climadeensinar
http://www.climadeensinar.com.br/informativo-1
Climatologista fala sobre a incidência de raios ultravioletas
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/04/Climatologista-fala-sobre-a-incid%C3%AAncia-de-raios-ultravioletashttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/04/Climatologista-fala-sobre-a-incid%C3%AAncia-de-raios-ultravioletasWed, 04 Jan 2017 13:46:58 +0000
]]>
Radiação Ultravioleta
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/04/Radia%C3%A7%C3%A3o-Ultravioletahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/04/Radia%C3%A7%C3%A3o-UltravioletaWed, 04 Jan 2017 12:20:10 +0000
De toda a energia do Sol que chega à superfície da Terra, por volta de 9% corresponde à radiação ultravioleta. Trata-se de um tipo de radiação eletromagnética com comprimento de onda de 200 a 400 nm e de frequência maior que a luz visível (daí o nome ultravioleta, pois o violeta é a cor de maior frequência que a visão humana consegue enxergar).
A radiação ultravioleta, ou simplesmente UV, é a mais energética entre aquelas emitidas pelo sol e por isso apresenta mais perigos para diversas formas de vida da superfície terrestre. Mas, felizmente, contamos com uma importante proteção contra os malefícios provocados pela incidência desses raios, que é a camada de ozônio(O3). Essa camada forma-se na atmosferaterrestre, entre 12 e 32 km de altitude aproximadamente, e atua como um escudo, impedindo que a maior parte da radiação ultravioleta alcance a superfície do planeta.
A radiação ultravioleta pode ser classificada em três tipos: UVA, UVB e UVC. Os raios UVA têm um comprimento de onda de 320 a 400 nm e são os de maior incidência na superfície terrestre, uma vez que não são absorvidos pela camada de ozônio. Eles correspondem à maior porção do espectro ultravioleta e incidem de igual maneira durante todo o dia e em todas as estações do ano, incluindo dias nublados e com baixa luminosidade.
Os raios UVB, com comprimento de onda na faixa de 280 a 320 nm, são parcialmente absorvidos pela camada de ozônio, por isso apresentam maior incidência durante o verão, principalmente, no período das 10h às 16h, em regiões de altitudes elevadas e próximas à linha do Equador (como o Brasil, por exemplo).
Já os raios UVC apresentam um comprimento de onda menor que 280 nm, sendo, portanto a radiação que menos se aproxima da luz visível. São muito nocivos à biosfera, porém, não acometem a Terra porque são completamente absorvidos pela camada de ozônio. Através de fontes artificiais, a radiação UVC é aplicada na esterilização de materiais cirúrgicos e em processos de tratamento de água, graças à sua propriedade bactericida.
Em se tratando de saúde humana, os raios ultravioleta trazem alguns sérios danos. Os raios UVA, embora não causem queimaduras, são capazes de penetrar nas camadas mais profundas da pele e danificam as fibras de colágeno e elastina, causando o envelhecimento precoce. Os raios UVB, por sua vez, provocam vermelhidão da pele (eritrema) e queimaduras. A superexposição a esses raios, além dessas complicações, também pode levar ao surgimento de sardas e machas e até aumentar o risco de desenvolver câncer; sem esquecer dos prejuízos aos olhos, como catarata e cegueira.
Por outro lado, a ação dos raios ultravioleta também pode apresentar benefícios à vida humana. Avitamina D, substância muito importante ao metabolismo do cálcio e do fósforo, é sintetizada pela pele somente quando há exposição aos raios ultravioleta. Mas essa exposição deve ocorrer de forma moderada, preferencialmente em horários de menor incidência: antes das 10 horas da manhã e após as 16h.
Como medida preventiva, recomenda-se o uso contínuo de filtro solar, de preferência com proteção contra os raios UVA e UVB. É importante se atentar, também, ao fator de proteção solar desses produtos, ou FPS, que é o número de que determina a quantidade de tempo que um indivíduo pode ficar exposto à radiação ultravioleta sem se queimar. Quanto mais alto for o fator, maior o tempo de exposição segura. Usar óculos escuros com proteção contra raios ultravioleta e evitar exposições prolongadas e bronzeamentos artificiais também são cuidados muito importantes.
]]>
Vídeo registra momento exato em que turista é ferida por raio em praia de SP
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/04/V%C3%ADdeo-registra-momento-exato-em-que-turista-%C3%A9-ferida-por-raio-em-praia-de-SPhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/04/V%C3%ADdeo-registra-momento-exato-em-que-turista-%C3%A9-ferida-por-raio-em-praia-de-SPWed, 04 Jan 2017 12:11:25 +0000
Taline Campos, de 25 anos, caminhava em Itanhaém durante tempestade.Climatologista afirma que jovem atraiu a descarga por causa do mar.
Imagens obtidas pelo G1 mostram o exato momento em que uma turista é atingida por um raio na Praia do Sonho, em Itanhaém, no litoral paulista. Taline Campos, de 25 anos, teve uma parada cardiorrespiratória, foi internada em estado crítico e transferida para um hospital em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Um vídeo registrado por um morador da cidade mostra como tudo aconteceu. Taline caminha tranquilamente pela beira do mar, mesmo após a tempestade ter se formado. Em determinado momento, ela é atingida em cheio pelo raio e cai no chão. Uma outra pessoa, que estava ao lado dela, não se feriu.
Assim como Taline, outros moradores e turistas também preferiram não se abrigar durante a tempestade. No vídeo, é possível identificar pelo menos dez pessoas, incluindo crianças, a menos de dez metros da jovem, que caminhava sozinha no momento do acidente.
Assista ao vídeo:http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2017/01/video-registra-momento-exato-em-que-turista-e-ferida-por-raio-em-praia-de-sp.html
Resgate
Banhistas que estavam perto do local do acidente chamaram o Serviço Atendimento Móvel Urgência (Samu). A jovem foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Sabaúna, em estado gravíssimo.
O resgate da mulher foi feito em menos de 15 minutos, e ela precisou ser sedada e entubada. Segundo apurado pelo G1, na manhã da segunda-feira (2) ela foi transferida para um hospital de referência em Guarulhos, na Grande São Paulo, cidade onde Taline reside.
Região campeã de raios
De acordo com o climatologista Rodolfo Bonafim, diretor científico da ONG Amigos da Água, a região da Baixada Santista é campeã em incidências de raios durante o verão."As pessoas estão sendo imprudentes. Os turistas, por falta de conhecimento, acham que nada vai acontecer com eles. As pessoas precisam ficar espertas. A dica é olhar na direção do continente e observar as nuvens mais escuras. Isso pode evitar acidentes", afirma.
Segundo Bonafim, a tempestade deste domingo pegou muita gente de surpresa, já que as nuvens carregadas chegaram repentinamente acompanhadas por uma forte ventania.
"Tudo aconteceu muito rápido. Os bombeiros pedem para as pessoas saírem e muita gente ignora. O que aconteceu foi uma descarga pontual. O raio cair em uma pessoa é raro. Normalmente, as mortes acontecem quando o raio cai na areia ou no mar e as pessoas recebem o choque", diz.
O climatologista explica ainda que, provavelmente, a banhista foi atingida por estar em contato com a água salgada."A água salgada é um condutor de eletricidade. O ponto mais alto entre a areia e a nuvem é a pessoa. Ela acabou virando uma espécie de para-raio. O relâmpago atingir a pessoa pela cabeça pode acontecer, mas é uma situação extremamente rara",completa.
Outro caso
No dia 14 de janeiro de 2014, uma turista de 36 anos foi atingida por um raio em uma praia de Guarujá. O fotógrafo Rogério Soares, do jornal"A Tribuna", de Santos, estava fazendo fotos da orla da praia da Enseada quando, coincidentemente, flagrou o momento em que a mulher foi atingida pelo raio. A vítima, Rosângela Biavati, chegou a ser socorrida, mas morreu pouco tempo depois.
]]>
Como perceber a chegada do temporal na praia?
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/04/Como-perceber-a-chegada-do-temporal-na-praiahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/04/Como-perceber-a-chegada-do-temporal-na-praiaWed, 04 Jan 2017 11:14:11 +0000
por Josélia Pegorim
O ano de 2017 começou com uma triste notícia no litoral de São Paulo. A imprensa noticiou um grave acidente provocado por descarga elétrica (raio) em Itanhaém durante um temporal no fim da tarde do domingo, 1 de janeiro. Os efeitos da descarga elétrica foram sentidos por uma jovem de 25 anos que teve parada cardiorrespiratória e estava em estado crítico no começo da manhã desta segunda-feira, dia 2.
Temporais no litoral com chuva intensa, ventania e raios podem ocorrer em qualquer época do ano. Mas a combinação de férias, ano novo, calor e sol forte elevam o nível de risco de problemas causados por raios nas áreas litorâneas. Tradicionalmente o mês de janeiro é o mês no qual um maior número de pessoas sai de férias e um dos grandes motivos para isto é a coincidência com o recesso escolar.
Calor e nuvens de temporal
Dias quentes e úmidos são os ideais para a formação das nuvens do tipo cumulonimbus(abreviadamente chamada de Cb), que são as nuvens que provocam os raios, muitas vezes com chuva intensa e ventania.
O verão é a estação em que estas nuvens se formam em maior quantidade porque é nesta época que temos o ar mais quente e úmido, na maior parte do Brasil.
As nuvens cumulonimbus poder se formar mesmo sem ter uma frente fria por perto. O calor e a umidade do ar elevada são os principais ingredientes para a formação destas nuvens.
Cb aparece mais no litoral do Sul e do Sudeste
As nuvens cumulonimbus (Cb) aparecem mais nas praias do Sul e do Sudeste por vários motivos:
- proximidade com montanhas
as montanhas ajudam a formar nuvens
- maior incidência de frentes frias
muitas frentes frias que chegam ao Brasil avançam por toda a costa do Sul e chegam pelo menos até a altura da cidade do Rio de Janeiro; somente as frentes frias fortes conseguem chegam ao litoral da Bahia ou a outras áreas da costa leste do Nordeste.
- contraste térmico
o litoral do Sul e do Sudeste sente mais o impacto do ar frio polar que vem com as frentes frias com o ar quente que já está sobre um lugar; o choque térmico facilita a formação das nuvens Cb;
- área de baixa pressão
é mais comum a formação ou passagem de centros de baixa pressão atmosféricas próximos do litoral do Sul e do Sudeste do Brasil do que do Nordeste ou do Norte; a baixa pressão facilita a formação das nuvens Cb;
No litoral do Sul e do Sudeste, as nuvens Cb podem vir do mar para praia ou do interior do continente para a praia.
Na costa leste do Nordeste, a incidência de raios é menor, pois há menor formação de cumulonimbus, menos frentes frias e menor proximidade com montanhas.
Como perceber a chegada do temporal?
Olhando para as nuvens é possível perceber sinais de mudança tempo, da chegada de um temporal.
Em geral, antes de a chuva chegar sobre algum lugar, aumenta a quantidade de outras nuvens que nem sempre são de chuva e tiram o espaço do sol. Rajadas de vento também podem anteceder um temporal.
A chance de alguém ser atingindo diretamente por raio é baixa, em média menor do que 1 em 1 milhão. Os efeitos indiretos das descargas elétricas são os grandes causadores de vítimas fatais ou de graves sequelas. Um dos efeitos indiretos mais comuns é a parada cardíaca e respiratória.
Nuvens no horizonte
Mas estando na praia temos um grande aliado: o horizonte. É possível ver de longe se há nuvens carregadas vindas do mar ou se estão se formando sobre as áreas serranas e ameaçam avançar para a praia.
Uma vez avistada uma nuvem carregada, escura, que se movimenta do mar para praia ou da serra, não espere a chuva chegar na praia! Saia do mar e areia o quanto antes e procure abrigo em lugares seguros.
Para onde ir na hora do temporal na praia?
O seu carro, a sua casa na beira da praia, uma loja são lugares seguros para se proteger dos raios.
Mas não fique debaixo do guarda-sol, do quiosque e nem das árvores na areia e nem no calçadão da praia. Esses lugares são mais atrativos para os raios por causa do chamado"efeito de ponta". O raio tende a procurar o lugar mais próximo para descarregar. Quanto mais alto, mais longe do chão estiver um objeto, maior é a chance de você atrair a descarga elétrica.
Se você estiver em pé na areia, longe de árvores e do quiosque, você será o"objeto mais alto", mais próximo do raio. Você será o ponto "mais fácil" para o raio tocar a terra. Por isso, se não der para sair da praia, fique agachado na areia, com cabeça entre as pernas. Assim, você diminui o"efeito de ponta".
É muito importante não ficar no mar na hora do temporal! Saia imediatamente do mar ao avistar as nuvens carregadas chegando. A água salgada do mar facilita a condução da descarga elétrica. Se você estiver na água do mar, a chance de ser atingindo indiretamente pelo raio é maior.
]]>
Quitandinha transborda em Petrópolis
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/03/Quitandinha-transborda-em-Petr%C3%B3polishttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/03/Quitandinha-transborda-em-Petr%C3%B3polisTue, 03 Jan 2017 11:41:00 +0000
por Josélia Pegorim
Nuvens carregadas voltaram a se formar sobre o estado do Rio de Janeiro, após uma manhã com sol forte. A tarde desta terça-feira começou com temporais na região serrana fluminense.
A chuva começou no início da tarde e se espalhou rápido sobre as cidades serranas. Por volta das
15 horas já chovia forte chuva em toda a região de Nova Friburgo e de Teresópolis.
A chuva intensa que caiu sobre Petrópolis fez com que o nível do rio Quitandinha subisse rapidamente e transbordasse pouco depois das 17h, na altura da rua Coronel Veiga.
De acordo com o INEA, às 17h30, os demais rios monitorados na região de Petrópolis e de Teresópolis estavam em atenção. Em Nova Friburgo, o rio Cônego, na região de Olaria, permanecia em alerta.
Segundo o CEMADEN, no período entre 14h40 e 17h40 choveu 49,5 mm na região da rua Araruama, 44 mm na região da rua Paraná, em Petrópolis, dois locais de controlo do rio Quitandinha. Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, choveu 42,4 mm neste período de três horas.
O CEMADEN – Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais - registrou 33,9 mm na região do Caledônia entre 12h50 e 13h50, hora de Brasília. Na região de Teresópolis choveu cerca de 35 mm entre 13h30 e 14h30.
As áreas de instabilidade persistem sobre o estado do Rio de Janeiro por várias horas na noite desta terça-feira. A chuva deve atingir também a Baixada Fluminense e outras áreas do Grande Rio. Há risco temporais com raios e ventos forte. As pancadas podem ser fortes, com raios também em outras regiões do estado do Rio
Outra frente fria
Uma nova frente fria está prevista para chegar ao litoral sul do estado do Rio de Janeiroentre a noite de sexta-feira, 6, e a madrugada do sábado, 7 de janeiro. Esta frente fria vem com um pouco mais de força e vai fazer com que a primeira semana de 2017termine com alto risco de tempestades no Rio de Janeiro, incluindo o Grande Rio.
]]>
Quando o calorão vai acabar?
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/03/Quando-o-calor%C3%A3o-vai-acabarhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/03/Quando-o-calor%C3%A3o-vai-acabarTue, 03 Jan 2017 11:35:00 +0000
por Josélia Pegorim
A diminuição da chuva e da nebulosidade sobre o centro-sul do Brasil provocada pelo fortalecimento da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), na última semana da primavera, fez com que o calor aumentasse muito especialmente nos estados do Sul e do Sudeste, mas também no Centro-Oeste.
Fazer calor nesta época do ano é normal, mas as temperaturas dispararam com a redução da chuva e da nebulosidade alcançando marcas acima do normal para dezembro. O mês de janeiro de 2017 também começou com calor intenso.
Na cidade de São Paulo, a média da temperatura máxima entre os dias 26 de dezembro de 2016 e 2 de janeiro de 2017 foi de 32,5°C. No Rio de Janeiro, a menor temperatura máxima desde o dia 26 de dezembro do ano passado foi de 34,6°C, em 29 de dezembro de 2016.
Com ar muito quente e numa situação pré-frontal, a temperatura máxima em Florianópolis bateu em 38°C no dia 27 de dezembro.
Mas este calorão está chegando ao fim. O enfraquecimento da ASAS já está sendo esperado para o fim da primeira quinzena de janeiro. Confira o comentário da meteorologista Josélia Pegorim.
]]>
Nuvem funil se forma em Londrina (PR)
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/03/Nuvem-funil-se-forma-em-Londrina-PRhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/03/Nuvem-funil-se-forma-em-Londrina-PRTue, 03 Jan 2017 11:31:00 +0000
por Josélia Pegorim
O calor, a umidade do ar elevada e passagem de uma frente fria pelo litoral do Paraná, formaram nuvens bastante carregadas em diversas regiões do estado. Em Londrina, no norte paranaense, várias pessoas viram e fotografaram a formação de uma nuvem funil. A nuvem funil é o estágio inicial de um tornado. Quando a nuvem funil consegue tocar o solo, então denominamos de tornado.
Pelo relato dos internautas, o funil não tocou o solo e se desfez rapidamente. Mas as fotos não deixam dúvida sobre a formação do fenômeno.
Os três estados da Região Sul continuam tendo calor e fortes pancadas de chuva nesta terça-feira. O risco de tempestades e a chance de formação de nuvem funil aumenta com a nova frente fria que avança sobre o Sul no decorrer da quinta-feira, 5 de janeiro. É esperada uma acentuada queda da pressão atmosférica entre o Brasil, o Paraguai e a Argentina, o que vai colaborar para a formação de nuvens muito nuvens carregadas e até o surgimento de nuvem funil. Mas isto poderá ocorrer em qualquer lugar dos três estados.
