central teve também umidade abaixo da média.
Assista ao vídeo:https://goo.gl/Q1TPm6
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Como será a primavera no Brasil?
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/20/Como-ser%C3%A1-a-primavera-no-Brasilhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/20/Como-ser%C3%A1-a-primavera-no-BrasilTue, 20 Sep 2016 12:47:00 +0000
Estação das flores começa nesta quinta-feira (22). Confira a previsão:
Por Ana Clara Guerra
A estação das flores começa nesta quinta-feira (22), às 11h21 no horário de Brasília, em todo o Hemisfério Sul, mas o que se deve esperar das condições do tempo durante a primavera?
De acordo com a Somar Meteorologia, a estação vai ser diferente do ano passado que contou com a atuação do El Niño, o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Desta vez, o oceano encontra-se em neutralidade, apesar das temperaturas estarem mais baixas do que o normal, o que por si só já deve trazer mudanças no clima do Brasil.
“Uma das diferenças em relação ao último ano é que desta vez a chuva ficará abaixo da média na região Sul. Ela até será registrada no início da estação, mas o padrão se inverterá a partir de novembro e a chuva passará a ficar acima do normal no centro e norte do país”, destaca o meteorologista Celso Oliveira.
Outra mudança comparada à primavera de 2015 é em relação às temperaturas.“A estação será marcada pela alternância entre frio e calor, que não chegará a ser duradouro. Isso não quer dizer que as temperaturas não fiquem elevadas, mas elas não devem durar o período todo, especialmente no Sudeste”,explica Oliveira.
Além disso, as regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste terão calor no início da primavera, já as temperaturas ficarão mais altas no Sul no fim da estação.
Confira a previsão para a primavera em sua região:
Sul
A expectativa é de chuva abaixo da média nesta estação, principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, algo bem diferente do que foi registrado na primavera de 2015, quando a região Sul foi fortemente influenciada pela atuação do El Niño. Já as temperaturas tendem a ficar próxima da média, com ondas de frio tardias e calor mais persistente a partir de dezembro.
Sudeste
As simulações meteorológicas indicam que a chuva será acima da média no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais nesta primavera. Em São Paulo, a precipitação virá dentro do esperado, embora sua distribuição seja irregular. O início da estação contará com períodos curtos de frio e calor, mas quando as ondas de frio perderem força no fim do ano, será a vez da chuva forte diminuir o calor.
Centro-Oeste
Diferente do ano passado, a precipitação será acima do esperado em Goiás, Mato Grosso e também no Distrito Federal. No entanto, o calor será menor do que o registrado na primavera de 2015, já que a chuva se regularizará mais rápido neste ano.
Nordeste
A tendência é de chuva acima da média nas áreas produtoras de grãos do Maranhão, Piauí e Bahia e dentro da média nas áreas litorâneas. Apesar disso, ela só se tornará mais regular entre o fim de novembro e início de dezembro. A região será umas das poucas do país a ter calor acima da média e persistente, principalmente entre o norte da Bahia e Pernambuco.
Norte
A chuva na região Norte deve retornar mais cedo neste ano, se comparando ao ano passado, sendo acima do normal nas áreas produtoras de grãos do Pará e Tocantins e próxima do esperado em Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima e Amapá. Já o calor será menor do que o registrado em 2015.
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Inmet coloca cidades da Zona da Mata e Vertentes em alerta de perigo
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Previsão é de chuvas intensas com granizo e ventos entre 61 e 99 Km/h.Moradores devem desligar aparelhos elétricos e quadro de energia.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou diversas cidades da Zona da Mata e do Campo das Vertentes em alerta por causa de uma tempestade prevista para a noite desta terça-feira (20) e madrugada desta quarta-feira (21).
Podem ser registrados ventos entre 61 e 99 Km/h, chuvas Intensas e granizo, que devem causar estragos consideráveis, como quebra de vidros, queda de galhos de árvores, alagamentos e incidência de descargas elétricas e granizo.
De acordo com o instituto, o período de alerta vai até 8h desta quarta e, durante a noite, os moradores devem se abrigar em locais seguros, desligar aparelhos elétricos, quadro geral de energia e gás das residências e guardar documentos e objetos de valor em sacos plásticos em local protegido.
Ainda segundo o Inmet, os motoristas não devem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, que podem ser derrubadas em uma eventual tempestade.
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Ventania em MG e SP
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/19/Ventania-em-MG-e-SPhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/19/Ventania-em-MG-e-SPMon, 19 Sep 2016 13:00:00 +0000
Fortes rajadas de vento levantaram a poeira do chão em áreas secas do interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais, no fim da tarde desta segunda-feira (19).
por Maria Clara Machado
Em São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, interior de São Paulo, houve tempestade de areia. Em Varginha, no sul mineiro, os ventos alcançaram 111 km/h provocando redemoinho de poeira. O meteorologista Marcelo Pinheiro explica que é normal essa situação acontecer nesta época do ano, principalmente em áreas do interior que estão muito secas. As frentes frias chegam associadas com ventania e levantam a poeira do chão.
Muitas áreas do interior de São Paulo tiveram rajadas de vento acima dos 50 km/h na tarde desta segunda-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou uma rajada de 65 km/h em Bauru e uma de 72 km/h em Ariranha. Os ventos chegaram a 55 km/h em Barra Bonita e aos 58 km/h em José Bonifácio.
Além da ventania, os temporais também retornaram ao interior de São Paulo e a Zona da Mata Mineira. Choveu forte com granizo em Barbacena por volta das 16h30.
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Ministério reconhece emergência por seca em Carira e Graccho Cardoso
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Reconhecimento do decreto foi publicado no DOU desta segunda-feira (19).Com estes, Sergipe já soma 12 municípios em emergência devido à estiagem.
O Ministério da Integração Nacional publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (19) o decreto de situação de emergência por causa da seca em Carira e Graccho Cardoso. Com estes, já são 12 municípios sergipanos com a situação reconhecida e homologada pelo Governo Federal, são eles: Campo do Brito, Canindé de São Francisco, Capela, Gararu, Nossa Senhora da Glória, Pinhão, Poço Redondo, Poço Verde, São Domingos e Telha.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Renato Newton Ramlow, reconheceu a situação de emergência devido ao período de poucas chuvas que resultaram em prejuízos a lavoura e a pecuária.
O coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Erivaldo Mendes, revela que mais dez município de Sergipe estão no processo de decretação de emergência pelo mesmo motivo. Além desses, Itabi, Macambira, Frei Paulo e Nossa Senhora Aparecida já publicaram o decreto municipal e estão em fase de reconhecimento estadual e federal da situação.
“Pela experiência que nós temos, os dez municípios que ainda estão juntando a documentação se enquadram nessa mesma situação de emergência conforme a Instrução Normativa nº 01. Se concluídos esses decretos, de 75 municípios sergipanos, 26 deverão decretar emergência devido à estiagem”, afirmou coronel Mendes.
Erivaldo Mendes destaca que os reservatórios ainda possuem água, mas que a seca afeta a situação econômica dos produtores e das próprias cidades.“O decreto permite uma série de ações assistenciais para as famílias de produtores, inclusive a renegociação de dívidas e empréstimos. Já nos locais com dificuldade no abastecimento, há uma operação com carros-pipa, perfuração de poços artesianos e limpeza de aguadas e barragens para armazenarem água quando chover”,finalizou.
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Voluntários recolhem meia tonelada de lixo em praia de Ilha Comprida, SP
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Dia Mundial da Limpeza de Rios e Praias é comemorado neste sábado.Lixo recolhido será separado e os dados enviados à Ocean Conservancy.
Voluntários e pesquisadores do Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) recolheram meia tonelada de lixo em praias de Ilha Comprida, na região do Vale do Ribeira, ainda no litoral de São Paulo. A ação faz parte do"Dia Mundial da Limpeza de Rios e Praias", comemorado neste sábado (17).
Durante a manhã, o grupo percorreu mais de 3 km de praia no Boqueirão Sul, retirando plástico, isopor, metais, alumínio, acessórios de pesca, vidro e roupa da areia da praia.
Também foram encontradas várias garrafas pets de outros países, como China, Coréia e Filipinas. Segundo os pesquisadores, o"lixo internacional"é trazido pelo mar pelos navios que navegam na costa brasileira.
Além de biólogos do Instituto, também participaram da ação estudantes da Escola Estadual Professora Yolanda Araújo Silva Paiva. Os alunos fazem parte do programa Escola da Família e colaboraram na atividade em parceria com o IPeC.
Os 497 kg de lixo recolhidos na praia serão separados e os dados enviados à Ocean Conservancy, responsável pela ação no mundo inteiro. O IPeC é responsável pelo monitoramento de praias na região do Vale do Ribeira, programa acompanhado pelo Ibama no Estado de São Paulo.
Outras regiões
O grupo EcoSurf que trabalha com educação ambientais em várias praias da região, também organizou ações de coleta de lixo para celebrar a data mundial. Foram recolhidos quase meia tonelada detritos em praias de Cananéia, na Ilha do Cardoso, Quilombo do Mandira e Costa Azul.
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Relâmpago de 7,74 segundos é mais longo do mundo, diz organização
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Organização Meteorológica Mundial homologou fato nesta sexta.Fenômeno iluminou sudeste da França em 2012.
Um relâmpago que iluminou o sudeste da França por sete segundos e 74 centésimos durante uma tempestade em agosto de 2012 foi homologado como o mais longo do mundo pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta sexta-feira (16).
Esse relâmpago"durou 7,74 segundos de forma contínua"e percorreu 200 quilômetros, disse a organização, que é integrada ao sistema da ONU, em um comunicado.
"Foi uma descarga elétrica produzida entre nuvens", um relâmpago principalmente horizontal, explicou Randall Cerveny, da OMM.
A organização também reconheceu um relâmpago registrado no estado americano de Oklahoma, em 20 de junho de 2007, como o fenômeno luminoso que percorreu a maior distância do mundo, de 321 km.
A OMM ressaltou, ainda, que a melhoria na detecção de raios e no estudo dos relâmpagos, fenômenos que podem ser fatais, ajudaram a salvar vidas.
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ONU estima que mais 20 países se unirão a acordo climático de Paris
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Adesão cria esperança de que pacto entrará em vigor até fim de 2016.Temer assinou ratificação do acordo de Paris nesta semana.
Pelo menos 20 países indicaram que irão se unir ao acordo de Paris contra as mudanças climáticas em um evento na Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de setembro, somando-se aos 27 que já o fizeram e criando a esperança de que o pacto irá entrar em vigor até o final de 2016, disseram autoridades da ONU.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, incentivou os Estados a entregarem seus instrumentos de ratificação ou aprovação do acordo de Paris durante evento na quarta-feira.
Líderes cujas nações ainda não estão prontas para se juntar à iniciativa, mas que planejam fazê-lo neste ano, foram convidados a apresentar vídeos expressando seu compromisso, disse Selwin Hart, diretor da equipe de apoio sobre mudança climática do chefe da ONU.
"Quando começamos a ver os países que estão se unindo... ao acordo e os países que irão se comprometer a se unir antes do final do ano, ficamos absolutamente certos de que teremos o Acordo de Paris contra a mudança climática entrando em vigor até o final de 2016", disse David Nabarro, conselheiro especial de Ban Ki-moon para a Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030.
Para ser adotado, o acordo climático de Paris precisa ser ratificado por pelo menos 55 integrantes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que representam no mínimo 55% das emissões globais.
Até agora, 27 países ratificaram
As autoridades disseram aos jornalistas presentes em Nova York na quinta-feira que até agora a ONU recebeu 27 ratificações cobrindo 39% das emissões globais, inclusive dos dois principais emissores de gases de efeito estufa do mundo: Estados Unidos e China.
O Brasil, cujo presidente Michel Temer assinou nesta semana a ratifação do acordo, prometeu entregar sua adesão formal à ONU na semana que vem, assim como o México.
Especialistas do Instituto de Recursos Mundiais calculam que, se todas as nações que anunciaram publicamente que irão se unir ao acordo neste ano cumprirem a promessa, ele pode ter início em 2016.
