INFORMATIVO

Arca mundial de sementes bate marca de 1 milhão de grãos depositados

27/02/2018

Local quer preservar a variedade genética do planeta caso ocorra um grande desastre natural ou uma guerra.

 

 

O banco mundial de sementes de Svalbard, preciosa "Arca de Noé vegetal" que protege a diversidade genética contra possíveis conflitos e catástrofes naturais na Terra, ultrapassou nesta segunda-feira (26) um milhão de amostras de grãos depositados.

 

Em temperaturas quase polares, mais de 70 mil novas amostras de grãos de arroz, trigo, milho, ervilhas e sorgo, entre outras, chegaram ao lugar fortificado, situado neste arquipélago do Ártico, entre a Noruega continental e o Polo Norte.

 

Com a nova chegada de sementes, a "abóbada do juízo final", enterrada a uma profundidade de mais de 120 metros no interior de uma montanha, recebeu em dez anos de existência 1.059.646 variedades, conservadas em caixas alinhadas em estantes.

 

"Estou muito contente de anunciar que mais de um milhão de grãos passaram nesta porta para serem colocados definitivamente em segurança", comemorou o ministro da Agricultura noruego, Jon Georg Dale, durante a cerimônia do depósito.

 

Esta coleção de grãos, a mais variada do mundo, é uma rede de segurança para os cerca de 1,7 mil bancos de genes que existem no planeta diante dos riscos relacionados com catástrofes naturais, guerras, mudanças climáticas, doenças ou imperícia do ser humano.

 

 

O depósito é propriedade da Noruega e os grãos pertencem a estados e instituições depositárias, que podem recuperá-los de acordo com sua conveniência.

 

O banco mundial de sementes foi até a data requerido por uma só instituição, o banco de genes da cidade de Aleppo, o Centro internacional de pesquisa agrícola nas zonas áridas (Icarda), danificado pelo conflito sírio, que pediu para recuperar sementes.

 

Devido a esta recuperação de sementes, a arca contém atualmente 967.216 variedades de grãos, mas pode receber cerca de 4,5 milhões.

 

Concebido para resistir aos desastres, o local foi vítima do aquecimento global: o aumento das temperaturas no Ártico levou a um degelo do permafrost (superfície que deve estar congelada de modo permanente) e provocou um vazamento de água na entrada do túnel em 2016, sem que nenhum grão tenha sido danificado.

 

O governo norueguês anunciou na última sexta-feira (23) o desbloqueio de 100 milhões de coroas (cerca de 10 milhões de euros) em 2018 para realizar trabalhos, especialmente a construção de um novo túnel de acesso e de uma estrutura que serve para afastar as fontes de calor.

 

Fonte: https://goo.gl/t8vNgv

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