As áreas de instabilidade associadas a esta nova frente fria já podiam ser observadas na manhã desta terça-feira sobre o Uruguai e as províncias argentinas de Entre Rios e de Buenos Aires.
]]>
Mais de 20 cidades chinesas estão em alerta vermelho por causa da poluição
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/03/Mais-de-20-cidades-chinesas-est%C3%A3o-em-alerta-vermelho-por-causa-da-polui%C3%A7%C3%A3ohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/03/Mais-de-20-cidades-chinesas-est%C3%A3o-em-alerta-vermelho-por-causa-da-polui%C3%A7%C3%A3oTue, 03 Jan 2017 11:14:00 +0000
No total, 72 cidades chinesas estão em algum tipo de alerta devido a poluição. Combinação de poluição com nevoeiro faz com que visibilidade seja inferior a 50 metros.
Um total de 25 cidades do norte, centro e leste da China estão em alerta vermelho por conta da forte poluição do ar, segundo informações divulgadas pelas autoridades e imprensa estatal.
Este é o primeiro alerta vermelho por poluição atmosférica do ano na China, após as últimas semanas de 2016 terem ações similares em Pequim e outras cidades, por conta da ampla camada de poluição na região nordeste do país.
O anúncio se soma à situação de Pequim e outras 20 cidades, que se encontram em alerta laranja há dias pelo mesmo problema, enquanto outras 16 cidades, entre elas Xian, estão em alerta amarelo.
No total, 72 cidades chinesas estão em algum tipo de alerta devido a poluição.
A região de Pequim-Tianjin-Hebei, no nordeste, estendeu seu alerta até a noite do próximo sábado, segundo anunciou nesta terça-feira (3) o Ministério de Proteção Ambiental.
Em alguns lugares dessa região, a poluição chegará a níveis "muito graves" com concentrações de partículas PM 2,5 (partículas com diâmetro equivalente inferior a 2,5 micrômetros) de até 300 microgramas por metros cúbicos (a Organização Mundial da Saúde recomenda um nível máximo de 25).
As previsões para a região do nordeste é que no domingo chegue uma frente fria que disperse a espessa camada de fumaça.
A combinação da poluição com o nevoeiro fez com que em grandes zonas, a visibilidade fosse inferior a 50 metros, segundo informou hoje o Centro Meteorológico Nacional.
Desde o último final de semana, foram registrados vários problemas em aeroportos e estradas de grandes cidades como Chengdu e Tianjin.
]]>
O que significa chuva em pontos isolados?
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/02/O-que-significa-chuva-em-pontos-isoladoshttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/02/O-que-significa-chuva-em-pontos-isoladosMon, 02 Jan 2017 12:05:00 +0000
Por Ana Clara Guerra
Ao ver a previsão do tempo nos noticiários, muita gente se pergunta:“por que falaram que ia chover, se não teve chuva na minha casa ou no meu trabalho?”.
A Somar Meteorologia explica que isso acontece quando a chuva vem de forma isolada, ou seja, quando as nuvens ficam mais carregadas em uma ou outra localidade, como uma cidade ou um bairro.
“Esta é uma condição típica na região tropical, especialmente nos meses de primavera e verão, onde a chuva está associada a uma nuvem formada por uma fonte de calor. Além disso, ela pode ser potencializada se combinada a outros fatores, como relevo e brisa do mar”,explica o climatologista Paulo Etchichury.
Outra característica da pancada de chuva isolada é a pouca durabilidade, já que ela não é realimentada por uma energia, algo bem diferente de uma precipitação influenciada por uma frente fria, que tende a ser persistente e generalizada.“Quando se tem uma chuva em pontos isolados, conhecida como chuva de verão, é sinal de que ela pode acontecer em algum momento do dia, mas terá curta duração e com isso, o dia tende a ser aproveitável”, comenta Etchichury.
Ainda de acordo com o especialista, os modelos numéricos têm evoluído muito nos últimos anos, mas ainda não permitem uma precisão exata de onde vai ou não cair uma pancada isolada, por isso, não deixe de ficar atento à previsão do tempo para não ser surpreendido pela chuva.
]]>
ZCIT influencia no Norte e no Nordeste
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/02/ZCIT-influencia-no-Norte-e-no-Nordestehttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2017/01/02/ZCIT-influencia-no-Norte-e-no-NordesteMon, 02 Jan 2017 11:39:00 +0000
por Josélia Pegorim
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ganhou força novamente na costa norte do Brasil trazendo nuvens mais carregadas para o Amapá, Pará, Maranhão, Piauí e Ceará. Nas imagens de satélite esta nebulosidade aparece como manchas azuladas entre o Amapá e o Ceará.
As áreas de instabilidade da ZCIT provocavam fortes pancadas de chuva nesta segunda-feira na região de Soure, na ilha de Marajó, Cametá, Bragança e Belém, no litoral do Pará e também em Turiaçu, no litoral do Maranhão.
Até o fim da semana, a ZCIT deve permanecer bastante ativa e provoca mais chuva no Amapá, no norte do Pará e entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte. Pode chover fortecom raios e rajadas de vento. As capitais destes estados também ficam sujeitas a chuva moderada a forte no decorrer da semana.
O mapa mostra a estimativa do volume de chuva que poderá ser acumulado nos próximos 5 dias sobre o norte da Região Norte e o Nordeste
ZCIT é um dos principais sistemas meteorológicos que atuam sobre o Brasil durante os meses de verão e parte do outono.
A ZCIT é responsável pela maior parte da chuva anual que ocorrer na porção norte daRegião Norte do Brasil que abrange Roraima, o Amapá, o norte do Pará e do Amazonas e também do norte do Nordeste, região entre o Maranhão e Rio Grande do Norte.
]]>
Cantareira completa um ano de recuperação do volume morto
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/30/Cantareira-completa-um-ano-de-recupera%C3%A7%C3%A3o-do-volume-mortohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/30/Cantareira-completa-um-ano-de-recupera%C3%A7%C3%A3o-do-volume-mortoFri, 30 Dec 2016 12:01:00 +0000
Por Ana Clara Guerra
O Sistema Cantareira, que atualmente abastece 7,4 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, completa um ano nesta sexta-feira (30) desde que saiu do volume morto, após 594 dias.
O episódio, que ficou conhecido como a crise hídrica, trouxe muita repercussão para os paulistanos que enfrentaram racionamento em vários bairros e cidades e que criaram vários métodos de economia de água.
De acordo com os dados divulgados pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) nesta quinta-feira (29), o manancial está estável pelo terceiro dia consecutivo e opera com 75,4% incluindo o volume morto, sem ele o valor está em 46,2%.
Apesar dos índices serem positivos se comparado ao último ano com apenas 29,3%, o reservatório deve fechar o mês com chuva abaixo do que é esperado para dezembro, já que recebeu 157,9mm até o momento, sendo que a média climatológica é de 220,5mm.
Além do Cantareira, o Alto Tietê também se mantém estável nesta quinta-feira com 43,4% de sua capacidade. Já o Guarapiranga e Rio Claro tiveram uma alta e operam com 73,1% e 83,9%, respectivamente, enquanto houve uma queda no Alto Cotia para 96,9% e no Rio Grande para 88,7%.
Segundo a Somar Meteorologia, a chuva não foi volumosa nos últimos dias do ano por conta de um bloqueio atmosférico no Sul, que impediu o avanço de frentes frias. “Com isso, as chuvas têm sido mal distribuídas, já que acaba recebendo apenas a umidade da Amazônia e de áreas de instabilidade”, explica a meteorologista Graziella Gonçalves.
Como será o início do ano?
A tendência para o início de 2017 é de chuva a partir da primeira semana do ano sobre os principais mananciais que abastecem a Grande São Paulo, já que uma frente fria vai conseguir romper o bloqueio atmosférico e organizar as pancadas de chuva, que podem ser com forte intensidade sobre algumas áreas por conta das altas temperaturas que antecedem a chegada das precipitações.
]]>
Conservação Internacional
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/28/Conserva%C3%A7%C3%A3o-Internacionalhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/28/Conserva%C3%A7%C3%A3o-InternacionalThu, 29 Dec 2016 01:46:53 +0000
]]>
Seguimos juntos para um 2017 mais verde
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/28/Seguimos-juntos-para-um-2017-mais-verdehttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/28/Seguimos-juntos-para-um-2017-mais-verdeThu, 29 Dec 2016 01:46:30 +0000
]]>
França inaugura a primeira estrada com painéis solares do mundo
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/28/Fran%C3%A7a-inaugura-a-primeira-estrada-com-pain%C3%A9is-solares-do-mundohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/28/Fran%C3%A7a-inaugura-a-primeira-estrada-com-pain%C3%A9is-solares-do-mundoThu, 29 Dec 2016 01:38:18 +0000
A França inaugurou na última quinta-feira (22) a primeira estrada solar do mundo. A rodovia é pavimentada com painéis solares capazes de fornecer energia para a iluminação pública de Tourouvre, pequena cidade de 5.000 habitantes no noroeste do país, na região da Normandia.
O trecho de um quilômetro coberto com 2,8 metros quadrados de painéis solares revestidos de resina foi ligado à rede de energia elétrica local, segundo anunciou a ministra do Meio Ambiente francesa, Ségolène Royal.
"Este novo uso da energia solar aproveita grandes extensões de infraestrutura rodoviária já em uso para produzir energia sem ocupar novos espaços", disse Royal por meio de um comunicado.
A ministra anunciou um plano de quatro anos para o "desenvolvimento das estradas solares", com projetos iniciais na Bretanha, no oeste, e em Marselha, no sul do país.
Uma média de 2.000 carros trafega pela estrada em Tourouvre diariamente, testando a resistência dos painéis para o projeto desenvolvido pela empresa de engenharia civil francesa Colas, uma subsidiária do gigante da construção Bouygues.
A ideia, que também está sendo explorada na Alemanha, Holanda e Estados Unidos, é que as estradas sejam ocupadas por carros em apenas 20% do tempo, oferecendo vastas extensões de superfície para absorver os raios solares.
Na Alemanha, a inovação energética está em fase de testes num trecho de 150 metros perto da cidade de Colônia, no oeste do país. Nos Estados Unidos, o estado do Missouri trabalha na instalação de painéis numa pequena área perto da famosa Route 66, a estrada que atravessa o país.
A Colas diz que, em teoria, a França poderia se tornar independente de energia não renovável pavimentando apenas um quarto dos seus milhões de quilômetros de estradas com painéis solares.
CRÍTICAS
O projeto foi alvo de críticas de diversas organizações ambientalistas que consideram seu custo, de 5 milhões de euros, exagerado para a quantidade de energia que pode produzir.
"Sem dúvida é um avanço técnico, mas para desenvolver as energias renováveis há outras prioridades do que este brinquedo que sabemos que é muito caro, mas não funciona bem", disse ao jornal Le Monde o vice-presidente da Rede para a Transição Energética (CLER), Marc Jedliczka.
O preço do quilowatt produzido nesta via solar chega a 17 euros, frente aos 1,3 euros para a geração de em uma instalação fotovoltaica –que produz volts de energia por meio da luz solar – em um telhado. Os especialistas destacam que as instalações inclinadas são mais eficientes na hora de produzir eletricidade, uma desvantagem desta iniciativa, pois está em posição horizontal.
Os responsáveis pelo projeto sustentam que o trecho inaugurado hoje é uma prova de que o preço da infraestrutura diminuirá à medida que aumente a demanda, o que barateará também o custo da energia produzida. Em 2020, disseram, o preço do quilowatt produzido em uma estrada solar será similar ao de outra usina de energia solar.
]]>
Por que tem feito tanto calor no Brasil nos últimos dias? Meteorologistas explicam
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/27/Por-que-tem-feito-tanto-calor-no-Brasil-nos-%C3%BAltimos-dias-Meteorologistas-explicamhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/27/Por-que-tem-feito-tanto-calor-no-Brasil-nos-%C3%BAltimos-dias-Meteorologistas-explicamWed, 28 Dec 2016 01:43:00 +0000
Temperaturas aumentaram em muitas cidades do país e foram atípicas nesta terça-feira (27).
Termômetros disparando, praias lotadas e muita gente aproveitando – ou reclamando – do calor. Os últimos dias têm sido de altas temperaturas em várias cidades brasileiras.
O Rio de Janeiro, por exemplo, teve nesta terça-feira (27) o dia mais quente do ano, com temperatura máxima de 42,3°C e sensação térmica de 47,7°C. Já São Paulo registrou a madrugada mais quente do ano, com temperatura mínima de 23,7°C. Cidades mais ao sul, como Curitiba e Porto Alegre, também tiveram uma madrugada e uma tarde mais quente do que o normal.
Segundo meteorologistas, o calor em dezembro vinha sendo até agora o esperado para esta época do ano, mas, nesta terça-feira (27), foi atípico em várias cidades, principalmente na área litorânea entre Florianópolis e o norte do estado do Rio de Janeiro.
A meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, explica que desde o fim da semana passada ganhou força no país o sistema de alta pressão atmosférica conhecido como ASAS (Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul), que funciona como um bloqueio para frentes frias e contribui para o aumento das temperaturas.“Esse sistema reduz a nebulosidade, a umidade e a chance de se formarem nuvens de chuva. A consequência natural é o aumento do calor”, afirma.
Já o calor“excepcional”desta terça se deve à combinação de uma série de fatores, explica a especialista.“Além do sol forte, houve a presença de ventos quentes o dia inteiro, que vieram do interior do país em direção ao litoral”, diz.
Outro causador do calor extremo é o chamado aquecimento adiabático, um processo físico em que os ventos que descem as montanhas recebem um aquecimento adicional.
Como exemplos de calor atípico, Josélia cita que Curitiba registrou a madrugada mais quente do ano, com temperatura mínima de 21,8ºC. Em Curitiba, a tarde desta terça foi também a mais quente do ano, com máxima de 33,7ºC, enquanto o litoral do Paraná registrou 39,9ºC durante o dia e Florianópolis, 37,3ºC.
Segundo Caroline Vidal, metereologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe, o aumento das temperaturas tem sido notado em todo o Brasil.“A maioria das capitais tem registrado acima de 30 graus. Curitiba, que é uma das mais frias, teve mais de 33 graus hoje. Porto Alegre registrou 37 graus ontem”, enumerou.“A região Norte é a que tem tido as menores temperaturas, por causa das chuvas.”
Já em São Paulo, a temperatura registrada na segunda-feira (26) foi de 34ºC, um pouco maior do que a máxima de dezembro de 2015, de 33,5ºC.
A meteorologista diz que, no geral, esse calor é esperado nesta época do ano, e que um dos fatores que fazem subir as temperaturas é a atuação de um anticiclone, que inibe a formação de nuvens de chuva e colabora para o calor.
Verão deve ser menos quente
Para quem está cansado das altas temperaturas, uma frente fria deve trazer algum alívio entre quarta e quinta-feira desta semana. Mas, como ela é fraca e vai passar longe do continente, a diminuição do calor deve ser ligeira, de poucos graus. Na sexta-feira, a temperatura deve subir novamente, e a virada de ano promete ser quente em várias cidades.
Mas isso não vale para todo o verão. A previsão para a estação como um todo é de predomínio de temporais e temperaturas mais amenas em relação aos anos anteriores.
Segundo o Climatempo, a maior parte das chuvas se concentrará em janeiro e fevereiro e o verão terá o predomínio do fenômeno La Niña, que mudará o cenário em comparação com o verão anterior, quando choveu mais no Sul e fez muito calor em todo o Brasil.
De acordo com o CPTEC, a previsão para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2017 é de temperatura normal no Sul e no Sudeste e normal a acima da média no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
]]>
Rio tem dia mais quente do ano, com máxima de 42,3°C, diz Alerta Rio
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/27/Rio-tem-dia-mais-quente-do-ano-com-m%C3%A1xima-de-423%C2%B0C-diz-Alerta-Riohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/27/Rio-tem-dia-mais-quente-do-ano-com-m%C3%A1xima-de-423%C2%B0C-diz-Alerta-RioWed, 28 Dec 2016 01:32:00 +0000
Sensação térmica foi de 47,7°C, segundo o sistema de medição da prefeitura. No Inmet, o registro da sensação térmica foi ainda mais alta: 49°C.
O Rio de Janeiro teve o dia mais quente do ano, com temperatura máxima de 42,3°C registrada às 13h15 em Guaratiba, Zona Oeste do Rio, pelo Alerta Rio. A sensação térmica chegou a 47,7°C, também em Guaratiba, no mesmo horário.
Os termômetros ultrapassaram a marca registrada no dia 27 de fevereiro, que teve temperatura máxima de 41,4°C e sensação térmica de 45,8°C, também na região de Guaratiba.
Na medição do Instituto Nacional de Meteorologia, a sensação térmica foi ainda maior: 49°C. A temperatura máxima, no entanto, foi mais baixa: 40°C.
Ainda nesta terça, altas temperaturas foram registradas também na Barra/Recreio (38,6°C), Santa Cruz (40,1°C), São Cristóvão (39°C) e Irajá (39,3°C), por volta das 14h15.
O calor que tem feito na última semana de 2016 já levou muitos turistas e cariocas às praias da cidade e as águas cristalinas têm encantado quem está apostando no bronzeado para o réveillon.
Segundo meteorologistas, o calor em dezembro vinha sendo até agora o esperado para esta época do ano, mas, nesta terça-feira (27), foi atípico em várias cidades, principalmente na área litorânea entre Florianópolis e o norte do estado do Rio de Janeiro.
A meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, explica que desde o fim da semana passada ganhou força no país o sistema de alta pressão atmosférica conhecido como ASAS (Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul), que funciona como um bloqueio para frentes frias e contribui para o aumento das temperaturas.“Esse sistema reduz a nebulosidade, a umidade e a chance de se formarem nuvens de chuva. A consequência natural é o aumento do calor”, afirma.