Se o pacto irá entrar em vigor antes mesmo da conferência climática anual da ONU no Marrocos em novembro ainda é algo incerto. Para isso, as metas teriam que ser cumpridas até 7 de outubro, já que o pacto só começa na prática 30 dias depois de elas terem sido alcançadas.
Se isso não acontecer até a reunião de Marrakesh, as primeiras conversas sobre a implementação do acordo de Paris acontecerão mais adiante em 2017.
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Ursos polares estão ficando sem gelo no Ártico, diz estudo
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Gelo marinho está se formando mais tarde e derretendo mais cedo no ano.Animais dependem de camada de gelo principalmente para caçar focas.
Os ursos polares estão ficando sem a camada de gelo indispensável para sua sobrevivência em 19 regiões do Ártico - adverte um estudo publicado na última quarta-feira (14).
Devido às mudanças climáticas, a banquisa (água do mar congelada) que se forma nas regiões polares está derretendo mais cedo na primavera e se formando mais tardiamente no outono, afirmaram pesquisadores da revista "Cryosphere", da União Europeia de Geociências (EGU).
Entre 1979 e 2014, o Ártico perdeu de 7 a 19 dias de gelo por década nessas 19 regiões, revelaram imagens de satélite.
"Devido à dependência (dos ursos) do gelo marinho, as mudanças climáticas constituem a principal ameaça para sua sobrevivência", alerta o relatório.
Calcula-se que a população total do urso polar seja de apenas cerca de 25 mil indivíduos.
Convertidos em símbolo dos estragos das mudanças climáticas, esses grandes carnívoros permanecem a maior parte do tempo na banquisa, onde caçam, descansam e se reproduzem.
Quando o gelo derrete, voltam à terra firme e sobrevivem apelando às suas reservas de gordura durante períodos que estão se tornando cada vez mais longos.
Além disso, os ursos polares têm de nadar distâncias cada vez maiores antes de encontrar um lugar para se instalar. Esses animais dependem da camada de gelo principalmente para caçar focas, sua presa favorita, visto que têm dificuldades para agarrá-las enquanto nadam.
O Ártico está aquecendo duas vezes mais rápido do que o restante do planeta sob o efeito das mudanças climáticas geradas pelas emissões de gases do efeito estufa. Esses gases resultam em grande parte da combustão de energias fósseis pelos seres humanos em um planeta superpovoado.
Os ursos polares podem perder um terço da sua população até meados do século XXI, advertiu em 2015 a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que por enquanto os classifica entre as espécies"vulneráveis".
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Como medir a velocidade do vento com Smartphone!
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Como vai ficar o clima no Brasil sem o La Niña?
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Segundo agências internacionais, fenômeno previsto para o final de 2016 não se confirma
Por Monique Gentil
As expectativas mantidas pelos centros meteorológicos internacionais para um La Niña de fraca intensidade no final de 2016 não se confirmaram. Segundo as simulações da Universidade de Columbia e da NOAA (Agência Nacional Oceânica e Atmosférica), o resfriamento das águas do Oceano Pacífico não será intenso o suficiente para configurar o fenômeno.
Para que o La Niña fosse confirmado, seria necessário que a temperatura média das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficasse em 0,5ºC negativos por seis meses consecutivos. Mas desde o final do mês de agosto, a média registrada tem ficado acima deste valor e ainda não há expectativa de uma nova queda.
Mesmo sem o La Niña, a tendência climática prevista anteriormente continua igual. “Apesar do fenômeno não ter se confirmado, as águas do Oceano devem permanecer frias e podem inclusive continuar atingindo temperaturas negativas. O impacto desse resfriamento é similar ao que teríamos se o La Niña tivesse se confirmado”, comenta o meteorologista da Somar, Celso Oliveira.
Os efeitos deste resfriamento serão mais sentidos a partir do verão de 2017, que será caracterizado pelo aumento de precipitações no Centro-Norte. “Já o Sul do país, que passou um período bastante úmido nos últimos anos, sentirá uma diminuição nos acumulados de chuva durante este período”, finaliza Oliveira.
por Maria Clara MachadoCorais, manguezais, florestas. Robôs voadores permitem acesso a áreas perigosas ou de difícil acesso. À DW, a pesquisadora Karen Joyce conta como drones mudaram seu trabalho e mostra imagens aéreas deslumbrantes.
Drones se tornaram uma ferramenta bastante utilizada para pesquisa e proteção ambiental. O uso desses dispositivos voadores permite que cientistas acessem áreas perigosas ou de difícil acesso, além de fornecerem dados em melhor resolução do que os satélites.
"Em vez de ver apenas a árvore, agora eu vejo agora cada folha, por exemplo. No recife posso distinguir os diferentes corais e as diferentes algas", afirmou a pesquisadora ambiental Karen Joyce em entrevista à DW. Ela é professora no Centro para Pesquisa de Água Tropical e Ecossistema Aquático na Universidade James Cook em Cairns, na Austrália.
Joyce lida principalmente com o mapeamento de corais por meio de sistemas de sensoriamento remoto – e agora também com a ajuda de drones. Os robôs alados permitem o uso de câmeras térmicas, por exemplo, e fornecem uma gama de imagens panorâmicas espetaculares.
DW: O fato de a ciência usar a tecnologia dos drones é relativamente novo. Quais são as vantagens que os drones trazem para o seu trabalho?
Karen Joyce: A tecnologia dos drones transformou o nosso trabalho ao longo dos últimos três a cinco anos – e ainda o transforma. Um dos maiores benefícios para nós cientistas é que o robô voador nos permite examinar áreas que são de difícil acesso. Eu trabalho, entre outros locais, em manguezais. Eles são muitas vezes de difícil acesso, cheiram mal e não são completamente seguros – há crocodilos. Então é super vantajoso enviar um drone ao ar para ver o que se passa nessas áreas.
O mesmo se aplica à Grande Barreira de Corais [na Austrália]: os drones nos permitem examinar uma área muito maior do que seria possível por meio de snorkeling ou mergulho.
Antes dos drones, eu utilizava principalmente dados de satélites. Mas com os drones eu recebo dados com muito mais detalhes. Em vez de ver apenas a árvore, agora eu vejo agora cada folha, por exemplo. No recife posso distinguir os diferentes corais e as diferentes algas. Posso até mesmo visualizar com bastante clareza estrelas do mar, areia, peixes e tubarões – coisas que não consigo ver nas imagens de satélite.
Que informações os drones fornecem sobre os recifes? Foi possível descobrir algo que até então era desconhecido para você?
Um dos meus projetos é usar câmeras térmicas especiais para medir a temperatura da água. Este é um dos primeiros estudos que usam um drone para este fim. Com a câmera especial posso tirar fotos de águas quentes e frias, e ver como elas se movem por meio dos corais.
Isso nos permite definir a dinâmica do fluxo de água e como isso afeta os corais e outras criaturas que vivem nos recifes. Isso é muito interessante, porque não tínhamos como analisar antes da existência dos drones.
O que se destaca nas suas fotos tiradas com um drone é a beleza. Em particular as fotografias da Grande Barreira de Corais se parecem com obras de arte.
As fotos são incríveis. É realmente muito bom estar lá fora e capturar essas imagens coloridas. É muito inspirador. Dá-me grande prazer compartilhar as fotos, porque elas são realmente lindas.
No começo do ano passado eu passei uma semana na Ilha de Heron, no sul da Grande Barreira de Corais. Por meio de vídeo e fotografias capturados com o drone vi tartarugas marinhas, tubarões e arraias. Quando o robô está no ar nem suspeitamos, mas quando fazemos o download das imagens conseguimos ver o tanto de vida que há nos corais – e isso é realmente incrível. Durante o snorkelingpode-se perder uma coisa aqui e acolá – ver tudo a partir do ar é fantástico.
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Tarde mais quente do inverno: Rio, São Paulo e Florianópolis
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por Marcelo Pinheiro
As cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Florianópolis tiveram a tarde mais quente deste inverno e também a dos últimos 4 meses nesta terça-feira (13/09), de acordo com as medições do INMET.
No Rio, a máxima foi de 37,5°C em Realengo. Já não esquentava tanto assim desde 24 de abril, quando fez 38,2°C.
Em São Paulo a máxima foi de 32°C. A última vez que esquentou tanto quanto hoje foi no dia 18 de abril, qdo fez 32,4°C .
Em Florianópolis a temperatura chegou a 30,4°C, a maior desde 24 de abril, qdo houve a máxima de 31,8°C
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Ciclone extratropical deixa Sul em alerta
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por Maria Clara Machado
Um grande ciclone extratropical ao largo da costa do Uruguai já virou o tempo no Rio Grande do Sul espalhando chuva e provocando ventos fortes. Algumas rajadas já passaram dos 80 km/h no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e dos 60 km/h no Paraná. Nas serras o vento é ainda mais intenso e as rajadas já atingiram os 159 km/hna estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no Morro da Igreja, em Bom Jardim da Serra, Santa Catarina.
Confira as maiores rajadas de vento observadas no Sul até às 11 horas da manhã, segundo dados do INMET:
A Climatempo alerta para ventania em todo Sul do país, que pode provocar estragos, como destelhamento de casas. As condições meteorológica são propícias à rajadas de vento entre 70 e 80 km/h durante o dia em muitas áreas da Região, inclusive nas capitais. Ventos um pouco acima dos 100 km/h ainda poderão ser observados em áreas litorâneas do Rio Grande do Sul e nas serras gaúcha e catarinense. Segundo os meteorologistas, o alerta para ventos fortes continua na quarta-feira (14).
O ciclone extratropical associado a nova frente fria terá deslocamento rápido. Há risco de temporais também sobre Santa Catarina e o Paraná no decorrer desta terça-feira (13).
Mar agitado
O ciclone extratropical também vai provocar forte agitação marítima. Nesta terça-feira, as ondas podem chegar a 2 metros no litoral do Rio Grande do Sul. Na quarta-feira (14), o mar sobe rapidamente com ondas entre 3 a 3,5 metros no litoral gaúcho e de 2,5 metros e 3 metros no litoral catarinense. Na quinta-feira (15), o litoral gaúcho ainda terá forte agitação marítima com ondas de 2,5 metros a 3 metros, mas diminuindo à noite. No litoral sul catarinense, a previsão é de ondas entre 3 metros a 3,5 metros até à noite.
A MetSul Meteorologia alerta que o raio de ação (campo de atuação) dos ventos de um violento e enorme ciclone extratropical de 960 hPa a Leste do Rio da Prata (imagem) se aproxima mais do Estado e traz um dia muito ventoso no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira. O centro do ciclone, porém, em nenhum momento chegará ao Estado.
Na maioria das regiões, o vento máximo deve variar entre 60 km/h e 80 km/h. Mais para o Oeste e o Noroeste doEstado, o vento não chega a ser muito forte e será predominantemente fraco a moderado. Rajadas intensas e com potencial de danos e transtornos, localmente acima de 100 km/h, podem ocorrer no Sul e no Leste do território gaúcho nesta quarta. Na beira da praia, no Litoral Sul gaúcho, rajadas de 100 km/h a 120 km/h. Mar estará muito agitado na orla com ressaca e o porto de Rio Grande não deve operar. Em Porto Alegre, o vento sopra forte a muito forte com rajadas de 70 km/h a 90 km/h.
São esperados novos transtornos, especialmente no Sul do Estado e na costa, como queda de postes, árvores, falta de luz e alguns destelhamentos. Na quinta, com o afastamento do ciclone, o vento sopra mais fraco.
Vento com força de furacão na Argentina e no Uruguai
A região próxima ao Prata enfrenta vento com força de furacão (acima de 120 km/h) desde o período da tarde. O ciclone se intensificou muito no Atlântico Sul hoje com vento de 140 km/h e ondas de 8 metros na costa da província de Buenos Aires. Mar del Plata teve danos e as aulas suspensas.
A costa uruguaia está sendo duramente castigada por violento vento causado pelo ciclone com rajadas de mais 120 km/h. Até 20h, as maiores rajadas eram de 122 km/h em Laguna del Sauce (Maldonado), 119 km/h em Punta del Este (Maldonado) e 105 km/h em Montevidéu. Há registros de estragos como quedas de postes, de grande número de árvores, destelhamentos e desabamento de estruturas. Vidros de lojas e prédios quebram com a força do vento em Punta del Este.