Já o calor“excepcional”desta terça se deve à combinação de uma série de fatores, explica a especialista.“Além do sol forte, houve a presença de ventos quentes o dia inteiro, que vieram do interior do país em direção ao litoral”, diz.
Outro causador do calor extremo é o chamado aquecimento adiabático, um processo físico em que os ventos que descem as montanhas recebem um aquecimento adicional.
]]>
Madrugada mais quente do ano em São Paulo
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/27/Madrugada-mais-quente-do-ano-em-S%C3%A3o-Paulohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/27/Madrugada-mais-quente-do-ano-em-S%C3%A3o-PauloWed, 28 Dec 2016 01:20:00 +0000
por Maira Di Giaimo
O calor aumentou em São Paulo e bateu recorde até na madrugada. A capital paulista registrou nesta terça-feira (27), a madrugada mais quente do ano até agora com temperatura mínima de 23,7°C, registrada no Mirante de Santana, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O recorde anterior da mínima é de 23,5°C no dia 10 de fevereiro.
A tarde desta segunda-feira (26) foi a mais quente do verão até agora na cidade de São Paulo. A temperatura máxima marcada pelo INMET foi de 33,7°C. A nova estação, que começou no dia 21 de dezembro está sendo marcada por muito calor e pancadas de chuva. No entanto, a temperatura ainda não superou as da onda de calor de outubro.Maiores temperaturas registradas em 2016:
]]>
Sensação de calor de 44°C no litoral de SP
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/27/Sensa%C3%A7%C3%A3o-de-calor-de-44%C2%B0C-no-litoral-de-SPhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/27/Sensa%C3%A7%C3%A3o-de-calor-de-44%C2%B0C-no-litoral-de-SPWed, 28 Dec 2016 01:14:00 +0000
por Josélia Pegorim
Calor infernal! Talvez esta tenha sido uma das expressões mais usadas para descrever a sensação nas praias do Espírito Santo a Santa Catarina na manhã de 27 de dezembro de 2016.
A temperatura às 11 horas da manhã chegou aos 37°C no Guarujá, no litoral de São Paulo, mas com sensação térmica de 43°C, e ao meio-dia aumentou para 38°C com sensação de 44°C. Na praia de Copacabana (RJ), às 11 horas, a temperatura era de quase 36°C, em Paraty (RJ) chegava aos 34°C, em Iguape (SP), o termômetro já encostava nos 33°C, em Saquarema (RJ), aos 35°C e em Macaé, aos 34°C. Estas medições foram do Instituto Nacional de Meteorologia. O aeroporto de Florianópolis registrava 30°C.
Na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, no aeroporto Jacarepaguá, um lugar afastado da praia, a temperatura às 11 horas era de 38°C e ao meio-dia chegou aos 40°C. Apesar do seco neste local, com umidade relativa do ar de apenas 34%, a sensação térmica no corpo era de um calor de 45°C.
Quem estava na manhã da terça-feira, 27 de dezembro, em algum lugar no litoral entre Florianópolis e Vitória via um céu praticamente todo azul, lindo! Mas o calor era tão intenso que muita gente talvez desejasse que tivesse alguma nuvem para fazer uma sombrinha. O pior erro era não ter um guarda-sol.
As imagens de satélite mostram a visão no canal visível do"calor infernal"feita pelo satélite GOES-13 às 11h15, pelo horário de Brasília, (13h15 UTC), de 27/12/2016. Para os meteorologistas, a tradução da cor preta é"sem nuvens".
A falta de nebulosidade é consequência da forte atuação do sistema de alta pressão atmosférica conhecido como ASAS (Alta (pressão) Subtropical do Atlântico Sul). O sistema de alta pressão causa a subsidência, que é um movimento de ar de cima para baixo que inibe o crescimento das nuvens. Quando esta subsidência está forte como agora, fica muito difícil a formação das grandes nuvens que podem provocar chuva e raios.
Até pelo menos o dia 31 de dezembro, as praias entre SP e ES terão muitas horas com sol forte e pouca chance de chuva. A maior chance de algumas pancadas de chuva à tarde e à noite para o litoral de São Paulo e sul do Rio de Janeiro é entre esta quarta e a quinta-feira, 29, quando ocorre a passagem de uma fraca frente fria pelo mar.
No litoral de Santa Catarina e do Paraná, a nebulosidade aumenta já nesta quarta-feira e a mudança na direção dos ventos começa a aliviar o calor. A chance de chover é alta até o dia 31 de dezembro por causa da influência de áreas de instabilidade.
]]>
China impõe novos impostos para fortalecer luta contra poluição
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/25/China-imp%C3%B5e-novos-impostos-para-fortalecer-luta-contra-polui%C3%A7%C3%A3ohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/25/China-imp%C3%B5e-novos-impostos-para-fortalecer-luta-contra-polui%C3%A7%C3%A3oMon, 26 Dec 2016 01:18:00 +0000
Parlamento aprovou nova legislação para criar taxas específicas de proteção ambiental para a indústria pela primeira vez a partir de 2018.
O Parlamento chinês aprovou neste domingo (25) uma nova legislação para criar taxas específicas de proteção ambiental para a indústria pela primeira vez a partir de 2018, como parte de um novo foco no briga contra os problemas causados pela poluição no país.
A irritação tem aumentado entre a população chinesa pelos repetidos fracassos do governo em controlar a poluição do ar, água e terra. Recentemente, enormes partes do norte da China têm passado os dias envoltas em perigosas névoas de poluição.
"Impostos são um importante meio econômico para promover a proteção do meio ambiente", afirmou em um comunicado o Ministério das Finanças chinês.
As novas taxas serão de 1,2 yuan por unidade de poluição atmosférica, 1,4 yuan por unidade de poluição aquática e 5 yuans por tonelada de perda de carvão e uma tonelada de"detritos perigosos". Os causadores de poluição sonora industrial também serão multados se excederam os limites legais.
Esta é a primeira vez que a China age especificamente para taxar riscos ambientais. A nova legislação pretende substituir um antigo sistema de multas consideradas muito baixas para realmente impedir qualquer dano ambiental.
"O propósito dessa política não é aumentar impostos, mas melhorar o sistema e encorajar as empresas a reduzir emissões - quanto mais eles poluírem, mais terão que pagar", disse o ministro do Meio Ambiente, Chen Jining, em declarações prévias.
Os detalhes da nova lei foram repetidamente discutidos e contestados pelo governo chinês e governos locais, o que gerou vários atrasos. Conflitos de interesse emergiram com outros departamentos temerosos de perder recursos gerados pelo sistema anterior de taxas. Além disso, pesquisadores queriam incluir o dióxido de carbono e outros gases que causam efeito estufa nos planos de controle, mas sem sucesso.
]]>
16 fatos marcantes para o clima em 2016
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/23/16-fatos-marcantes-para-o-clima-em-2016http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/23/16-fatos-marcantes-para-o-clima-em-2016Sat, 24 Dec 2016 01:22:00 +0000
Observatório do Clima
Relembre nesta retrospectiva os principais eventos e personagens que tornaram o ano que termina um marco, para o bem e para o mal, na história do combate ao aquecimento da Terra
1. O ano mais quente da história
Você já sabe, mas não custa repetir: o ano que se encerra bateu de longe, de , todos os recordes de temperatura desde o início dos registros globais com termômetros, em 1880, e provavelmente desde a própria invenção do termômetro, em 1850.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o ano deve fechar com uma média global 1,2oC mais alta do que na era pré-industrial. Foi o maior aumento anual de temperatura de todos os tempos: 0,2oC.
A culpa, como os cientistas já disseram várias vezes, foi de um El Niño monstro entre 2015 e 2016, sobreposto a uma tendência de aquecimento global que tende a acelerar devido ao encerramento de uma fase fria do Oceano Pacífico que durou uma década. Para 2017, felizmente, a previsão é menos sombria: dificilmente o ano novo baterá o calor de 2016. Mas sempre podemos contar com os maus hábitos da humanidade para produzir novos recordes.
2. Donald Trump
A surpreendente eleição do bilionário/mitômano/agressor sexual/negacionista do clima, em novembro, botou em pânico a comunidade internacional – exceto talvez o governo russo. Desde então, muita gente tem tentado enxergar um fio de esperança em algum lugar: Trump disse que vê“alguma conexão”entre o aquecimento global e a ação humana! Aleluia! Trump se encontrou com Al Gore! Hosana nas alturas! Trump recebeu Leonardo DiCaprio! Glória a Deus!
O próprio Trump se encarregou na sequência de mostrar a que realmente veio: nomeou três negacionistas de alto coturno para a Agência de Proteção Ambiental, para o Departamento de Energia e para o Departamento do Interior. Ameaçou cortar a verba de pesquisas climáticas da Nasa. Cereja do bolo, anunciou que seu secretário de Estado será Rex Tillerson, presidente da Exxon. Ela mesma, a empresa que passou duas décadas financiando todo tipo de ataque à ciência do clima, mesmo sabendo desde os anos 1970 da conexão entre o petróleo e o aquecimento da Terra.
Cientistas do clima já estão copiando freneticamente as bases de dados climatológicos do governo que podem ser vítimas do esquadrão da morte do gabinete trumpista.
Tudo indica que o governo do republicano será tão ruim quanto parece. Mais uma vez, boa sorte ao mundo para resolver o problema com o governo americano jogando contra.
3. O Acordo de Paris agora é lei
Motivada em parte pelo medo de que a eleição americana pudesse dar no que deu, a ONU iniciou no começo uma ofensiva diplomática sem precedentes para botar o Acordo de Paris em vigor ainda em 2016, quatro anos antes do prazo oficial. O esforço foi liderado pelo secretário-geral, Ban Ki-moon, com forte apoio dos líderes dos EUA, Barack Obama, da China, Xi Jinping, e da ministra do Meio Ambiente da França, Segolène Royal. E contou com uma esperta manobra jurídica da União Europeia para dispensar a ratificação em bloco e permitir que cada um dos 28 países pudesse somar seu esforço de corte individualmente, de forma a cumprir os critérios para a entrada em vigor. Desde 4 de novembro, Paris é lei no mundo inteiro, inclusive no Brasil.
4. A China desacelera – e as emissões globais vão junto
Em março, uma análise da trajetória de emissões da China sugeriu que o maior poluidor do planeta pudesse ter alcançado seu pico de emissões de gases-estufa em 2015, 15 anos antes do que se comprometeu a fazer na sua NDC. Na nova versão do Plano Quinquenal, a China se comprometeu a reduzir o uso de carvão mineral para gerar energia e a limitar o crescimento a“apenas”6% ao ano (sambando na cara do Brasil). Também no começo do ano, o governo chinês anunciou o fechamento maciço de minas de carvão.
Dois bons motivos estão por trás do movimento: o alto grau de competitividade de suas indústrias de energia limpa e o estado de convulsão social causado pela poluição do ar. Só as emissões de particulados finos, em sua maior parte pelas termelétricas a carvão, matam 1,4 milhão de pessoas por ano no país. (Como nada é o que parece no mundo, a China vem sendo acusada de exportar usinas a carvão para países africanos, efetivamente terceirizando suas emissões.)
Seja qual for a razão, o mundo agradece: graças à queda das emissões por energia na China e nos EUA, 2015, em 2015 as emissões de CO2 globais por queima de combustíveis fósseis ficaram estagnadas pela primeira vez num ano de crescimento econômico, e em 2016 a previsão é que elas sigam sem crescer. É cedo para dizer se essa tendência será permanente, porém.
5. Rio-2016 leva o clima às massas
A abertura da Olimpíada do Rio foi uma das poucas gratas surpresas de 2016 no Brasil. Num país mergulhado em recessão e pessimismo, o show inverteu expectativas e a lógica geopolítica de espetáculos desse tipo, marcados sempre por um complexo freudiano de“o meu (país) é maior do que o seu”.
Os Jogos do Rio, que tiveram codireção do cineasta e ambientalista Fernando Meirelles, trouxeram uma mensagem global. E a mudança climática foi parte importante dela. Durante cerca de quatro minutos, mais de 3 bilhões de pessoas assistiram em suas TVs às assustadoras projeções de aumento do nível do mar e aos gráficos de temperatura do painel do clima da ONU. Foi a maior audiência da história para a ciência climática.
E não ficou só nisso: durante os Jogos, mais de cem atletas de 34 países se engajaram na campanha 1,5oC – o recorde que não devemos quebrar, do Observatório do Clima com o Fórum dos Países Vulneráveis, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o GIP (Gestão de Interesse Público). Eles mandaram pelas redes sociais sua mensagem de que a sobrevivência de várias nações dependem do alcance da meta mais ambiciosa do Acordo de Paris.
6. Eventos extremos: o batom na cueca da humanidade
O ano, nem precisa dizer, foi de eventos climáticos extremos. O furacão Matthew se abateu sobre o Haiti em outubro, matando quase 550 pessoas. Recordes históricos de temperatura foram batidos na África do Sul (42,7oC em Pretória), na Tailândia (44,6oC), na Índia (51oC) e no Kuwait (54oC – credo!). O Canadá teve o pior incêndio florestal de sua história.
O Nordeste do Brasil, que já vinha sendo impactado por quatro anos de chuvas abaixo do normal, teve uma estiagem extremada. No Brasil inteiro, 2.034 municípios estavam em situação de emergência em novembro de 2016, 1.522 deles no Nordeste. Brasília entrou em situação crítica de abastecimento de água pela primeira vez.
O gelo marinho no Ártico teve sua segunda menor extensão já medida no verão – e, para surpresa até dos cientistas polares, que acham que já viram de tudo, derreteu também no inverno, impulsionado por temperaturas até 20oC mais altas que a média em algumas regiões (sim, você leu certo: 20oC).
E foi também em 2016 que os cientistas começaram de forma sistemática a atribuir eventos extremos individuais à mudança climática, algo que até poucos anos atrás era considerado heresia. Em novembro, a Organização Meteorológica Mundial afirmou que mais de metade de 79 extremos registrados no mundo todo entre 2011 e 2015, inclusive a estiagem na Amazônia entre 2014 e 2015, teve influência direta do aquecimento da Terra.
7. O Congresso brasileiro fossiliza…
Foi um ano difícil para ser parlamentar no Brasil. A Lava Jato apertou como nunca o cerco a deputados e senadores de diversos partidos. O achacador-geral da União, Eduardo Cunha, foi ver o sol nascer quadrado em Curitiba. A confiança da população no Congresso é a menor em 23 anos. E os bocudos da Odebrecht ainda resolveram contar para todo mundo como funciona o esquema de pagar deputados e senadores para aprovar projetos de lei.
Foi nesse climão que duas peças para lá de bizarras entraram em tramitação: uma delas é um projeto de lei que propõe a liberação dos carros de passeio a diesel no Brasil. O segundo criava nada mais, nada menos que um programa de incentivo ao carvão mineral, com construção de novas usinas. O presidente Michel Temer teve o bom senso de vetá-lo.
O projeto do diesel, objeto de grita generalizada da sociedade civil, mereceu até comissão especial: iria a plenário sem precisar passar por nenhuma outra comissão. Visto que a proposta não interessa nem ao governo, nem à Petrobras, é de se imaginar por que razão teria aparecido. Uma pista: quem criou a comissão especial foi ele mesmo, Eduardo Cunha.
Para não dizer que tudo foram trevas, o mesmo Parlamento que queria ressuscitar os piores combustíveis fósseis aprovou a ratificação do Acordo de Paris em tempo recorde: menos de três meses, e no meio de uma crise política.
8.…e o BNDES desfossiliza
Premido pela crise econômica, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social resolveu estancar o desperdício de dinheiro público em projetos energéticos sujos ou de futuro incerto: anunciou que não financiaria mais novas usinas termelétricas a óleo e carvão mineral com crédito subsidiado. As grandes hidrelétricas, pedra de toque da política energética do governo passado, vão receber menos dinheiro: o crédito subsidiado caiu de 70% para 50% do valor do empreendimento. Por outro lado, o BNDES aumentou seu crédito para energia solar: de 70% para 80% do valor do projeto.
9. A morte da Grande Barreira
Temperaturas do mar acima da média desde 2014, e agravadas pelo El Niño de 2015/16, causaram o pior evento global de branqueamento de corais da história. O branqueamento ocorre quando o calor excessivo impede a sobrevivência das microalgas que vivem em simbiose com os corais e mantêm os recifes vivos. O fenômeno atingiu corais em quase 40 países, inclusive no Brasil. Entre as vítimas está o maior conjunto de recifes do mundo, a Grande Barreira de Coral da Austrália, que se estende por 2.300 quilômetros. Segundo levantamento do Conselho do Clima australiano, 93% dos recifes da Grande Barreira sofreram algum grau de branqueamento. O governo australiano publicou em junho a informação de que 22% dos corais do país estavam mortos.
As consequências econômicas nos próximos anos tendem a ser desastrosas. Os corais abrigam 25% das espécies de peixe do mundo, e meio bilhão de pessoas dependem diretamente desses ecossistemas para sobreviver.
10. Usina de São Luiz é enterrada (mas a cova é rasa)
Em 2016, um dos projetos faraônicos mais insanos do setor de energia do país foi enterrado, na esteira da crise econômica e das prisões dos empreiteiros da Lava Jato: a usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, um monstrengo que se aboletaria em uma das últimas zonas de floresta preservada contínua do sul do Estado. A usina, de 8.040 megawatts, alagaria o equivalente a meia cidade de São Paulo para gerar como energia firme metade desse total, a um custo de R$ 30 bilhões – que graças à Lava Jato nós sabemos como seriam gastos.
A presidente do Ibama, Suely Araújo, determinou em agosto o arquivamento do processo de licenciamento ambiental da hidrelétrica, por insuficiência do EIA-Rima. Num passado não muito distante, teria sido demitida no ato.