O vento vai seguir muito intenso na costa uruguaia no restante do dia e na madrugada e manhã desta quarta com rajadas acima de 100 km/h, mas diminui da tarde para a noite amanhã. O número de danos pode ser significativo e as condições são muito perigosas para se estar na rua no Sul do Uruguai pela queda constante de árvores e cabos de energia pelo vento extremo por muitas horas seguidas. (Meteorologista Estael Sias)
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Com crise hídrica, 13 escolas devem racionar água em cidade no Acre
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Água do Depasa é usada em banheiros, limpeza e para lavar roupas.Diretor do órgão afirma que abastecimento será garantido para as escolas.
Com a crise hídrica enfrentada pela população de Acrelândia, 13 escolas municipais devem iniciar um racionamento de água e usar o recurso apenas quando for estritamente necessário. De acordo com o secretário de educação da cidade, Nilson Mendes, a prefeitura deve fazer campanhas de conscientização contra o desperdício. O objetivo, segundo Mendes, é evitar a paralisação das aulas e também que o ano letivo seja afetado.
O município passa por racionamento desde o dia 6 de setembro devido à seca do reservatório de água. O secretário explica que as escolas possuem poço, mas a água é usada apenas para beber ou para cozinhar.
Já a água enviada pelo Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa) abastece os banheiros, é usada na limpeza e lavagem de roupas de crianças que ficam na creche, entre outros serviços. É nessas situações que deve ocorrer o racionamento. No entanto, o órgão afirma que o abastecimento será garantido às escolas.
Ao G1, Justino Queiroz, diretor de gestão estratégica da Secretaria Estadual de Educação (SEE) informou que as duas unidades estaduais não dependem totalmente do abastecimento, pois possuem poço artesiano. Por isso, as aulas nessas escolas não serão paralisadas.
"Se acontecer de o Depasa não fornecer água, infelizmente isso vai afetar as aulas. Até o momento, garantiram que teremos água até o dia 10 de outubro. Vamos trabalhar com os alunos para não desperdiçarem e também um material para que os filhos conscientizem os pais. Apesar de já existir um racionamento do Depasa, vamos pedir que seja usado somente o necessário da água que chegar às escolas", destaca Mendes.
Abastecimento está garantido, diz Depasa
O diretor-presidente do Depasa, Edvaldo Magalhães, disse ao G1, no domingo (11), que o abastecimento está garantido e a população continua recebendo água a cada dois dias. Na terça-feira (13), o órgão deve discutir se aumenta o racionamento para três dias."Até o momento estamos otimistas", afirma o diretor.
Entenda o caso
No último dia 7 de agosto, as medições feitas pelo Depasa apontavam que o reservatório de água em Acrelândia devia manter o abastecimento por apenas mais quatro dias.
O depósito de água do município possui 2,8 metros, mas desde o dia 6 de agosto baixou mais de um metro e no ponto mais profundo marcou 75 centímetros de profundidade e chegou a marcar 25 cm em outros locais.
O racionamento na cidade, que tem uma população de ao menos 14,1 mil pessoas, foi iniciado no dia 6 de setembro. De acordo com o Depasa, Acrelândia é banhada pelo Rio Abunã, mas o uso do manancial como fonte de abastecimento é considerado inviável porque ele fica a 17 km da zona urbana do município.
A ampliação da rede de abastecimento e a construção de uma adutora do centro da cidade até a Vila Redenção são um dos motivos apontados pelo Depasa para a queda brusca no nível do reservatório.
Imagens divulgadas pelo Depasa mostraram a situação crítica devido a crise hídrica de Acrelândia. Nas imagens é possível ver a dimensão da seca que atingiu o reservatório de água da cidade.
O Depasa instalou uma bomba de captação em um reservatório menor e bombeou a água de quatro açudes de um piscicultor da região para o reservatório da cidade. As medidas, tomadas no último dia 9 de setembro, devem garantir ao menos 20 dias de água para a população, mesmo assim, o racionamento de dois dias foi mantido.
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Meteorologia prevê semana com temperatura perto dos 40°C em MS
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/12/Meteorologia-prev%C3%AA-semana-com-temperatura-perto-dos-40%C2%B0C-em-MShttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/12/Meteorologia-prev%C3%AA-semana-com-temperatura-perto-dos-40%C2%B0C-em-MSMon, 12 Sep 2016 17:19:00 +0000
O frio parece deixar de vez Mato Grosso do Sul e o fim de inverno será de muito calor
O frio parece deixar de vez Mato Grosso do Sul e o fim de inverno será de muito calor, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). A previsão é de que a temperatura máxima atinja até 39°C a partir desta segunda-feira (12). A mínima não deve passar dos 15°C.
Além do calor, a baixa umidade do ar permanece na casa dos 20% nos próximos dias. A explicação meteorológica é a presença de uma névoa seca. Em Campo Grande, os termômetros devem oscilar entre 21°C e 35°C e ter 30% de umidade.
Em Corumbá, região do Pantanal sul-mato-grossense, a temperatura varia de 18°C a 36°C. Na região norte, Sonora deve registrar variação de 19°C a 37°C. Em Bela Vista, região sul do estado, a mínima prevista é de 15°C e a máxima de 36°C.
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Como é medida a velocidade do vento?
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/08/Como-%C3%A9-medida-a-velocidade-do-ventohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/08/Como-%C3%A9-medida-a-velocidade-do-ventoThu, 08 Sep 2016 17:35:00 +0000
A intensidade dos ventos pode ser percebida no dia a dia. Entenda
Por Ana Clara Guerra
Além das medições de chuva e temperatura, a meteorologia também informa a velocidade dos ventos para um determinado local. Mas como é feita essa medição?
Para entender a direção e intensidade do vento, são utilizados alguns instrumentos meteorológicos, como o anemômetro que lembra em partes um cata-vento. A força do vento impulsiona as conchas do equipamento, fazendo o eixo girar e quanto mais voltas ele der, maior será sua velocidade.
“Outro aparelho que é popularmente conhecido é a biruta, que é formada por uma manga que gira livremente no eixo e quando o vento fica mais forte, ele faz com que o eixo gire e a biruta fique mais em pé”, explica a técnica em meteorologia, Patricia Vieira. Vale lembrar que este instrumento não é utilizado apenas na meteorologia, mas também em qualquer lugar que precise ser guiado pelo vento, como o aeromodelismo e os aeroportos, que orientam os pilotos na hora da decolagem e aterrisagem.
Segundo a Somar Meteorologia, os ventos se comportam de diferentes maneiras ao mesmo tempo e quando não se tem esses instrumentos, a Escala de Beaufort ajuda a calcular e informar a velocidade do vento, além dos seus efeitos visíveis nas superfícies da Terra e do mar. Por isso, este recurso criado pelo meteorologista anglo-irlandês Francis Beaufort no início do século XIX também é frequentemente utilizado pela Marinha.
“As medições da velocidade na Escala de Beaufort são feitas de três formas: em quilômetros por hora (símbolo: km/h), que é uma medida bem próxima do nosso cotidiano; em metros por segundo (símbolo: m/s), que é usada na matemática e na meteorologia; e também em nós, que é largamente utilizada na Marinha e Aeronáutica”, comenta Vieira.
E como sentir a velocidade do vento?
O vento não é tão simples de se notar, mas sua intensidade pode ser trazida no cotidiano.“Quando você está em um carro a 50 km/h, esta é a velocidade de uma rajada na mesma medida. O mesmo acontece quando se está curtindo uma montanha russa, o que se assemelha a uma rajada de vento forte, por exemplo”, finaliza Vieira.
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Caracol no PI atinge o menor índice de umidade relativa do ar do país
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Índice de 10% já foi registrado por quatro dias desde o início do mês.OMS classifica índices abaixo de 12% como estado de emergência.
A cidade de Caracol, no semiárido piauiense, atingiu na quarta-feira (6) o menor índice de umidade relativa do ar do país com 10%, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Desde o início de setembro, o índice de 10% foi registrado por quatro dias.
A lista com os valores extremos do Inmet traz 10 cidades com valores abaixo de 20%, indíce considerado bastante crítico. Somente o Tocantins tem cinco municípios na relação: Porto Nacional (11%), Gurupi e Formosa do Araguaia (14%), Santa Rosa do Tocantins (15%) e Peixe (15%).De acordo com a Organização Mundial da Saúde, valores da umidade relativa do ar abaixo de 60% já não são ideais para a saúde humana. A classificação do órgão internacional indica que a região que registra entre 21% e 30% pode ser enquadrada no nível de estado de atenção. Já quando os índices oscilam entre 12% e 20%, a região é considerada em estado de alerta.Em caso de registros abaixo de 12%, o órgão classifica a situação como estado de emergência e recomenda, inclusive, a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados entre 10h e 16h. Além de Caracol, também registraram índices de abaixo de 20% na quarta-feira (6) as cidades de Bom Jesus, Gilbués, Castelo do Piauí e Alvorada do Gurgueia.
Cuidados
Com os baixos valores da umidade relativa do ar, a população precisa adotar uma série de cuidados para evitar problemas de saúde. O recomendável pelos profissionais de saúde é que as pessoas tomem bastante líquido e evitem exposição ao sol nos horários mais quentes do dia. Os problemas respiratórios também costumam aumentar em virtude da situação.
Altas temperaturas
A cidade de Gilbués, também no Sul do Piauí, ficou entre as 10 cidades do Brasil que registraram temperaturas elevadas. Na quarta, foi registrado 38,9°. O município é o segundo mais quentes do Nordeste, perdendo apenas para Caxias, no Maranhão, que registrou 41,9°.Na região Nordeste, o Piauí figura ainda com outras cidades de temperaturas mais elevadas como Piripiri (38,8°); Teresina (38,7°) e Castelo do Piauí (38,6°).
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Congele água em 1 seg - o segredo
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Você sabe o que é desertificação?
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É um fenômeno em que um determinado solo é transformado em deserto, através da ação humana ou processo natural. No processo de desertificação a vegetação se reduz ou acaba totalmente, através do desmatamento. Neste processo, o solo perde suas propriedades, tornando-se infértil (perda da capacidade produtiva).
Nas últimas décadas vem ocorrendo um significativo aumento do processo de desertificação no mundo As principais áreas atingidas são: oeste da América do Sul, Oriente Médio, sul da África, noroeste da China, sudoeste dos Estados Unidos, Austrália e sul da Ásia.
No Brasil, a desertificação vem aumentando, atingindo várias regiões. Nordeste (região do sertão), Pampas Gaúchos, Cerrado do Tocantins e o norte do Mato Grosso e Minas Gerais são áreas do território brasileiro afetadas atualmente pela desertificação. Vale ressaltar que alguns geógrafos e geólogos brasileiros defendem que, no caso dos Pampas Gaúchos, está ocorrendo um processo de arenização e não de desertificação.
Problemas gerados
A desertificação gera vários problemas e prejuízos para o ser humano. Com a formação de áreas áridas, a temperatura aumenta e o nível de umidade do ar diminui, dificultando a vida do ser humano nestas regiões. Com o solo infértil, o desenvolvimento da agricultura também é prejudicado, diminuindo a produção de alimentos e aumentando a fome e a pobreza.
O meio ambiente também é prejudicado com este processo. A formação de desertos elimina a vida de milhares de espécies de animais e vegetais, pois modifica radicalmente o ecossistema da região afetada. A desertificação também favorece o processo de erosão do solo, pois as plantas e árvores não existem mais para "segurar" o solo.
Principais áreas afetadas pela desertificação:
- Áreas degradas por prática de pecuária
- Áreas degradadas por prática de agricultura de sequeiro
- Áreas degradas por pastoreio
- Áreas degradadas por irrigação
Você sabia?
- 17 de junho é o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.
- De acordo com dados divulgados pela ONU em 2016, aproximadamente cem nações possuem territórios com processo de desertificação em andamento. A maioria delas já sofrem seus efeitos ambientais negativos.
- Em 2010, a ONU declarou a década seguinte (2010 a 2020) como sendo a "Década das Nações Unidas para os desertos e a luta contra a Desertificação".
- Cerca de 30% do território do nosso planeta já está sofrendo as consequências do processo de desertificação.