Ambientalistas, ribeirinhos e indígenas comemoraram. Mas eis que, alguns meses depois, e Eletrobras volta a falar na retomada de São Luiz. Não é para agora: seria para 2022, quando o PIB quiçá tenha voltado ao azul e a turma da engenharia esteja de volta das férias em Curitiba.
11. A volta do que não foi
Desta vez não houve pompa e circunstância, nem bateção de bumbo na conferência do clima. O desmatamento na Amazônia explodiu em 2016, e o governo sentou-se em cima dos dados até quando pôde. Ao contrário dos anos de queda na taxa, nos quais se convocava a indefectível entrevista coletiva para anunciar a boa nova, a subida de 29% (para quase 8.000 quilômetros quadrados) foi objeto de um estranho não-anúncio: o ministro do Meio Ambiente divulgou as medidas pretendidas para conter a alta, mas recusou-se a informar de quanto ela foi – admitiu, porém, que se trata de uma reversão na curva, já que este é o segundo ano consecutivo em que a taxa sobe. O dado só seria inserido no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais várias horas depois.
A elevação significará mais 130 milhões de toneladas de CO2 na conta de emissões do Brasil em 2016, e um esforço redobrado para atingir o compromisso de cortar em 80% as emissões por devastação na Amazônia em 2020.
O governo reagiu à disparada das motosserras anunciando a divulgação pública dos dados do Cadastro Ambiental Rural – contendo imagens de satélite de mais de 3 milhões de propriedades rurais, que agora podem ser monitoradas por qualquer cidadão. O aumento da transparência causou comoção entre os fazendeiros, que ameaçaram processar o ministro por“violação de privacidade”.
12. Kigali e Montréal salvam o dia…
Em outubro, duas cidades sem nada em comum inscreveram seus nomes na história do combate à mudança do clima. No começo do mês, a rica Montréal, no Canadá, foi palco de uma reunião da Oaci (Organização Internacional da Aviação Civil) que fechou o primeiro acordo global para conter as emissões do transporte aéreo internacional. Duas semanas depois, a pobre Kigali, palco do genocídio de Ruanda de 1994, sediou o encontro que fechou um acordo contra uma categoria de gases“superpoluentes”, os HFCs. Juntas, as duas decisões deram um pouco mais de esperança à humanidade de evitar um aquecimento global catastrófico.
A Oaci adotou um mecanismo de mercado para compensar o crescimento das emissões da aviação internacional a partir de 2020. Se deixado sem controle, o setor cresceria suas emissões em 300% até 2050, garantindo o estouro da meta de Paris. O novo mecanismo significa que tudo que a aviação internacional emitir a mais a partir de 2020 precisará ser neutralizado. Mas tem uma pegadinha: sua primeira fase, que vai até 2026, é de adesão voluntária. E o Brasil, por exemplo, ainda não aderiu.
Na capital de Ruanda, foi acordada uma emenda ao Protocolo de Montréal (aquele da camada de ozônio) para congelar e banir os HFCs. Esses gases substituem os nocivos CFCs em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. Só que são gases de efeito estufa milhares de vezes mais potentes do que o CO2. A expectativa é que a emenda de Kigali, que prevê a redução dos HFCs a partir de 2019, possa evitar até 0,5oC de aquecimento global neste século.
13.…e Marrakesh mantém a bola rolando
Também na África aconteceu em novembro a COP22, a conferência do clima de Marrakesh. Ninguém esperava muita coisa de Marrakesh, e de fato ela não entregou muita coisa: sua decisão mais importante foi antecipar a data de finalização do manual de instruções de 2020 para 2018.
O fato mais importante de Marrakesh ocorreu fora da COP: a trágica eleição americana, que azedou o ambiente na Cidade Ocre nos primeiros dias de reunião. Havia a expectativa constante de que Trump fosse anunciar a qualquer momento a retirada dos EUA do acordo ou da Convenção do Clima. Isso não aconteceu (ainda). Mas o balde de água fria teve um efeito positivo, no final: todos os países reafirmaram seu compromisso político de levar o Acordo de Paris a bom termo, com ou sem os Estados Unidos. E a China passou a despontar ao lado da União Europeia como líder no combate à mudança climática. Insh’allah.
14. Diga-me quanto emites e eu te direi quanto vales
2016 também foi marcado, ainda que discretamente, como o ano em que a finança mundial começou a entender a“bolha de carbono”. Uma força-tarefa criada no âmbito do G20, o grupo dos 20 maiores emissores, recomendou às empresas que divulguem como gerenciam os riscos que as mudanças climáticas causam a seus negócios e como estão cortando as emissões dos gases de efeito estufa.
A Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas com o, criada pelo FSB (Conselho de Estabilidade Financeira) do G20, pôs suas recomendações em consulta pública em dezembro. Elas incluem a identificação, avaliação e gerenciamento dos riscos e oportunidades relacionados ao clima. Também abrangem a descrição do impacto potencial sobre as empresas da limitação do aumento da temperatura global a 2oC – em especial sobre as indústrias fósseis.
Esse setor poderia perder US$ 34 trilhões em receitas até 2040, já que cumprir o Acordo de Paris exige necessariamente que a maior parte das reservas de petróleo e carvão sejam deixadas no subsolo. O presidente do Banco da Inglaterra e do FSB, Mark Carney, tem alertado desde o ano passado para a chamada“bolha de carbono”, ou o risco de manter investimentos em ativos fósseis que tendem a virar passivos muito em breve com as regulações climáticas e a expansão vertiginosa das energias renováveis.
15. Emissões de metano disparam
O ano poderia ter acabado sem mais essa: em dezembro, o consórcio internacional Global Carbon Project publicou o balanço global do metano, o segundo gás de efeito estufa mais importante. E concluiu que o aumento da concentração dessa substância na atmosfera cresceu 14 vezes entre o começo do século e 2012. As causas ainda são tema de debate, mas a agropecuária e o desmatamento são apontadas como vilãs. Outro fator que pode ter feito a diferença é um aumento brutal das emissões de metano por ecossistemas tropicais, em especial na América do Sul. Os cientistas não descartam que isso possa ser já um dos temidos“feedbacks positivos”do aquecimento global: emissões aumentam a temperatura, que perturba os ecossistemas, que aumentam ainda mais as emissões, num círculo vicioso.
16. Obama e Ban Ki-moon cumprem suas promessas
Em 2016, dois líderes mundiais terminam seus mandatos na condição de heróis da luta contra a mudança climática: o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente dos EUA, Barack Obama.
Obama assumiu em 2009 com o pé esquerdo: uniu-se à China para melar a conferência do clima de Copenhague, frustrando a expectativa de 7 bilhões de pessoas interessadas num acordo que pudesse garantir a segurança do planeta. Em seu segundo mandato, ele se redimiu.
O havaiano surfou a boa onda do gás natural, que começara a substituir o carvão na geração de energia, e limitou as emissões de CO2 das termelétricas via Agência de Proteção Ambiental, contornando o Congresso republicano. No final de 2014, costurou com a China o entendimento que tornou possível o Acordo de Paris. Em 2015, baixou o Plano de Energia Limpa, destinado a cumprir as metas da NDC americana. E, nos últimos dias de mandato, jogou uma casca de banana para Donald Trump: usou uma obscura lei de 1953 para proibir toda a exploração de petróleo e gás no Ártico e na costa atlântica dos Estados Unidos.
O sul-coreano Ban era um virtual desconhecido de sotaque engraçado em 2007, quando assumiu a ONU no lugar do carismático Kofi Annan. Não tardou a identificar no combate ao aquecimento global uma potencial tábua de salvação para o multilateralismo e uma oportunidade de a desacreditada organização mostrar sua relevância. Agigantou-se – sem perder a discrição. Girou o mundo martelando à exaustão o discurso de que não é possível combater a pobreza sem agir também contra o caos climático. Foi um dos mentores do Acordo de Paris e o principal responsável por sua entrada antecipada em vigor. Em sua última entrevista coletiva numa COP, em Marrakesh, lançou um sutil desafio a Donald Trump sobre a ação climática:“O que antes era uma união impensável de países em torno do objetivo climático agora é algo irrefreável”.
]]>
ASAS influencia o Sudeste
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/21/ASAS-influencia-o-Sudestehttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/21/ASAS-influencia-o-SudesteWed, 21 Dec 2016 12:34:16 +0000
]]>
Previsão Natal 2016
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/21/Previs%C3%A3o-Natal-2016http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/21/Previs%C3%A3o-Natal-2016Wed, 21 Dec 2016 12:33:29 +0000
]]>
Amazônia necessita de novo modelo de desenvolvimento econômico, avaliam pesquisadores
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/20/Amaz%C3%B4nia-necessita-de-novo-modelo-de-desenvolvimento-econ%C3%B4mico-avaliam-pesquisadoreshttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/20/Amaz%C3%B4nia-necessita-de-novo-modelo-de-desenvolvimento-econ%C3%B4mico-avaliam-pesquisadoresWed, 21 Dec 2016 01:38:00 +0000
Elton Alisson | Agência FAPESP– A Amazônia necessita de um novo modelo de desenvolvimento econômico, fundamentado na combinação de tecnologias digitais e biológicas avançadas com os ativos biológicos do bioma.
A avaliação foi feita por participantes do“Simpósio Internacional de Bioeconomia”, realizado nos dias 9 e 10 de dezembro, em São Paulo.
Promovido pelo Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com apoio da FAPESP, o evento teve como objetivo debater experiências internacionais bem-sucedidas em bioeconomia – que reúne segmentos econômicos que utilizam recursos biológicos de forma sustentável – e estabelecer parcerias com outros países a fim de dinamizar o setor no Brasil.
O simpósio integrou um dos encontros preparatórios para a realização do“Summit Bioeconomy 2017”, previsto para ocorrer no ano que vem, em São Paulo, com o objetivo de consolidar estratégias de bioeconomia para a formulação de políticas públicas no Brasil voltadas para estimular o setor no país.
“Em vez de olhar só para os recursos naturais e para os serviços ecossistêmicos oferecidos pela Amazônia, é preciso focar nos ativos biológicos do bioma que representam uma grande oportunidade para o desenvolvimento de tecnologias avançadas integrantes da chamada Quarta Revolução Industrial”, disse Juan Carlos Castilla-Rubio, presidente do conselho da Space Times Ventures – uma empresa de tecnologia brasileira especializada em incubar e escalonar mudanças em sistemas de produção de indústrias baseadas no uso intensivo de recursos.
O empreendedor peruano é um dos autores de um artigo publicado em agosto na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), liderado por Carlos Afonso Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e membro da coordenação executiva do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).
No artigo, os pesquisadores propõem um plano para mudar os paradigmas de desenvolvimento sustentável, transformando o bioma em um polo de inovação tecnológica em grande escala.
O novo paradigma consistiria em empregar tecnologias digitais e biológicas avançadas da chamada Quarta Revolução Industrial – como inteligência artificial, robótica, internet das coisas, genômica, edição genética, nanotecnologias, impressão 3D –, associando-as ao conhecimento tradicional da região, a fim de criar produtos e serviços inovadores de alto valor agregado.
“Na nossa visão, a combinação de tecnologias digitais e avançadas da Quarta Revolução Industrial com os ativos biológicos e biomiméticos [que imitam a natureza para criar produtos] poderia dar origem a uma economia talvez de vários trilhões de dólares na Amazônia, e não de dezenas de milhões de dólares que temos hoje na região, focada em recursos naturais”, estimou Castilla-Rubio.
Borboletas morpha
De acordo com ele, um dos exemplos de ativos biológicos, como plantas e animais, existentes na Amazônia e nos quais as indústrias já têm se inspirado para desenvolver novos produtos usando tecnologias digitais, como impressão 3D e computação quântica, é o das borboletas morpha.
Consideradas algumas das borboletas mais belas do mundo, as asas desse gênero de abelhas apresentam uma coloração azul metálica, produzida não pela pigmentação, mas pela interação da luz com estruturas nanométricas (da bilionésima parte do metro) de diferentes índices de refração, que reforçam a reflexão de determinados comprimentos de onda.
Dessa forma, as características da coloração das borboletas morpha pode mudar de acordo com o ângulo de incidência da luz e de observação – fenômeno chamado de coloração iridescente.
“As estruturas nanométricas e o movimento de asas das borboletas morpha têm sido objeto de diversas pesquisas voltadas a desenvolver tecidos, revestimentos e painéis solares de altíssimo desempenho”, afirmou Castilla-Rubio.
Outro exemplo, segundo ele, é de uma espuma produzida pela rã-tungara (Physalaemus pustulosus) para servir de abrigo para seu ovos ou girinos em pequenos lagos ou poças d’água na Amazônia.
Composta por enzimas, que protegem os ovos e os girinos contra patógenos presentes na água e da luz solar, a estrutura do material tem inspirado o desenvolvimento de materiais fotossintéticos capazes de converter energia solar em biocombustíveis e para capturar dióxido de carbono da atmosfera, apontou Castilla-Rubio.
“Acreditamos que combinando as tecnologias digitais e avançadas com os recursos biológicos da Amazônia poderemos gerar novos produtos, soluções e plataformas tecnológicas não só para os mercados já existentes, como também criar outros totalmente novos”, avaliou.
“Temos discutido esse novo modelo de desenvolvimento econômico da Amazônia nos últimos seis meses no âmbito não só do Conic da Fiesp, como também no Fórum Econômico Mundial, do qual sou membro do conselho consultivo, e recebido amplo apoio”, afirmou.
Proteção da biodiversidade
Os autores do estudo ponderam, contudo, que os ativos biológicos encontrados na Amazônia só poderão contribuir para impulsionar a nova revolução industrial se a biodiversidade da floresta for protegida.
De acordo com dados apresentados por Nobre, o modelo de desenvolvimento implementado na Amazônia nos últimos 50 anos, calcado na substituição de áreas de floresta para produção agrícola, causou grandes transformações ambientais no bioma amazônico.
“A fronteira agrícola avançou muito rapidamente sobre a floresta, baseada em uma agricultura primitiva, além de insustentável e de baixa produtividade, caracterizada pelo uso do fogo, que é o principal agente de modificação do espaço amazônico e também de uma forma bastante rápida de extrair madeira, em grande parte ilegal”, afirmou Nobre.
A temperatura na Amazônia aumentou 1,1º C nas últimas décadas, apontou o pesquisador.
Se a temperatura do bioma aumentar 4º C ou se o desmatamento passar de 40%, o bioma pode atingir um ponto de ruptura, resultando em um processo de savanização irreversível.
“Estamos observando que a estação seca em parte da Amazônia – que dura entre três e quatro meses, no máximo – está ficando mais longa. Se isso se tornar uma tendência há o risco de a Amazônia savanizar”, avaliou Nobre.
O artigo“Land-use and climate change risks in the Amazon and the need of a novel sustainable development paradigm”(doi: 10.1073/pnas.1605516113), de Nobre e outros, pode ser lido na revista PNAS emwww.pnas.org/content/113/39/10759.abstract.
]]>
Verão no Hemisfério Sul começa nesta quarta-feira (21)
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/20/Ver%C3%A3o-no-Hemisf%C3%A9rio-Sul-come%C3%A7a-nesta-quarta-feira-21http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/20/Ver%C3%A3o-no-Hemisf%C3%A9rio-Sul-come%C3%A7a-nesta-quarta-feira-21Tue, 20 Dec 2016 12:27:00 +0000
Solstício de Verão começa às 8h44 desta quarta; temperaturas devem se manter na média em grande parte do País e mais altas no Norte e Nordeste
Por Portal Brasil
O verão começa às 8h44 desta quarta-feira (21). É nessa hora que o Sol vai atingir o seu ponto mais distante do Equador celeste no Hemisfério Sul, dando início à estação mais quente do ano na porção austral do planeta – na parte norte, começa o inverno.
"No início dessa estação ocorre o dia mais longo do ano: o Solstício de Verão. É como se o Sol, ao chegar ao ponto mais distante, fizesse uma parada para retornar",explica a pesquisadora da Coordenação de Pesquisa em Astronomia e Astrofísica do Observatório Nacional (ON), Josina Nascimento.
De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), as temperaturas devem se manter na média histórica em grande parte do País. Nas regiões Norte e Nordeste, por outro lado, elas podem ser maiores.
Com relação à ocorrência de chuvas, os satélites apresentam baixa visibilidade na maior parte do território brasileiro que inclui as Regiões Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte."A previsão de precipitação das chuvas deve ficar acima da faixa normal para o sul e abaixo para o norte da Região Norte e Nordeste", explica a pesquisadora do Cptec/Inpe, Renata Tedeschi.
Quanto ao calor, Renata adverte que o verão só é excepcionalmente em algumas pates do País."Só é válido para as Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Nas demais regiões, as temperaturas médias são muito próximas durante todo ano", explica.
Estações do ano
Cada estação é definida pela posição da Terra em sua órbita em torno do Sol e pela inclinação do eixo de rotação do planeta. A depender da posição em relação ao astro, determinadas porções do globo ficam mais quentes ou frias.
O horário e o dia do início das estações variam a cada ano porque o chamado ano civil da Terra não é idêntico ao período de translação do planeta, de aproximadamente 365 dias e 6 horas.
"A cada quatro anos, ocorre o ano bissexto, com 366 dias, para compensar essa defasagem. Assim, pode-se observar que o instante do início da estação vai aumentando de cerca de seis horas de um ano para outro, mas com o bissexto esse horário volta a ser próximo do que era no ano bissexto anterior, como em um ciclo", explica Josina Nascimento.
]]>
Simepar e Defesa Civil lançam serviço de alerta para banhistas
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/20/Simepar-e-Defesa-Civil-lan%C3%A7am-servi%C3%A7o-de-alerta-para-banhistashttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/20/Simepar-e-Defesa-Civil-lan%C3%A7am-servi%C3%A7o-de-alerta-para-banhistasTue, 20 Dec 2016 12:10:00 +0000
O verão começa às 8h44 desta quarta-feira 21 de dezembro e termina às 7h29 do dia 20 de março de 2017. O início da estação será influenciado pelo fenômeno La Niña de fraca intensidade, que resfria a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e deve perder força paulatinamente até março.
"As análises preliminares indicam que o verão paranaense terá comportamento típico, com calor elevado e massas de ar instáveis causando chuvas curtas e fortes, com muitos raios e rajadas de ventos, geralmente no período da tarde", informa o meteorologista do Simepar, Cezar Duquia. Não há previsão de seca. Eventuais oscilações nos índices de temperatura e chuvas não serão significativas, pois de modo geral os valores deverão permanecer dentro das médias históricas para cada região do estado. As temperaturas mais altas ocorrem na Região Noroeste e as mais baixas são registradas na Região Sul.
Segundo Duquia, os sistemas frontais - frentes frias ou quentes - que se deslocam pelo sul e sudeste do Brasil abastecem a atmosfera de umidade, favorecendo a ocorrência de chuvas. No entanto, esses sistemas meteorológicos não são os únicos provedores das chuvas para as diferentes regiões paranaenses, pois há também os aglomerados de nuvens que, dependendo de suas dimensões e organização, podem causar chuvas rápidas e intensas."As nuvens podem se formar a partir da influência local de fatores como relevo, aquecimento e ventos locais, bem como fazer parte de uma instabilidade atmosférica organizada em escala mais abrangente, que pode se estender além dos limites do estado",explica o meteorologista.
A tendência climática para este verão está baseada na análise conjunta das condições oceânicas e atmosféricas e dos modelos de previsão climática sazonal. Considera ainda a previsão consensual lançada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).
ALERTA PARA BANHISTAS– A Operação Verão deste ano terá uma novidade: um serviço de alerta de tempestades para banhistas desenvolvido pelo Simepar e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. O aplicativo mobile do Corpo de Bombeiros do Paraná transmitirá informações sobre a condição do mar, balneabilidade da água, telefones de emergência e avisos meteorológicos. Segundo o Capitão Romero Nunes da Silva Filho, no litoral os salva-vidas estarão munidos de smartphones conectados ao aplicativo e adotarão medidas preventivas sempre que receberem os alertas:"Na iminência de uma tempestade com raios ou ressaca, os banhistas serão instados a se retirarem das áreas abertas e dos locais com estruturas pontiagudas – como um guarda-sol - e orientados a buscarem proteção no interior de imóveis e veículos", explica o bombeiro. Os banhistas também poderão acessar o aplicativo, que já está disponível para o sistema Android e em fase de finalização para iOS.
Para emitir os alertas, os meteorologistas do Simepar farão uso do Sipper – Sistema de Previsão Probabilística de Eventos de Raios, capaz de prever com uma hora de antecedência o comportamento de uma tempestade de raios rastreando-a por até três horas. Também serão utilizadas estações meteorológicas de superfície, radares e satélites. Para tanto, o litoral estará dividido em três áreas de monitoramento: sul, norte e Ponta da Pita."Essas modernas tecnologias estarão à disposição da Defesa Civil e da comunidade para poupar vidas",afirma o diretor presidente do Simepar, Eduardo Alvim Leite, que chama atenção para as estatísticas de mortes causadas por raios no Brasil e no Paraná.
Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) indicam que 1.790 pessoas morreram vítimas de raios no Brasil nos últimos 15 anos – uma média de 120 mortes anuais. No Paraná, ocorreram 90 mortes no mesmo período – uma média de seis por ano. O estado registra média anual de incidência de cinco descargas nuvem-solo por quilômetro quadrado, o que corresponde a cerca de um raio por quilômetro quadrado por mês durante o verão. Segundo Alvim Leite, em média 43% das descargas ocorrem no verão e a metade delas em locais a descoberto, o que torna a praia local de alta periculosidade sob tempestade com raios, considerando a grande afluência de pessoas ao litoral com atividades ao ar livre nesta estação.
Características do verão
A expressão verão tem origem no latim vulgar veranum, que se refere a veranuns tempus. Caracteriza-se por temperaturas mais elevadas e dias mais longos na porção da Terra que fica mais próxima ao sol. É comum a ocorrência de chuvas de curta duração e forte intensidade devido à evaporação das águas provocada pelo calor. Na Região Sul do Brasil, as chuvas costumam variar entre 300 mm e 500 mm.
IMAGEM – Previsão probabilística para o verão na Região Sul do Brasil lançada pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) disponível em
]]>
Chuvas ganham força na região Norte
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/19/Chuvas-ganham-for%C3%A7a-na-regi%C3%A3o-Nortehttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/19/Chuvas-ganham-for%C3%A7a-na-regi%C3%A3o-NorteMon, 19 Dec 2016 12:02:00 +0000
Alta da Bolívia, calor e umidade geram chuva volumosa em grande parte dos Estados até o Natal
Por Monique Gentil
Um bloqueio atmosférico atua sobre o Sudeste e impede a passagem de frentes frias mantendo-as na região Sul ao longo desta semana, o sistema também deve empurrar a Alta da Bolívia, que provoca temporais no Centro-Norte do país, mais para oeste. Ainda assim, a previsão da Somar Meteorologia indica que o fenômeno vai continuar a provocar chuvas intensas e volumosas em grande parte da região Norte até o final da semana.
De acordo com o meteorologista da Somar, Celso Oliveira, as chuvas ocorrem principalmente no período da tarde e são intensificadas pela umidade da Amazônia, além das temperaturas elevadas, uma vez que as máximas ficam acima dos 30ºC em toda a região até o Natal.
“O único local que deve receber uma quantidade menor de chuva é o Tocantins, onde o tempo seco predomina principalmente no leste e sul do Estado”, comenta Oliveira.“No litoral, as cidades de Belém e Macapá, por exemplo, até chegam a registrar chuva, mas os períodos de melhoria são mais duradouros”.
]]>
ASAS ganha força sobre o Sudeste
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/19/ASAS-ganha-for%C3%A7a-sobre-o-Sudestehttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/19/ASAS-ganha-for%C3%A7a-sobre-o-SudesteMon, 19 Dec 2016 12:00:00 +0000
por Josélia Pegorim
A Região Sudeste vai passar a virada da primavera para o verão com mais calor e menos chuva. O verão começa oficialmente na próxima quarta-feira, 21 de dezembro, às 8h44 pelo horário de Brasília.
As condições para chuva diminuem esta semana porque o sistema de alta pressão atmosférica conhecido como ASAS (Alta (pressão) Subtropical do Atlântico) se intensifica sobre a Região Sudeste. Com a influência da alta pressão, o nível de umidade no ar vai diminuir, o que reduz a nebulosidade e consequentemente a chance de chover.
O tempo não fica totalmente seco, mas as pancadas de chuva vão ficar escassas na maioria das áreas de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. O norte mineiro deve passar alguns dias sem chuva.
A menor influência da ASAS será sobre São Paulo. Por isso, as condições para chuva sobre este estado no decorrer da semana serão bem maiores do que nos demais estados.
O mapa mostra a estimativa de chuva sobre o Sudeste nos próximos cinco dias. O tom de vermelho terra representa baixos volumes de chuva acumulados.
A redução da chuva sobre Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro vai deixar os dias mais quentes esta semana.
]]>
Poluição do ar segue alarmante no norte da China
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/19/Polui%C3%A7%C3%A3o-do-ar-segue-alarmante-no-norte-da-Chinahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/19/Polui%C3%A7%C3%A3o-do-ar-segue-alarmante-no-norte-da-ChinaMon, 19 Dec 2016 11:56:00 +0000
Concentração de poluentes supera limite estabelecido pela OMS em ao menos 23 cidades. Autoridades adotam restrições para evitar que situação piore.
A concentração de gases poluentes em ao menos 23 cidades do norte da China atingiu níveis ainda mais preocupantes nesta segunda-feira (19/12), durante o terceiro dia do alerta vermelho de cinco dias decretado pelo país devido à qualidade do ar.
Em Shijiazhuang, capital da província de Hebei, os níveis de partículas poluentes subiram para mil microgramas por metro cúbico, informou a agência de notícias estatal Xinhua. O nível de exposição diária máximo é de 25 microgramas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em Tianjin, as autoridades cancelaram 131 voos e fecharam todas as rodovias depois que um nevoeiro de poluição cobriu a cidade portuária. Mesmo assim, segundo o governo local, os níveis de partículas poluentes no ar atingiram 400 microgramas por metro cúbico na cidade na manhã desta segunda.
Na capital do país, Pequim, onde os níveis de poluentes estavam em 212 microgramas por metro cúbico na manhã desta segunda-feira, o cenário é bem diferente do habitual: ruas e lugares públicos vazios e trânsito com baixa circulação de veículos. Enquanto isso, o nevoeiro cinzento de poluição predomina sobre a cidade.
Alerta vermelho
Por causa da poluição excessiva do ar, o governo chinês adotou desde a sexta-feira passada uma série de restrições e medidas para impedir que o problema aumente ainda mais e para evitar a exposição dos cidadãos aos gases tóxicos.
Entre as medidas adotadas estão um sistema de rodízio de carros, a interrupção de obras de construção civil e de linhas de produção nas indústrias. O governo também sugeriu que empresas e instituições públicas ajustassem o tempo de trabalho ou pedissem aos funcionários que trabalhassem de casa.
Este é o segundo alerta vermelho decretado pela China. O primeiro foi há um ano, depois de o governo ter adotado uma escala de cores – sendo a vermelha a mais grave – para monitorar o nível de poluição no país. Este alerta pode ser emitido se houver a previsão de que um nevoeiro de gases tóxicos possa durar mais de 72 horas.
De acordo com o órgão de proteção ambiental chinês, os alertas por causa da poluição são cada vez mais comuns nas províncias do norte da China, onde está localizado o coração da indústria no país. As taxas de gases poluentes são maiores nesta época, durante o inverno, quando a queima de carvão para eletricidade e aquecimento também é maior.
]]>
COP13 encerra com 'perspectiva positiva' sobre proteção de biodiversidade
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/17/COP13-encerra-com-perspectiva-positiva-sobre-prote%C3%A7%C3%A3o-de-biodiversidadehttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/17/COP13-encerra-com-perspectiva-positiva-sobre-prote%C3%A7%C3%A3o-de-biodiversidadeSat, 17 Dec 2016 12:05:00 +0000
Mais de 6.500 delegados de 196 países dialogaram por 14 dias. Encontro ocorreu em Cancún, no México.
A Cúpula das Nações Unidas sobre Biodiversidade terminou neste sábado (17) no balneário mexicano de Cancún, após 14 dias de trabalho, com uma "perspectiva positiva" sobre os avanços para se atingir um maior número de metas de Aichi.Assim afirmou à Agência Efe o secretário-executivo do Convênio sobre a Diversidade Biológica (CBD), Braulio Ferreira de Souza Dias, que disse que nos últimos dias se viram esforços consideráveis para progredir, visto que há uma maior consciência sobre o problema.Desde o dia 4 de dezembro até este sábado, Cancún acolheu a Conferência das Partes do Convênio sobre Diversidade Biológica (COP13) e seus dois protocolos, o de Cartagena sobre segurança da biotecnologia (COP-MOP8) e o de Nagoia sobre acesso aos recursos genéticos (COP-MOP2).Mais de 6.500 delegados de 196 países participaram do diálogo, que incluiu analistas, autoridades e sociedade civil. Pela primeira vez, além do setor ambiental se contemplaram os agrícola, florestal, pesqueiro e turístico."Se conseguirmos que os setores econômicos, que são os grandes usuários da biodiversidade, mudem suas práticas para outras mais sustentáveis, haverá uma menor pressão sobre os recursos naturais e portanto mais rapidamente poderemos equilibrar a perda e a compensação", afirmou o secretário-executivo."Não há uma solução milagrosa, é preciso avançar em todas as frentes, sou otimista", avaliou Braulio.O que está sobre a mesa de discussão, explicou, terá uma repercussão direta na sociedade, e implica mudar o comportamento do consumidor e os sistemas de produção, assim como reduzir os impactos negativos sobre a biodiversidade.Também reforçar todo o sistema de estímulos econômicos e subsídios, e reformar o marco legal em muitos países, por mencionar algumas ações."Não são coisas pequenas, não se podem conseguir da noite para o dia, é um processo de longo prazo e é preciso ser persistente",avaliou.Para o secretário-executivo, entre as metas de biodiversidade estabelecidas em 2010 em Aichi (Japão), uma que reporta avanços rápidos é a 11, sobre a criação de Áreas Naturais Protegidas terrestres e marinhas; a qual, estimou:"Vamos conseguir no final da década".Por outro lado, a meta 16, sobre a divisão equitativa dos lucros e vinculado com o Protocolo de Nagoia, também avança:"Agora já temos mais de 90 membros e também há mais de 40 países que avançaram em consultas nacionais, e esperamos que no próximo ano muitos mais países queiram participar do protocolo"."Os países estão levando em conta o capital natural, há algumas semanas se aprovou a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável com 17 objetivos; há mais atenção nos componentes", afirmou Braúlio.Em contraste, ele considerou que a meta 20, relacionada com a mobilização de recursos financeiros, é uma meta"difícil de atingir",especialmente depois da crise econômica de 2008.No entanto, lembrou que hoje em dia"as transferências internacionais dos países desenvolvidos para apoiar os países em desenvolvimento estão aumentando".Entre as outras metas catalogadas como"difíceis"Bráulio incluiu a 10, sobre ecossistemas muito vulneráveis; a 12, sobre a extinção dos espécies; e a 13, que aborda a perda de variedade genética em plantas e animais.Os territórios indígenas e comunidades locais constituem grandes áreas de oportunidade, já que nele se encontra a maior biodiversidade do planeta."A área física ocupada por esses territórios é maior que a região de áreas protegidas no mundo", por isso - afirmou Bráulio - foram importantes as mudanças que países como Filipinas, Irã, Madagascar e França fizeram para modernizar seu marco legal com o objetivo de reconhecer estas superfícies naturais.Durante a COP13 se visibilizou a necessidade de que, para chegar a cumprir as metas de Aichi, se inclua nas decisões os indígenas e as comunidades locais, e não só os governos.No marco do evento se apresentou o estudo"Perspectivas sobre a biodiversidade local", que conclui que os povos indígenas têm conhecimento"de primeira mão"sobre o estado da biodiversidade no terreno, por isso que suas contribuições são"vitais".Além disso, de maneira prévia à cúpula, ministros de 190 países realizaram durante dois dias uma sessão de alto nível que concluiu com a adoção da Declaração de Cancún.Com ela, os ministros se comprometeram a fazer"esforços adicionais"encaminhados a que se cumpram as metas de biodiversidade e acertaram medidas para acelerar seu cumprimento, entre elas mobilizar recursos financeiros.
]]>
Estudo alerta que recursos hídricos podem se esgotar em 2050
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/15/Estudo-alerta-que-recursos-h%C3%ADdricos-podem-se-esgotar-em-2050http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/15/Estudo-alerta-que-recursos-h%C3%ADdricos-podem-se-esgotar-em-2050Thu, 15 Dec 2016 12:20:00 +0000
Aumento de uso de água em agricultura, indústria e consumo ameaça recursos hídricos subterrâneos.
O uso crescente de água doce na agricultura, na indústria e para o consumo humano pode esgotar os recursos hídricos subterrâneos em várias partes do mundo nas próximas décadas, alertaram especialistas nesta quinta-feira (15).
Entre as áreas em risco, os pesquisadores citam a Índia, Argentina, Austrália, Califórnia e o sul da Europa, em um estudo apresentado na conferência anual da União Geofísica Americana, que está sendo realizada nesta semana em San Francisco, na Califórnia.
"Embora muitos aquíferos permaneçam produtivos, a água subterrânea economicamente explorável já é ou se tornará inacessível em um futuro próximo, especialmente em áreas irrigadas intensivamente nas regiões mais secas do mundo", disse o pesquisador Inge de Graaf, hidrologista da Escola de Minas do Colorado em Golden, Colorado.
Segundo um novo modelo de computador, a água armazenada na região da bacia do Ganges, na Índia, e no sul da Espanha e da Itália poderia se esgotar entre 2040 e 2060.
Nos Estados Unidos, os aquíferos nas partes central e sul do estado da Califórnia, atingido pela seca, poderiam escassear na década de 2030.
Já os estados do Texas, Oklahoma e Novo México dependem de aquíferos que poderiam atingir seus limites entre os anos 2050 e 2070.
Seca pode afetar 1,8 bilhão de pessoas
Nos próximos 34 anos, cerca de 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo poderiam viver em áreas onde os níveis de água subterrânea estarão totalmente ou quase esgotados devido ao bombeamento excessivo de aquíferos para consumo humano e para as culturas agrícolas, segundo o estudo.
Estudos anteriores baseados em observações de satélite mostraram que vários dos principais aquíferos do mundo estavam perto de se esgotar. Mas essas avaliações não medem o nível de reservas menores, em escala regional, dizem os especialistas.
A nova abordagem, baseada em modelos de computador, mediu a estrutura dos aquíferos, o volume de bombeamento e as interações entre as águas subterrâneas e as águas circundantes, como rios e lagos.
De acordo com o estudo, as regiões mais secas com irrigação massiva são as mais ameaçadas. Os autores citam as Grandes Planícies americanas, a bacia do Ganges e partes da Argentina e da Austrália.