- De acordo com estudos recentes, cerca de 140 milhões de pessoas no mundo tiveram que mudar de região, nos últimos 50 anos, em função dos efeitos negativos da desertificação. Atualmente, 25% da população mundial corre risco de ser afetada de alguma forma pela desertificação.
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Furacão Newton atinge o México e derruba árvores, cabos e telhados
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Ventos de 150 km/h e chuvas pesadas atingiram costa oeste.Luz foi suspensa em Los Cabos, onde 1,5 mil pessoas se refugiaram.
O furacão Newton tocou a terra nesta terça-feira (6) perto da área turística de Los Cabos, na costa oeste do México, com ventos de 150 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
"Até o momento, não se tem registro de pessoas falecidas ou desaparecidas pela passagem do furacão Newton", disse no Twitter o coordenador nacional de Proteção Civil, Luis Felipe Puente.
Com ventos de 150 km/h, Newton – um furacão de categoria 1 das 5 da escala de Saffir-Simpson – atingiu a Península da Baixa Califórnia dois anos depois do furacão Odile, que deixou seis mortos e US$ 1 bilhão em danos após alcançar a categoria 4.
Às 12h de Brasília (15h GMT), os ventos de Newton tinham perdido força até 130 km/h, segundo o NHC. O centro afirmou, no entanto, que"fortes ventos e chuvas pesadas"estão atingindo o estado de Baixa Califórnia Sul.
O diretor de Proteção Civil de Los Cabos, Marco Antonio Vázquez, confirmou à AFP que"os ventos estão muito fortes", derrubando várias árvores, cabos de telefonia e telhados. O serviço de luz elétrica foi suspenso em Los Cabos, onde cerca de 1,5 mil pessoas se refugiaram em abrigos.
Os hotéis do balneário, onde estão hospedados cerca de 14 mil turistas, só registraram"alguns vidros quebrados e lonas caídas", mas as autoridades ainda estão contabilizando os danos, disse Vázquez.
"Todas as estradas na Baixa Califórnia Sul estão transitáveis", afirmou Puente, enquanto as autoridades estão fazendo trabalhos preventivos.
O NHC disse que"um debilitamento (do furacão) está previsto para as próximas 24 horas",mas registrou condições próprias de furacão e tempestade tropical"sobre a maioria da zona sul da península da Baixa Califórnia".Puente pediu à população para"não sair das suas casas se não for necessário"
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Voos cancelados
Desde a noite de segunda-feira, os voos foram cancelados no aeroporto de La Paz, capital da Baixa Califórnia Sul, e as autoridades fecharam os portos para pequenas embarcações na península e em outras zonas da costa do Pacífico, pois se espera que as ondas afetem as zonas costeiras baixas.
O governo da Baixa Califórnia Sul suspendeu as aulas em todo o estado e habilitou abrigos com uma capacidade total para 16 mil pessoas.
No seu último boletim, o NHC afirmou que Newton estava 80 km ao oeste de La Paz e se movia a 28 km/h em direção ao noroeste. A previsão é que o furacão atravesse a Baixa Califórnia Sul para depois entrar no Golfo da Califórnia, e que na quarta-feira toque a terra novamente no noroeste do México.
"Não esperávamos que o Newton fosse entrar em território nacional, não esperávamos que se convertesse em furacão", mas"seu comportamento tem sido muito errático desde que nasceu na sexta-feira", comentou à Radio Fórmula o diretor-geral da Comissão Nacional da Água, Roberto Ramírez de la Parra.
Riscos
O fenômeno, que provocará fortes chuvas, pode causar deslizamentos, transbordamento de rios e inundações em oito estados da costa do centro e do norte do Oceano Pacífico.
Para atender a população mais vulnerável, as autoridades instalaram 3.757 refúgios temporários na Baixa Califórnia Sul, Nayarit, Jalisco, Colima, Michoacán, Guerrero, Oaxaca e Chiapas, com capacidade para abrigar até 796 mil pessoas.
Como tempestade tropical, Newton deixou três mortos e 800 afetados durante o fim de semana nos estados de Chiapas e Guerrero.
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Pode nevar pela quarta vez no ano
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http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/06/Pode-nevar-pela-quarta-vez-no-anohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/09/06/Pode-nevar-pela-quarta-vez-no-anoTue, 06 Sep 2016 13:48:00 +0000
por Maria Clara Machado - ClimatempoEste inverno está sendo marcado por fortes ondas de frio no Sul do Brasil e nesta quarta-feira há chance de nevar novamente. Se confirmado, será o quarto evento de neve de 2016. O último aconteceu no dia 21 de agosto na serra catarinense.
Um grande ciclone extratropical se desloca ao largo da Região Sul do Brasil e seus ventos persistentes estão levando instabilidades e principalmente muita umidade para as áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Ao mesmo tempo uma forte massa polar, vinda da Argentina e do Uruguai, começa a se deslocar continentalmente sobre o Sul do Brasil. Nesta quarta-feira (7), feriado de 7 de setembro, o frio aumenta por todo o Sul. O frio mais intenso é esperado para o alto da serra catarinense, onde a temperatura deve cair para a faixa de zero grau.
Essa combinação dará novamente a possibilidade da ocorrência de neve ou chuva congelada nos pontos mais altos da serra catarinense. A maior chance de ver a neve em cidades como Urubici, Urupema e São Joaquim, será entre a madrugada e o começo da manhã desta quarta-feira.“Alta umidade, frio intenso e instabilidade atmosférica vão dar a condição para a ocorrência de neve novamente. A circulação de vento de um ciclone é a responsável pelo transporte de umidade. Um cavado nos níveis médios da atmosfera (com geopotencial baixo) favorece a formação de áreas de instabilidade e, um sistema de alta pressão,oriundo da Argentina, provoca acentuada queda de temperatura",explica a meteorologista Fabiana Weykamp.
No modelo de pressão para o dia 7, a letra B representa o centro do sistema de baixa pressão, ou o ciclone extratropical, que está ao largo do Sul do país. A letra A representa o centro da alta pressão, indicando a entrada da massa polar sobre a Região.