Embora o novo estudo estime os limites das reservas de água subterrânea em uma escala regional, os cientistas ainda não têm dados completos sobre a estrutura geológica ou sobre a capacidade de armazenamento dos aquíferos, que permitiriam avaliar com precisão o volume de água contido em cada um destes reservatórios naturais.
"Não sabemos quanta água há, quão rápido estamos esgotando os aquíferos, ou por quanto tempo poderemos usar esse recurso antes que ocorram efeitos devastadores, como a secagem de poços ou rios", disse De Graaf.
]]>
Nasa lança oito satélites para medir potência de furacões com precisão
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/15/Nasa-lan%C3%A7a-oito-sat%C3%A9lites-para-medir-pot%C3%AAncia-de-furac%C3%B5es-com-precis%C3%A3ohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/15/Nasa-lan%C3%A7a-oito-sat%C3%A9lites-para-medir-pot%C3%AAncia-de-furac%C3%B5es-com-precis%C3%A3oThu, 15 Dec 2016 12:17:00 +0000
Foguete que transportou satélites foi lançado a partir de avião a 12 mil metros de altura. Dados vão ajudar a determinar se tempestades tropicais ganham ou perdem força.
Após dois adiamentos, a Nasa lançou com sucesso nesta quinta-feira (15) uma frota de oito micro-satélites para prever e medir melhor a potência das tempestades tropicais e dos furacões, segundo as imagens ao vivo da televisão da agência espacial americana.
O foguete Pegasus de três andares, 22,6 toneladas e 17 metros de comprimento, da empresa Orbital ATK, transportou os satélites do programa CYGNSS (Cyclone Global Navigation Satellite System Mission) e foi lançado às 13h38 GMT (11h38 de Brasília) a partir do avião trijet L-1011 Stargazer, ao que estava acoplado, a 12 mil metros de altitude sobre o oceano Atlântico.
"Nossa capacidade de antecipar a potência dos furacões quando estes vão tocar a terra vai ser enormemente melhorada com os satélites CYGNSS", disse antes do lançamento Christopher Ruf, da Universidade de Michigan, responsável científico desta missão.
A ignição do motor da primeira etapa do Pegasus ocorreu cinco segundos depois de que se soltou do foguete.
Aeronave modificada
O avião trijet L-1011 Stargazer, uma antiga aeronave de transporte civil modificada, tinha decolado mais cedo na quinta-feira da base da Força Aérea dos Estados Unidos em Cabo Canaveral, na Flórida.
Pouco menos de 15 minutos depois, os micro-satélites entraram na órbita terrestre a 500 km de altitude acima do Equador, onde se formam a maioria das tempestades tropicais e furacões.
Com um custo de 157 milhões de dólares, a missão CYGNSS medirá a velocidade do vento sobre os oceanos melhorando a capacidade dos cientistas em entender e prever os furacões.
Os satélites, que pesam cada um 64 kg, obterão seus dados provenientes de sinais de quatro outros satélites a partir da rede de GPS.
Essa informação é importante para ajudar os meteorologistas a determinar se as tempestades tropicais ganham ou perdem força, o que é difícil estimar com os instrumentos dos satélites atualmente desacoplados.
Esses últimos não podem penetrar em fortes chuvas e os aviões "caçadores de furacões" podem voar apenas sobre algumas partes específicas das tempestades, e não com frequência suficiente para perceber sua evolução.
]]>
Estudo atribui eventos extremos de 2015 a mudanças climáticas
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/15/Estudo-atribui-eventos-extremos-de-2015-a-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticashttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/15/Estudo-atribui-eventos-extremos-de-2015-a-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticasThu, 15 Dec 2016 12:14:00 +0000
Aumento da intensidade das ondas de calor, incêndios e maré alta podem ter relação com atividades humanas. No total, 116 cientistas de 18 países contribuíram com a análise.
Em 2015, uma série de ondas de calor na Europa e na Ásia, incêndios no Alasca, invernos incomumente ensolarados no Reino Unido e enchentes causadas pela maré alta na Flórida foram influenciados pelas mudanças climáticas, revelou na quinta-feira (15) um relatório dos Estados Unidos.
Outros eventos climáticos extremos, porém, não podem ser atribuídos à queima de combustíveis fósseis, que retém o gás na atmosfera e aquecem o planeta, disse o relatório intitulado"Explicando eventos extremos a partir de uma perspectiva climática".
Aqueles eventos para os quais os cientistas não encontraram"nenhum sinal climático"incluem o frio extremo no leste dos Estados Unidos e no Canadá, a chegada tardia das chuvas de primavera da Nigéria e as fortes precipitações diárias em dezembro em Chennai, na Índia.
O relatório, publicado regularmente no"Boletim da Sociedade Americana de Meteorologia"(Bams, em inglês), não abrange todos os eventos climáticos extremos.
Como foi feito o estudo
Os cientistas usam registros históricos e modelos climáticos para tentar explicar a extensão do impacto das mudanças climáticas na formação de alguns eventos de interesse selecionados.
O relatório se baseia em 25 artigos de pesquisa revisados por pares que examinam episódios de clima extremo de 2015 em cinco continentes e dois oceanos.
No total, 116 cientistas de 18 países contribuíram com a análise.
"A maior evidência de uma influência humana foi encontrada em eventos relacionados com a temperatura - o aumento da intensidade de numerosas ondas de calor, a redução da neve acumulada na cordilheira das Cascatas, o recorde de menor extensão de gelo do mar Ártico em março e a extraordinária extensão e duração dos incêndios no Alasca", disse o relatório.
Os registros mensais de temperatura mostram que 2016 será provavelmente o ano mais quente já registrado, marcando o terceiro ano recordista de calor consecutivo, conforme o planeta aquece.
Os cientistas dizem que algumas tempestades e outros tipos de condições meteorológicas extremas tendem a piorar à medida que a Terra aquece, as geleiras e camadas de gelo derretem e os níveis do mar sobem.
Ondas de calor mais extremas
"Cinco anos depois do (primeiro) relatório 'Explicando eventos extremos' da Bams, estamos vendo evidências crescentes de que as mudanças climáticas estão tornando as ondas de calor mais extremas em muitas regiões ao redor do mundo", disse a editora principal, Stephanie Herring, cientista da Agência Oceânica e Atmosférica americana (NOAA).
"À medida que nos tornamos melhores em distinguir a influência das mudanças climáticas da variabilidade natural, o significado local e os impactos deste fenômeno global estão se tornando mais claros", acrescentou.
Entre os sinais mais claros da influência das mudanças climáticas estão as ondas de calor europeias de 2015.
"Experimentos de modelagem indicam que as mudanças climáticas induzidas pelo homem foram um fator importante na definição das condições"para estas ondas de calor, disse o relatório.
O sol extremo no inverno do Reino Unido nos últimos dois anos"se tornou mais de 1,5 vezes mais provável sob a influência das mudanças climáticas", afirmou.
O clima de aquecimento aumentou o risco de incêndios. No Alasca, 5,1 milhões de acres (20.700 quilômetros quadrados) queimaram em 2015, o que representa a segunda maior área desde o início dos registros, em 1940.
"As mudanças climáticas induzidas pelo homem podem ter aumentado o risco de uma temporada de incêndios desta gravidade em entre 34% e 60%", disse o relatório.
No litoral de Miami, Flórida, as inundações durante as marés altas aumentaram em mais de 500% nas últimas duas décadas, o que provavelmente se deve às mudanças climáticas.
Uma dessas enchentes, em setembro do ano passado, foi"sintomática de tal tendência nas inundações de maré que estão se tornando comuns à medida que o nível do mar aumenta".
]]>
Supercâmera lenta grava imagens de raios ascendentes em São Paulo
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Superc%C3%A2mera-lenta-grava-imagens-de-raios-ascendentes-em-S%C3%A3o-Paulohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Superc%C3%A2mera-lenta-grava-imagens-de-raios-ascendentes-em-S%C3%A3o-PauloWed, 14 Dec 2016 23:49:52 +0000
]]>
Ventos de chuva sob o Brasil
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Ventos-de-chuva-sob-o-Brasilhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Ventos-de-chuva-sob-o-BrasilWed, 14 Dec 2016 23:49:15 +0000
]]>
Como se formam os raios?
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Como-se-formam-os-raioshttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Como-se-formam-os-raiosWed, 14 Dec 2016 23:48:01 +0000
Para que surjam raios, é necessário que, além das gotas de chuva, as nuvens de tempestade tenham em seu interior três ingredientes: cristais de gelo, água quase congelada e granizo. Tais elementos se formam na faixa entre 2 e 10 quilômetros de altitude, onde a temperatura fica entre 0 ºC e -50 ºC. Com o ar revolto no interior da nuvem, esses elementos são lançados pra lá e pra cá, chocando-se uns contra os outros. Com isso, acabam trocando de carga entre si: alguns vão ficando cada vez mais positivos, e outros, mais negativos. Os mais pesados, como o granizo e as gotas de chuva, tendem a ficar negativos.
Por causa da gravidade, o granizo e as gotas de chuva se acumulam na parte de baixo, que vai concentrando carga negativa. Mais leves, os cristais de gelo e a água quase congelada são levados por correntes de ar para cima, deixando o topo mais positivo. Começa a se formar um campo elétrico, como se a nuvem fosse uma grande pilha. Essa dupla polaridade da nuvem é reforçada ainda por dois fenômenos físicos externos a ela. Acima, na região da ionosfera, os raios solares interagem com moléculas de ar, formando mais íons negativos. No solo, por outro lado, diversos fatores contribuem para que a superfície fique eletricamente positiva. Essa polarização da nuvem cria um campo elétrico descomunal: se as redes de alta tensão têm cerca de 10 mil W (watts) de potência, no céu nublado a coisa chega a 1 000 GW (gigawatts)! Tamanha tensão começa a ionizar o ar em volta da nuvem – ou seja, ele passa de gás para plasma, o chamado quarto estado da matéria.
Começa então a se formar um caminho de plasma em direção ao solo. Por ter elétrons livres, o plasma é um bom condutor de eletricidade. Com isso, acaba fazendo a ponte até a superfície para que a tensão da nuvem possa ser descarregada. Enquanto o tronco principal desce rumo ao solo, surgem novos ramos tentando abrir passagem. Quando um tronco principal está próximo do solo, começa a surgir uma massa de plasma na superfície. Essa massa vai subir até se conectar com o veio que desce e, então, fechar o circuito. É por isso que, se alguém estiver perto de onde o fenômeno está rolando, vai perceber os pelos do corpo se eriçando. Quando o caminho se fecha, rola uma troca de cargas entre a superfície e a nuvem e – zap! – temos o relâmpago! A espetacular faísca é fruto do aquecimento do ar, enquanto o ribombar do trovão vem da rápida expansão da camada de ar. Desde o surgimento do tronco de plasma até rolar o corisco, se passa apenas cerca de 0,1 segundo.
Descubra as principais curiosidades em relação aos relâmpagos
É VERDADE QUE UM RAIO NÃO CAI DUAS VEZES NO MESMO LUGAR?
Não, isso é mito. Quando o tronco principal de um raio alcança o solo, todas as suas ramificações tentam usar esse caminho aberto e, às vezes, caem no local exato do primeiro relâmpago. Já foram observadas até 32 descargas no mesmo lugar!
PESSOAS COM METAIS NO CORPO TÊM MAIS RISCO DE SER ATINGIDAS POR UM RAIO?
Outra lorota. Os metais que porventura trazemos no corpo – como próteses, pinos e aparelho dentário – são muito pequenos para que o raio os considere como um atalho para o solo. Agora, árvores, sim, são bons atalhos. Ou seja, não fique perto de uma durante um toró!
É PERIGOSO NADAR DURANTE UMA TEMPESTADE?
Sim, pois a água conduz bem a eletricidade. Se você estiver no mar e um raio cair a menos de 50 metros, você tem grande risco de receber toda a força da descarga. Em piscinas é ainda pior, pois o chocão também pode chegar pelas tubulações metálicas
O QUE ACONTECE QUANDO ALGUÉM É ATINGIDO POR UM RELÂMPAGO?
Se o raio cair exatamente em cima do sujeito, é quase certo que ele seja reduzido a um toquinho carbonizado, já que o corisco gera aquecimento de quase 30 mil graus Celsius! Caso ele caia a até 50 metros do cara, é grande o risco de rolar parada cardíaca e queimaduras
É PERIGOSO FALAR AO TELEFONE DURANTE UM TEMPORAL?
Se for um telefone com fio, é. Assim como um raio pode atingir um poste e se propagar pela fiação elétrica da casa, queimando eletrodomésticos, ele pode viajar pela linha telefônica até fritar a orelha da pessoa. Telefones sem fio e celulares não têm esse risco.
]]>
Frio atípico no Sul
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Frio-at%C3%ADpico-no-Sulhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Frio-at%C3%ADpico-no-SulWed, 14 Dec 2016 23:36:09 +0000
por Angela Ruiz
Nas vésperas do verão, uma massa polar forte promete derrubar a temperatura no centro-sul do Brasil. É um ar polar forte e os ventos deste sistema vão conseguir que um pouco deste ar frio penetre no interior do país. Falar de frio nesta época do ano é até um pouco de exagero, mas muitas áreas vão sentir um refresco deste calorão dos últimos dias. Porém, áreas da Região Sul e do Sudeste é que irão sentir um certo friozinho, principalmente à noite e ao amanhecer dos próximos dias. As tardes serão menos quentes do que poderiam ser nesta época.
Nas vésperas do solstício de verão o número de horas de sol aumenta sobre o Brasil. No solstício de verão no hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente a Terra na linha do Trópico de Capricórnio. A nova estação"verão"começa dia 21 de Dezembro às 08h44min minutos, horário de Brasília.
No Rio Grande do Sul, em particular, é a região quem tem o maior número de horas de sol. Quanto mais para o sul, maior o número de horas de sol. No sul da Argentina, por exemplo, nesta época, praticamente não tem noite, comenta a meteorologista da Climatempo, Josélia Pegorim.
O amanhecer desta quarta-feira (14) será de temperatura baixa para esta época do ano no Sul do país, com a presença desta forte massa de ar polar. Os termômetros podem registrar mínimas abaixo de 15°C em diversas localidades gaúchas. Apesar, deste friozinho atípico, o predomínio será de sol na maior parte da Região. Em Rio Grande, chove somente pela manhã e no leste de Santa Catarina e do Paraná chove fraco ao longo do dia sem risco para temporais.
]]>
Belo Horizonte decreta situação de emergência por causa das chuvas intensas
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Belo-Horizonte-decreta-situa%C3%A7%C3%A3o-de-emerg%C3%AAncia-por-causa-das-chuvas-intensashttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Belo-Horizonte-decreta-situa%C3%A7%C3%A3o-de-emerg%C3%AAncia-por-causa-das-chuvas-intensasWed, 14 Dec 2016 23:33:59 +0000
O pedido será publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Município. Cidade teve enxurradas, inundações, pessoas ilhadas e morte no temporal
Os estragos provocados pelo temporal em Belo Horizonte levou o Prefeito Marcio Lacerda (PSB) a decretar situação de emergência nesta terça-feira. As chuvas intensas foram o motivo, como define o Código Brasileiro de Desastres. O pedido será publicado na edição desta quarta-feira doDiário Oficial do Município (DOM). Em 24 horas, a cidade teve inundações, enxurradas e estragos. Pessoas ficaram ilhadas e quatro crianças foram arrastadas pela água. Uma delas morreu.
O pedido foi feito para dar agilidade aos processos para mitigar os danos.“O objetivo do decreto é proporcionar agilidade dos processos administrativos e operacionais destinados à mobilização de todo o sistema municipal de proteção e defesa civil para responder aos desastres, recuperar áreas afetadas e efetivar medidas de mitigação de novos riscos instalados na cidade”, afirmou a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), por meio de nota.
Os temporais vêm causando estragos desde o início do mês. Em apenas 13 dias, algumas regiões de Belo Horizonte já superaram a média histórica de chuva para o período, que é de 319,4 mm. Segundo a Comdec, a Pampulha foi a que mais teve precipitações. A região teve 331,5 mm, seguida da Nordeste, com 311,3 mm, Leste, com 310 mm, Venda Nova, 291,8 mm, Barreiro, 274,8 mm, Oeste, 261,3 mm, Centro-Sul, 251,4 mm, e Noroeste, 213,9 mm.A situação mais grave foi nessa segunda e terça-feira, quando moradores foram surpreendidos pelo forte temporal. A Comdec atendeu, nas últimas 24 horas, 108 solicitações de atendimento em função das chuvas na cidade, a maioria na Região Norte. Lá, foram 34 ocorrências. Dos 17 chamados comunicando alagamentos e outros 16 sobre enchentes ou inundações em Belo Horizonte, 22 foram na Região Norte. Logo em seguida, vem Venda Nova, com 27 solicitações à Defesa Civil, sendo oito sobre alagamentos.A Avenida Vilarinho, em Venda Nova, registrou a terceira enchente desde o início do período chuvoso. Na noite de ontem, passageiros de dois ônibus ficaram ilhados no meio da Avenida Vilarinho. Funcionários da prefeitura trabalhavam na limpeza da via.No Bairro Jardim Felicidade, na Região Norte da cidade, quatro meninas foram arrastadas pela enxurrada na manhã de hoje quando seguiam para a escola. Duas delas são irmãs e ficaram presas debaixo de um carro. Uma delas morreu no hospital e outra segue internada.
Previsão de mais chuva
Os moradores devem se preparar para novos temporais. A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) emitiu um alerta para a possibilidade de chuva forte até a manhã de quarta-feira. A instabilidade deve continuar pelo menos até a próxima sexta-feira. Em algumas regiões da cidade, a média histórica de chuva já foi superada.Segundo a Comdec, há previsão de pancadas fortes de chuvas com acumulado de aproximadamente 20 a 40 milímetros, que podem ser acompanhadas de raios e rajadas de vento em torno de 50 quilômetros por hora. A situação pode ser parecida com o que a capital mineira viveu nessa segunda-feira, quando avenidas ficaram alagadas.“Estamos com uma alerta chamado de laranja. Isso significa que é um volume de chuva capaz de provocar deslizamentos, desmoronamentos e situações como a da Avenida Vilarinho”, explicou o meteorologista Luiz Ladeia, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
]]>
Emissões de metano crescem e ameaçam luta contra aquecimento global, diz balanço com 15 países
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Emiss%C3%B5es-de-metano-crescem-e-amea%C3%A7am-luta-contra-aquecimento-global-diz-balan%C3%A7o-com-15-pa%C3%ADseshttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Emiss%C3%B5es-de-metano-crescem-e-amea%C3%A7am-luta-contra-aquecimento-global-diz-balan%C3%A7o-com-15-pa%C3%ADsesWed, 14 Dec 2016 23:31:43 +0000
Mais de 80 cientistas alertam para aumento da concentração do gás na última década.
Nos últimos 10 anos das emissões de metano, potente gás do efeito estufa, ameaça tornar a luta contra o aquecimento global ainda mais difícil, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (12).
"Deve-se tentar quantificar e reduzir as emissões de metano urgentemente", afirmaram em um editorial esses pesquisadores, que coordenaram um balanço mundial realizado por 81 cientistas de 15 países.
Depois de uma leve diminuição entre 2000 e 2006, a concentração de metano na atmosfera aumentou 10 vezes mais rapidamente na década seguinte, afirma o estudo, publicado na revista científica Earth System Science Data.
"Manter o aquecimento abaixo dos 2°C já é um desafio considerável", afirmaram, em referência ao objetivo da comunidade internacional estabelecido no final de 2015 no Acordo de Paris.
"Tal objetivo se tornará cada vez mais difícil se as emissões de metano não forem reduzidas forte e rapidamente", alertaram.
Os pesquisadores trabalham com várias hipóteses para explicar este aumento, como a exploração dos combustíveis fósseis ou, mais provavelmente, as atividades agrícolas.
As concentrações aumentaram cada vez mais rápido desde 2007, com uma forte aceleração em 2014 e 2015.
A tal ponto que nenhum dos cenários intermediários do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a autoridade científica de referência sobre o clima, mostrou esta evolução.
"A velocidade de aumento se aproxima de maneira preocupante ao cenário mais pessimista", ressalta Marielle Saunois, da Universidade de Versailles Saint Quentin, em uma coletiva de imprensa em Paris.
O metano, o segundo principal gás de efeito estufa relacionado com as atividades humanas, depois do dióxido de carbono (CO2), contribui com 20% do aquecimento atual.
Até agora, os esforços contra as mudanças climáticas se concentraram no CO2, emitido em grande parte a partir de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás), e que representa 70% dos gases de efeito estufa.
No entanto, o metano é 28 vezes mais poderoso do que o CO2, embora permaneça menos tempo no ar, cerca de 10 anos.
Grande potencial de açãoO metano é mais difícil de se controlar do que o CO2, porque está mais difuso e provém em grande parte de fontes naturais, como zonas úmidas e formações geológicas.
No entanto, de acordo com o estudo, 60% das emissões de metano estão vinculadas às atividades humanas, sendo que 36% delas procedem da agricultura, da pecuária e do tratamento de resíduos.
Os pesquisadores priorizam essa hipótese para explicar o aumento das emissões. Segundo a FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o número de cabeças de gado passou de 1,3 bilhão em 1994 para a 1,5 bilhão 20 anos depois.
Mas eles também não excluem o papel dos combustíveis fósseis neste aumento. No total, 21% das emissões de metano se devem à exploração de carvão, petróleo e gás, dado que, desde sua extração até suas redes de distribuição, os vazamentos de metano são muito frequentes.
"A partir dos anos 2000, há uma grande exploração de carvão na China, e a exploração de gás nos Estados Unidos também está em aumento", afirma Saunois.
Por outro lado, o permafrost, o solo congelado das altas latitudes, também pode liberar metano quando se funde.
Apesar deste ser um dos grandes temores dos climatologistas, nesta fase ainda"não vemos um aumento anormal das concentrações", diz o pesquisador e coautor Philippe Bousquet, acrescentando que estas"emissões podem aumentar com o tempo, mas isso ocorrerá ao longo de décadas".
Em relação ao forte aumento das emissões nestes dois últimos anos, os cientistas não encontram explicações.
"Pode ser de origem natural", diz Bousquet."Mas se se prolonga por mais do que três ou quatro anos, seria necessariamente humano", acrescenta.
Embora não se saiba a origem exata, pode-se adotar medidas para reduzir ou capturar metano: metanizadores nas fazendas, modificação dos protocolos de irrigação dos arrozais, evitar os vazamentos, etc.
"Podemos reduzir estas emissões mais facilmente, de maneira menos coercitiva, do que as de CO2, apoiando ao mesmo tempo a inovação e o emprego. Portanto, não devemos renunciar a isto", insiste Philippe Bousquet.
]]>
Com altura de prédio de 6 andares, maior onda da história é registrada no Atlântico
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Com-altura-de-pr%C3%A9dio-de-6-andares-maior-onda-da-hist%C3%B3ria-%C3%A9-registrada-no-Atl%C3%A2nticohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Com-altura-de-pr%C3%A9dio-de-6-andares-maior-onda-da-hist%C3%B3ria-%C3%A9-registrada-no-Atl%C3%A2nticoWed, 14 Dec 2016 12:24:00 +0000
Fenômeno, com 19 metros, ocorreu após chegada de frente fria em ilhas no noroeste da Escócia.
A onda mais alta da história foi registrada por uma boia no Atlântico Norte.
Com 19 metros de altura, ela surgiu entre a Islândia e o Reino Unido, na costa das Ilhas Hébridas Exteriores, também conhecidas como Ilhas Ocidentais, situadas no noroeste da Escócia.
O fenômeno se formou depois da chegada de uma forte frente fria, com ventos de mais de 80 quilômetros por hora, no dia 4 de fevereiro de 2013. É, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), um novo recorde para uma onda oceânica.
Um comitê de especialistas da OMM - que é um organismo das Nações Unidas - ratificou esse novo recorde somente agora.
A marca anterior era de uma onda de 18,275 metros de altura registrada em dezembro de 2007, também no Atlântico Norte.
"É a primeira vez que se mede uma onda de 19 metros. Trata-se de um recorde notável", disse o subsecretário-geral da OMM, Zhang Wenjian.
Não seria, porém, a maior onda do mundo. Em 2002, um navio avistou uma onda de 29 metros no mesmo oceano. Mas não houve medições ratificadas pela organização.
A altura de uma onda é medida da sua crista até a crista da que a sucede.
Sistema de boias
A boia que fez o registro é parte da rede de Estações Meteorológicas Marinhas Automáticas, do UK Met Office - o Escritório de Meteorologia do Reino Unido.
Chamada de K5, essa boia fica na costa das Hébridas Exteriores. Esse tipo de equipamento complementa as medições feitas por navios e satélites que monitoram as previsões meteorológicas em alto-mar.
As ondas gigantes frequentemente ocorrem no Atlântico Norte, cujas águas se estendem da costa do Canadá ao sul da Islândia e ao oeste do Reino Unido.
De acordo com a OMM, no inverno a circulação dos ventos e os sistemas de baixa pressão atmosférica causam tempestades ou ciclones extratropicais.
O fenômeno contribui para o equilíbrio térmico das regiões equatoriais e das regiões polares.
]]>
Como será o verão?
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Como-ser%C3%A1-o-ver%C3%A3ohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/14/Como-ser%C3%A1-o-ver%C3%A3oWed, 14 Dec 2016 12:22:00 +0000
La Niña fraco promete calor menos intenso comparado ao verão de 2016
Por Monique Gentil
O verão começa em 21 de dezembro, às 08h44 no horário de Brasília. De acordo com a NOAA (Agência Nacional Oceânica e Atmosférica), a estação mais quente do ano será influenciada por um fraco La Niña, resfriamento das águas do Oceano Pacífico, o que deve garantir um calor menos intenso comparado ao verão de 2015, quando o país enfrentou um forte El Niño, ou aquecimento das águas do Pacífico.
O meteorologista da Somar, Celso Oliveira, relembra o verão de 2015/16.“Por causa do El Niño, a estação foi marcada por bloqueios, que seguravam as frentes frias no Sul do país. Enquanto os Estados sulistas recebiam temporais com chuva volumosa e persistente, no restante do Brasil o tempo firme favorecia a elevação das temperaturas, com recordes de calor em algumas cidades”.
Neste ano, o verão começa com características típicas da estação.“A previsão é de calor em praticamente todo o país, com pancadas de chuva que ocorrem principalmente no período da tarde pelo menos até o Natal”,comenta.
Mas o profissional ressalta que esse padrão não deve se manter até o fim da estação.“Após esta primeira semana de verão, o resfriamento das águas do oceano devem favorecer o avanço das frentes frias e provocar chuvas acima da média no Sudeste, Norte e Centro-Oeste. Além disso, a nebulosidade não impede o calor, mas mantém as temperaturas mais amenas comparadas ao ano passado”.
No Nordeste, as chuvas ocorrem de forma alternada.“A estação começa com maior ocorrência de chuvas no interior, mas em meados de fevereiro, o tempo fica mais úmido no oeste da região, e o verão termina com as precipitações concentradas principalmente nas áreas próximas ao leste, mas de uma maneira geral, a estação pode ser definida como mais úmida e menos quente que no último ano”,explica.
Enquanto isso, o Sul deve sentir uma diminuição na frequência e volume das chuvas.“Não significa que não vai chover, mas diferente dos últimos anos, que foram marcados por precipitações acima da média, a região deve registrar chuvas dentro ou pouco abaixo da média neste verão”, finaliza Oliveira.
]]>
Ventos de chuva sobre o Brasil
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/13/Ventos-de-chuva-sobre-o-Brasilhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/13/Ventos-de-chuva-sobre-o-BrasilTue, 13 Dec 2016 23:38:00 +0000
por Josélia Pegorim
Chuvas fortes e volumosas estão sendo observadas esta semana em diversos estados de todas as Regiões do Brasil. Voltou a chover até no Nordeste e pela medição do INMET - Instituto Nacional de Meteorologia, a cidade de Itiruçu, na Bahia, foi onde mais choveu no Brasil entre 10h do dia 12 e 10h de 13 de dezembro de 2016, pelo horário de Brasília. Foram cerca de 70 mm de chuva. Mas várias locais no oeste e no sul da Bahia e no interior do Piauí acumularam mais de 40 mm neste período.
Já o CEMADEN – Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais - registrou cerca de 100 na região de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Minas Gerais, a chuva voltou a cair forte e o acumulado entre o 15h do dia 12 e 15h do dia 13 de dezembro superara os 40 mm em muitas regiões.
Esta terça-feira, 13, foi marcada por muita chuva sobre Goiás, no centro-leste de Mato Grosso e no centro-norte de Mato Grosso do Sul. Só em Barra do Garças (MT), na divisa com o sul de Goiás, choveu cerca de 70 mm entre 10h e 14h20, pelo horário de Brasília. A região de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, teve temporais nesta terça.
Na Região Norte, voltou a chover forte sobre o Tocantins desde o fim de semana passado.
A primeira quinzena de dezembro está chegando ao fim e ainda dará muita chuva para o Brasil. Os ventos em diversos níveis da atmosfera estão a favor da chuva e uma grande frente fria está chegando para fechar a primeira quinzena do mês. Esta frente fria avança rapidamente nesta quarta-feira, 14, e alcança o litoral do Rio de Janeiro. No dia 15 já estará entre o sul da Bahia e o Espírito Santo.
]]>
Ártico tem ano recorde de calor e derretimento maciço de gelo
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/13/%C3%81rtico-tem-ano-recorde-de-calor-e-derretimento-maci%C3%A7o-de-gelohttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/13/%C3%81rtico-tem-ano-recorde-de-calor-e-derretimento-maci%C3%A7o-de-geloTue, 13 Dec 2016 23:20:00 +0000
Avaliação foi publicada no Arctic Report Card 2016, relatório revisado por pares de 61 cientistas de todo o mundo.
O Ártico quebrou recordes de calor no ano passado, quando um ar excepcionalmente quente provocou o derretimento maciço de gelo e de neve e um congelamento tardio no outono - disseram cientistas do governo americano nesta terça-feira (13).
A avaliação foi publicada no Arctic Report Card 2016, um relatório revisado por pares de 61 cientistas de todo o mundo, emitido pela Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).
O relatório abrange o período de outubro de 2015 a setembro de 2016, quando "a temperatura média anual do ar no Ártico sobre a superfície terrestre foi a mais alta do registro observacional".
"Raramente vimos o Ártico mostrar um sinal mais claro, mais forte, ou mais pronunciado, de aquecimento persistente e seus efeitos em cascata sobre o meio ambiente do que neste ano", afirmou o diretor do Programa de Pesquisa do Ártico da NOAA, Jeremy Mathis.
A região ártica continua se aquecendo mais de duas vezes mais rápido do que o restante do planeta, que também deverá registrar seu ano mais quente nos tempos modernos.
Os cientistas do clima dizem que as razões para o aumento do calor incluem a queima de combustíveis fósseis que emitem gases causadores do efeito estufa, que prendem o calor na atmosfera, bem como a tendência de aquecimento do oceano El Niño, que terminou no meio do ano.
A temperatura anual do ar sobre a superfície terrestre do Ártico foi 3,5°C maior do que em 1900.
A temperatura da superfície do mar no mês de agosto de 2016, no auge do verão, foi 5°C acima da média de 1982-2010 nos mares de Barents e Chukchi e nas costas leste e oeste da Groenlândia.
"É evidente que o atraso recorde no congelamento da cobertura de gelo marinha no outono de 2016 está associado com temperaturas quentes sem precedentes do ar e da superfície do oceano", explica o relatório.
Essa tendência de aquecimento também levou a uma cobertura de gelo jovem e fina que derrete facilmente.
"A extensão mínima do gelo marinho do Ártico desde meados de outubro de 2016 até o final de novembro de 2016 foi a menor desde o início dos registros por satélite, em 1979", disse.
Essa extensão também foi 28% menor do que a média de 1981-2010 para outubro.
Uma parte maior do gelo que congela no inverno é fino, e resultado de apenas um ano de congelamento, em vez do gelo mais espesso e mais resistente que se acumula ao longo de vários anos.
Na Groenlândia, a camada de gelo continuou a encolher e a perder massa, como vem acontecendo todos os anos desde 2002, quando começaram as medições por satélite.
O derretimento também começou cedo na Groenlândia no ano passado, o segundo mais precoce em 37 anos de observações, e próximo ao recorde estabelecido em 2012.
]]>
Pré-estação começa no Ceará com chuvas fracas em nove cidades
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/12/Pr%C3%A9-esta%C3%A7%C3%A3o-come%C3%A7a-no-Cear%C3%A1-com-chuvas-fracas-em-nove-cidadeshttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/12/Pr%C3%A9-esta%C3%A7%C3%A3o-come%C3%A7a-no-Cear%C3%A1-com-chuvas-fracas-em-nove-cidadesMon, 12 Dec 2016 23:44:00 +0000
Em Fortaleza, precipitação foi de 1,4 mm.Terça terá nebulosidade variável com chuvas isoladas no Oeste e Sul.
As primeiras precipitações da pré-estação chuvosa no Ceará foram registradas na manhã desta terça-feira (13). Os registros ainda são de fraca intensidade, mas já indicam a atuação de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis, que são sistemas meteorológicos característicos da pré-estação no Estado entre os meses de dezembro e janeiro, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
"Há um Vórtice (movimento circular de ventos em altos níveis da atmosfera) posicionado sobre o Oceano Atlântico próximo à costa do Nordeste Brasileiro. Esse sistema está trazendo umidade para o Ceará e induzindo as precipitações", disse a Funceme.
Choveu em nove municípios e os maiores volumes foram registrados em Viçosa do Ceará (14,8mm), Morada Nova (4,6mm) e Guaramiranga (4mm). Os outros registros não ultrapassam os 3mm. Em Fortaleza, a chuva foi de 1,4 mm.
]]>
Antártica é mais vulnerável ao aquecimento do que se pensava
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/12/Ant%C3%A1rtica-%C3%A9-mais-vulner%C3%A1vel-ao-aquecimento-do-que-se-pensavahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/12/Ant%C3%A1rtica-%C3%A9-mais-vulner%C3%A1vel-ao-aquecimento-do-que-se-pensavaMon, 12 Dec 2016 23:24:00 +0000
Ventos fortes carregando ar quente levam embora a neve superficial, que reflete a luz do sol. Raios solares são então absorvidos pelo gelo mais escuro.
A camada de gelo maciça da Antártica Oriental pode ser mais vulnerável ao aquecimento global do que se pensava, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (12), que mostra como os ventos fortes podem erodir as plataformas de gelo que ajudam a mantê-la no lugar.
Há água congelada suficiente no continente polar para, em caso de derretimento, elevar o nível do mar em dezenas de metros e redesenhar o mapa do mundo.
Mas a compreensão da dinâmica da região - que inclui a camada de gelo muito menor da Antártica Ocidental - tem se mostrado difícil.
Até agora, os cientistas se concentraram na ameaça da Antártica Ocidental.
Estudos recentes sugeriram que as mudanças climáticas já podem ter condenado grandes pedaços da sua camada de gelo à desintegração, seja em uma escala de tempo de séculos ou de milênios.
Em contraste, o gelo que cobre a Antártica Oriental foi visto como muito mais estável, até mesmo com ganho de massa.