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Pesquisa indica que poluição pode danificar cérebro e contribuir para Alzheimer
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Estudo conduzido pela Universidade de Lancaster descobre pela primeira vez que partículas de compostos de ferro oriundos da poluição de trânsito chegam em grande número ao cérebro.
É sabido que ambientes poluídos provocam dificuldades respiratórias, problemas cardíacos e até morte prematura. Agora, um novo estudo traz mais um motivo de alerta: partículas de compostos de ferro oriundas da poluição do trânsito podem chegar ao cérebro.
Amostras do cérebro de corpos de pessoas que viveram e morreram na Cidade do México - que é um dos lugares mais poluídos do mundo e onde uma grande nuvem cinzenta paira no ar - foram analisados em um laboratório da Universidade de Lancaster, na Inglaterra.
Pequenas demais para serem vistos a olho nu, nanopartículas de um óxido de ferro chamado magnetita foram encontrados nos tecidos cerebrais. As amostras do México foram comparadas com o mesmo tipo de material coletado em Manchester.
"Identificamos milhões de partículas de poluição no cérebro. Num grama de cérebro humano, haverá milhares de partículas. É um milhão de oportunidades para essas partículas provocarem danos nas células do cérebro", explica a professora Barbara Maher, da Universidade de Lancaster.
Magnetita pode ocorrer naturalmente no cérebro em pequenas quantidades, mas as partículas formadas ali têm um formato irregular distinto.
Já as partículas identificadas no estudo são bem mais numerosas e de formato diferente, arredondado e regular, características que somente poderiam ser criadas nas altas temperaturas de um motor de veículos ou sistema de freios.
"É uma descoberta. É toda uma nova área para ser investigada e entendida - se essas partículas de magnetita estão causando ou acelerando doenças neurodegenerativas."
Essas partículas são inaladas - as maiores são barradas no nariz, mas as menores vão parar nos pulmões e na corrente sanguínea. As minúsculas podem se conectar aos nervos e seguir direto para o cérebro, onde foram achadas nesse estudo.
Uma forte suspeita ainda não comprovada empiricamente é que essas partículas são capazes de quebrar conexões entre as células cerebrais, exatamente como acontece com doenças como o Alzheimer. Apesar de o estudo não provar que a poluição no cérebro automaticamente causa doenças, não está descartada essa possibilidade.
"Esse estudo mostra pela primeira vez que partículas da poluição podem parar no cérebro. Obviamente isso é muito importante, mas ainda não há evidência do papel delas no Alzeihmer. Isso é algo que não sabemos", diz Clare Walton, da organização Alzheimer Society.
"As causas da demência são complexas e até agora não houve pesquisas suficientes para dizer se viver em cidades ou áreas poluídas aumenta o risco da doença. "
Ela diz que formas práticas de reduzir os riscos de desenvolver demência incluem exercícios regulares, uma dieta saudável e evitar o fumo.
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Brasil vai cumprir meta climática 'com folga', mas pode ir além, diz estudo
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Observatório do Clima propõe que Brasil faça reajuste em metas climáticas.Segundo ONG, emissão líquida de CO2 será de 1,5 gigatoneladas em 2020.
O Brasil deve cumprir com folga as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa para 2020 com base no ritmo atual de redução das emissões, segundo relatório do coletivo de ONGs Observatório do Clima divulgado nesta terça-feira (6). De acordo com a análise, o país poderia ter metas climáticas muito mais ambiciosas para 2030.
A meta determinada para 2020 seria reduzir no mínimo 36,1% de emissões em relação ao que emitiria caso nenhuma ação fosse tomada, o que corresponderia a uma emissão de cerca de 2 gigatoneladas de CO2. De acordo com o relatório, a emissão líquida projetada para 2020 é de 1,5 gigatoneladas de CO2, cumprindo com folga o objetivo.
A análise é baseada em dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima.
Além da meta
O Brasil apresentou suas metas climáticas à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) em setembro de 2015. Essas metas – chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDC, na sigla em inglês) – consistem em reduzir as emissões de gases no Brasil em 43% até 2030, tendo como base o ano de 2005.
A meta foi baseada nos dados de emissão de 2005 disponíveis até então. Porém, posteriormente, houve uma revisão desses dados, mostrando que as emissões desse ano foram maiores do que se imaginava.
A questão que o Observatório do Clima propõe é: diante dessa revisão, o governo manterá a meta em porcentagem, o que resultaria em emissões muito maiores em 2030, ou se comprometeria com a meta em valor absoluto, ou seja, não ultrapassar uma emissão anual de 1,2 gigatoneladas em 2030?
Segundo a organização, seria possível não só manter o compromisso em valor absoluto, mas ir além chegando a uma emissão de 1 gigatonelada de CO2 em 2030.
O Acordo de Paris, assinado por 195 países que fazem parte da UNFCCC, determinou como objetivo limitar aumento da temperatura global a níveis bem abaixo de 2ºC, esforçando-se para não passar de 1,5ºC em relação a níveis pré-industriais.
Dados de emissão
Segundo o relatório, entre 1990 e 2014, as emissões de gases de efeito estufa no Brasil passaram de 1,62 para 1,85 gigatoneladas de CO2, tendo atingido um pico em 2004, quando houve emissão de 3,8 gigatoneladas de CO2.
A principal fonte de emissão de gases de efeito estufa continuam sendo as mudanças de uso da terra -- principalmente o desmatamento da Amazônia.
Segundo o relatório, quando considerados somente agropecuária, energia, processos industriais e resíduos, pode-se observar um crescimento consistente das emissões por esses setores desde 1970 até 2014.
O pico de emissões em 2004 e a posterior redução de emissões devem-se, portanto, às variações em relação ao desmatamento.
No período de 1990 a 2014, as emissões por energia e resíduos apresentaram aumento de mais de 150%, processos industriais tiveram aumento de 96% e o setor agropecuário, de 47%.
Estados
São Paulo e Minas Gerais são os principais emissores do país quando não se leva em conta as emissões por desmatamento, seguidos por Rio Grande do Sul. Quando as emissões por desmatamento são consideradas, Pará ficou em primeiro lugar em emissões em 2014, seguido por Minas Gerais e Mato Grosso.
Gráfico mostra evolução das emissões brutas de gases do efeito estufa no Brasil entre 1990 e 2014.