Acreditava-se que as plataformas de gelo flutuantes que se estendem sobre a terra e o oceano, impedindo que o gelo interior escape para o mar, estavam solidamente ancoradas.
Isso continua sendo em grande parte verdadeiro. Mas uma misteriosa cratera na plataforma de gelo King Baudoin, ao sul da ponta da África, levou uma equipe de pesquisadores da Holanda, Bélgica e Alemanha a questionar essa suposição.
"Nossa pesquisa mostrou que a Antártica Oriental também é vulnerável às mudanças climáticas", disse Jan Lenaerts, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Utrecht, na Holanda.
Os resultados foram publicados na revista científica"Nature Climate Change".
Alguns estudos atribuíram a cratera a um impacto de meteorito, mas quando Lenaerts e sua equipe chegaram no local, em janeiro, perceberam que a cavidade cheia de água tinha outras origens.
Combinando modelos climáticos, dados de satélites e medições no local, eles concluíram que ventos fortes carregando ar quente estavam levando embora a neve refletiva, permitindo que os raios solares fossem absorvidos pelo gelo mais escuro em vez de serem devolvidos ao espaço.
Excesso de calor
A principal vulnerabilidade das plataformas de gelo às mudanças climáticas continua sendo o aquecimento da água do oceano, que desgasta sua parte inferior.
Normalmente, essa erosão é compensada pela acumulação de neve fresca e gelo de cima. Mas os oceanos absorveram, nas últimas décadas, grande parte do excesso de calor gerado pelo aquecimento global, que elevou as temperaturas médias globais do ar em um grau Celsius.
Quando combinado com a erosão de cima, o impacto na estabilidade da camada de gelo pode ser maior do que se entendia anteriormente.
"Esses processos - anteriormente não observados na Antártica Oriental - indicam que o aquecimento adicional pode ampliar o risco de colapso da plataforma de gelo", disse Martin Siegert, do Imperial College London, comentando o estudo.
Um ensaio geral do que poderia acontecer mais amplamente aconteceu em 2002, quando a plataforma de gelo Larsen B da Antártica Ocidental sofreu uma"rápida e catastrófica falha mecânica", caindo no mar, ele observou.
"A Larsen B nos diz que o derretimento superficial pode ser crítico para a integridade estrutural das plataformas de gelo," escreveu Siegert em um comentário na "Nature Climate Change".
]]>
DiCaprio debate com Trump criação de empregos 'verdes'
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/08/DiCaprio-debate-com-Trump-cria%C3%A7%C3%A3o-de-empregos-verdeshttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/08/DiCaprio-debate-com-Trump-cria%C3%A7%C3%A3o-de-empregos-verdesThu, 08 Dec 2016 23:36:00 +0000
Ator e ativista entregou documento a presidente eleito. Plano é promover 'grande renascimento econômico' por meio de investimentos em infraestruturas sustentáveis.
O ator Leonardo DiCaprio se encontrou com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para conversar sobre mudança climática e sobre como as energias limpas podem impulsionar a economia com a criação de milhões de empregos"verdes"- informou a fundação do ator nesta quinta-feira (8).
Em nota, o diretor-executivo da Fundação Leonardo DiCaprio, Terry Tamminen, disse que ele e o ator apresentaram ao magnata nova-iorquino, à sua filha Ivanka Trump e a outros de seus assessores um plano para promover um"grande renascimento econômico", por meio de investimentos em infraestruturas sustentáveis.
"Nossa conversa se concentrou em como criar milhões de empregos americanos seguros na construção e na produção de energia limpa e renovável para as atividades comerciais e residenciais", acrescentou Tamminen.
Ambientalista de longa data e um simpatizante de alto perfil da democrata Hillary Clinton, DiCaprio dirigiu, recentemente, o documentário sobre mudança climática"Before the Flood", de 90 minutos de duração. Em seu discurso de aceitação do Oscar em fevereiro deste ano, também falou do tema.
O ator teria entregue o documentário ao presidente eleito, durante a reunião realizada na Trump Tower, em Nova York.
Segundo Tamminen, Trump quer manter uma reunião de acompanhamento com DiCaprio em janeiro, como presidente.
Objetivo é minimizar incidência de acidentes provocados por temporais durante o verão
Por Monique Gentil
O verão começa em 21 de dezembro, mas os temporais, que aumentam durante a estação, já ocorrem desde o final de novembro, e podem representar riscos principalmente nas grandes cidades. Por isso, a Defesa Civil de São Paulo que conta com a parceria da Somar Meteorologia há cerca de 18 anos, começou nesta quinta-feira (1º) a Operação Verão 2016/2017.
Segundo a meteorologista da Somar, Marina Vieira, que trabalha junto à Defesa Civil, os procedimentos realizados pelo órgão consistem em monitorar áreas do Estado de São Paulo, onde possam ocorrer problemas como alagamentos e deslizamentos.“Quando a chuva atinge um volume que representa risco, agentes são enviados ao local a fim de achar a solução temporária mais viável”.
A profissional ressalta que a intenção da operação, é de salvar o maior número de vidas possível até seu término, em 31 de março.“Quando nada pode ser feito para impedir o dano material, a prioridade é ir até os locais mais suscetíveis a desastres causados pelos temporais para tentar tirar as pessoas antes que eles aconteçam, o foco é a preservação da vida humana”, afirma Vieira.
Expectativa para o verão 2016/17
De acordo com a Somar Meteorologia, o verão de 2016/17 deve ser marcado por uma diminuição na frequência de chuvas na região Sul, enquanto no Sudeste e Centro-Oeste, os períodos chuvosos ocorrem com intervalos maiores, mas com grandes volumes.
“A expectativa é de que o verão tenha menos ocorrências de deslizamentos e alagamentos comparado ao último ano, uma vez que o solo não se mantém úmido por muito tempo, no entanto, existe uma preocupação com os períodos de chuva, pois a previsão é de temporais esporádicos, porém intensos”. Comenta Vieira.
]]>
Atlântico a favor do Nordeste
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/07/Atl%C3%A2ntico-a-favor-do-Nordestehttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/07/Atl%C3%A2ntico-a-favor-do-NordesteWed, 07 Dec 2016 10:33:16 +0000
]]>
O que é energia solar e como funciona o processo de geração de eletricidade via radiação solar?
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/07/O-que-%C3%A9-energia-solar-e-como-funciona-o-processo-de-gera%C3%A7%C3%A3o-de-eletricidade-via-radia%C3%A7%C3%A3o-solarhttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/07/O-que-%C3%A9-energia-solar-e-como-funciona-o-processo-de-gera%C3%A7%C3%A3o-de-eletricidade-via-radia%C3%A7%C3%A3o-solarWed, 07 Dec 2016 10:31:40 +0000
Energia heliotérmica ou fotovoltaica? Entenda as diferenças e saiba qual tipo de energia solar é mais vantajosa para os casos específicos
O que é a energia solar?
A energia solar é a energia eletromagnética cuja fonte é o sol. Ela pode ser transformada em energia térmica ou elétrica e aplicada em diversos usos. As duas principais formas de aproveitamento da energia solar são a geração de energia elétrica e o aquecimento solar de água.
Para a produção de energia elétrica são usados dois sistemas: o heliotérmico, em que a irradiação é convertida primeiramente em energia térmica e posteriormente em elétrica; e o fotovoltaico, em que a irradiação solar é convertida diretamente em energia elétrica.
Energia heliotérmica ou energia solar concentrada (CSP)
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil tem cerca de 70% de sua matriz elétrica baseada em energia hidráulica, e mais recentemente outras fontes de energia, como a biomassa, a eólica e a nuclear vêm recebendo estímulos.
Em vista de condições hidrológicas desfavoráveis, com períodos de estiagem cada vez mais prolongados, a energia heliotérmica se apresenta como uma alternativa. Ainda mais se considerarmos que os períodos de seca estão associados ao aumento do potencial solar devido à baixa interferência de nuvens e radiação solar mais intensa.
Há vários tipos de coletores e a escolha do tipo apropriado depende da aplicação. Os mais utilizadas são: o cilindro parabólico, a torre central e o disco parabólico.
Como funciona?
Os coletores solares são equipamentos que captam a radiação solar e a convertem em calor, transferindo este calor para um fluido (ar, água, ou óleo, em geral). Os coletores possuem uma superfície refletora, que direciona a radiação direta a um foco, onde está localizado um receptor. Uma vez tendo absorvido o calor, o fluido escoa pelo receptor.
Energia fotovoltaica
A energia fotovoltaica é aquela na qual a irradiação solar é transformada diretamente em energia elétrica, sem passar pela fase de energia térmica (característica do sistema heliotérmico)
Como funciona?
As células fotovoltaicas (ou células solares) são feitas a partir de materiais semicondutores (normalmente o silício). Quando a célula é exposta à luz, parte dos elétrons do material iluminado absorve fótons (partículas de energia presentes na luz solar).
Os elétrons livres são transportados pelo semicondutor até serem puxados por um campo elétrico. Este campo elétrico é formado na área de junção dos materiais, por uma diferença de potencial elétrico existente entre esses materiais semicondutores. Os elétrons livres são levados para fora da célula solar e ficam disponíveis para serem usados na forma de energia elétrica.
Ao contrário do sistema heliotérmico, o sistema fotovoltaico não requer alta irradiação solar para funcionar. Contudo, a quantidade de energia gerada depende da densidade das nuvens, de forma que um número baixo de nuvens pode resultar em uma maior produção de eletricidade em comparação a dias de céu completamente aberto, devido ao fenômeno da reflexão da luz solar.
A eficiência da conversão é medida pela proporção de radiação solar incidente sobre a superfície da célula que é convertida em energia elétrica. Atualmente, as células mais eficientes proporcionam 25% de eficiência.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o governo atualmente desenvolve projetos de geração de energia fotovoltaica para suprir as demandas energéticas das comunidades rurais e isoladas. Estes projetos focam algumas áreas como: bombeamento de água para abastecimento doméstico, irrigação e piscicultura; iluminação pública; sistemas de uso coletivo (eletrificação de escolas, postos de saúde e centros comunitários); atendimento domiciliar.
Aproveitamento térmico
Outra forma de aproveitamento de radiação solar é o aquecimento térmico. O aquecimento térmico a partir de energia solar pode ser feito por meio de um processo de absorção da luz solar por coletores, que são normalmente instalados nos telhados das edificações e residências (conhecidos como painéis solares).
Como a incidência de radiação solar sobre a superfície terrestre é baixa, é necessário instalar alguns metros quadrados de coletores.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para atender o suprimento de água aquecida em uma residência de três a quatro moradores, são necessários 4 m² de coletores. Apesar da demanda por esta tecnologia ser predominantemente residencial, também existe o interesse de outros setores, como edifícios públicos, hospitais, restaurantes e hotéis.
Quais são os prós e os contras da energia solar?
A energia solar é considerada uma fonte de energia renovável e inesgotável. Ao contrário dos combustíveis fósseis, o processo de geração de energia elétrica a partir da energia solar não emite dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio(NOx) e dióxido de carbono (CO2) - todos gases poluentes com efeitos nocivos à saúde humana e que contribuem para o aquecimento global.
A energia solar também se mostra vantajosa em comparação a outras fontes renováveis, como a hidráulica, pois requer áreas menos extensas do que hidrelétricas.
O incentivo à energia solar no Brasil é justificado pelo potencial do país, que possui grandes áreas com radiação solar incidente e está próximo à linha do Equador.
As regiões semiáridas do nordeste brasileiro são ideias para a geração de energia heliotérmica, pois atendem às condições de alta irradiação solar e baixa pluviosidade.
Uma desvantagem da energia heliotérmica, no entanto, é que, apesar de não exigir áreas tão extensas quanto as hidrelétricas, ainda requer uma grandes espaços. Portanto, é crucial que se faça a análise do local mais apropriado para a implantação, uma vez que haverá a supressão da vegetação. Além disso, como já mencionado, o sistema heliotérmico não é indicado para todas as regiões, pois é considerado bastante intermitente.
A não dependência da alta irradiação é uma grande vantagem do sistema fotovoltaico, o que contribui para que seja apontado como uma outra alternativa.
No caso da energia fotovoltaica, a desvantagem mais frequentemente apontada é o alto custo de implantação e a baixa eficiência do processo, que varia de 15% a 25%.
No entanto, outro ponto de extrema importância a ser considerado na cadeia produtiva do sistema fotovoltaico é o impacto socioambiental causado pela matéria prima mais comumente usada para compor as células fotovoltaicas, o silício.
A mineração do silício, assim como qualquer outra atividade de mineração, tem impactos para o solo e a água subterrânea da área de extração. Além disso, é imprescindível que sejam proporcionadas boas condições ocupacionais aos trabalhadores, a fim de evitar acidentes de trabalho e desenvolvimento de doenças ocupacionais. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc) aponta, em relatório, que a sílica cristalina é cancerígena, podendo causar câncer de pulmão ao ser cronicamente inalada.
O relatório do Ministério de Ciência e Tecnologia aponta outros dois pontos importantes relacionados ao sistema fotovoltaico: o descarte dos painéis deve receber destinação apropriada, uma vez que este apresentam potenciais de toxicidade; e a reciclagem de painéis fotovoltaicos também não atingiu um nível satisfatório até o momento.
Outro ponto importante é que, apesar do Brasil ser o segundo maior produtor de silício metálico do mundo, perdendo apenas para a China, a tecnologia para a purificação do silício a nível solar ainda está em fase de desenvolvimento. Um problema recentemente identificado, principalmente em plantas heliotérmicas, é a queima não intencional de pássaros que passam pela região.
Portanto, mesmo sendo renovável e não emitindo gases, a energia solar ainda esbarra em empecilhos tecnológicos e econômicos. Apesar de promissora, a energia solar se tornará viável economicamente apenas com a cooperação entre setores públicos e privados, e com o investimento em pesquisas para o aprimoramento das tecnologias que englobam o processo produtivo, desde a purificação do silício até o descarte das células fotovoltaicas.
]]>
Peruanos estendem tecidos em montanhas para captar água de neblina
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/06/Peruanos-estendem-tecidos-em-montanhas-para-captar-%C3%A1gua-de-neblinahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/06/Peruanos-estendem-tecidos-em-montanhas-para-captar-%C3%A1gua-de-neblinaTue, 06 Dec 2016 23:39:00 +0000
Lima, capital do Peru, é a segunda maior cidade do mundo localizada em um deserto - fica atrás só de Cairo, no Egito.
Lima, capital do Peru, é a segunda maior cidade do mundo localizada em um deserto - fica atrás só de Cairo, no Egito.
Com menos de 4 cm de chuva por ano, é comparável à parte mais seca do Saara.
A maior parte da água que abastece a cidade vem dos distantes lagos andinos, mas dificilmente chega regularmente nos bairros periféricos, situados nas montanhas próximas do centro urbano.
Para melhorar o suprimento de água à população mais pobre, que mora nessas regiões, uma ONG deu início a um projeto ousado: está captando água da neblina.
A iniciativa se aproveita do fato de que a região de Lima fica coberta por uma neblina espessa por até nove meses ao ano.
Assista ao vídeo:https://goo.gl/5vjZYw
Abel Cruz descobriu como captar gotículas de água que ficam suspensas nessa névoa: o grupo dele estende grandes de redes de tecido que ficam conectadas a uma tubulação e reservatórios.
Por dia, elas são capazes de extrair de 200 a 400 litros de água da neblina.
Hoje, 60 redes fornecem água gratuitamente a 250 famílias.
]]>
Grupo de 800 cientistas pede a Trump que não ignore mudança climática
]]>
http://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/06/Grupo-de-800-cientistas-pede-a-Trump-que-n%C3%A3o-ignore-mudan%C3%A7a-clim%C3%A1ticahttp://www.climadeensinar.com.br/single-post/2016/12/06/Grupo-de-800-cientistas-pede-a-Trump-que-n%C3%A3o-ignore-mudan%C3%A7a-clim%C3%A1ticaTue, 06 Dec 2016 10:21:00 +0000
Presidente eleito disse, durante toda a sua campanha, que mundo não passa por aquecimento global.
Um grupo de 800 cientistas enviou nesta terça-feira (6) uma carta ao presidente eleito dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, para que esteja consciente dos efeitos da mudança climática e não vire as costas para as ações necessárias para combater esse fenômeno, como anunciou durante sua campanha eleitoral.
A carta, publicada pela revista"Scientific American",sugere que Trump escute os cientistas sobre temas relacionados à mudança climática e que comece a aliviar as preocupações levantadas em relação à sua opinião sobre o assunto.
"Trump tem o apoio da maioria das empresas, líderes militares, cientistas, engenheiros e cidadãos para responder às ameaças colocadas pela mudança climática ao reduzir a poluição por carbono e expandir a energia limpa", afirmaram os especialistas.
"Muitas das grandes cidades e estados americanos já se comprometeram a fazê-lo. Pedimos que decida se quer que sua presidência seja marcada pela negação e o desastre, ou pela aceitação e a ação", afirmaram os cientistas.
O grupo também pede ao presidente eleito o aumento dos investimentos em energia limpa dentro do país, que se reduza a poluição por carbono, o investimento em mecanismos para responder a desastres climáticos extremos, e a permanência no acordo climático assinado em Paris.
Trump negou durante meses a realidade da mudança climática e chegou a dizer nas redes sociais que se trata um"engano dos chineses".
Na campanha eleitoral, Trump também se mostrou partidário de"cancelar"os acordos sobre meio ambiente da convenção de Paris realizada em 2015, assinados por mais de 170 países, e afirmou que"retiraria"todos os investimentos dos EUA para as Nações Unidas que tenham a ver com a mudança climática.
Nesta semana, o magnata nova-iorquino se reuniu com o ex-vice-presidente americano Al Gore, um dos principais ativistas de mudança climática, para abordar a situação.