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INFORMATIVO

Mais de 100 mil raios em 48h sobre o Rio Grande do Sul

18/06/2018

 

 


por Josélia Pegorim 

 

Durante a passagem de uma frente fria e de uma intensa área de baixa pressão atmosférica, o Rio Grande do Sul foi varrido pode tempestades que provocaram chuva intensa, granizos enormes, do tamanho de ovos e ventania com mais de 100 km/h. Tornados foram confirmados no estado.

 

A pressão atmosférica muito baixa, em torno de 1000 hPa, o forte choque térmico causado pela chegada de uma massa de ar muito fria e a circulação de ventos em diversos níveis da atmosfera colaboraram para a formação de uma grande quantidade de nuvens do tipo cumulonimbus, que provocaram uma fantástica quantidade de raios sobre o Rio Grande do Sul.

 

Imagem captada pelo satélite GOES -16 mostra a nebulosidade carregada sobre parte do Rio Grande do Sul às 13 horas (16:00Z) do dia 11/6/2018.

 

 

Entre 21 horas do dia 10 de junho de 20 horas de 12 de junho de 2018, os sensores da rede Earth Networks contabilizaram um total de 103.715 raios sobre o Rio Grande do Sul, sendo que 66.818 foram raios que saíram das nuvens e chegaram ao solo e 36.897 ocorreram apenas entre as nuvens.  A maior parte das tempestades ocorreram durante o dia 11 de junho.

 

Confira os cinco municípios gaúchos que registraram a maior quantidade de descargas elétricas atmosféricas entre 21 horas do dia 10 de junho de 20 horas de 12 de junho de 2018, pela medição da rede Earth Networks.

 

Encruzilhada do Sul: 2915 raios

Caçapava do Sul: 2812 raios

Cachoeira do Sul: 1975 raios

São Lourenço do Sul: 1834 raios

Canguçu: 1828 raios

 

Situações semelhantes a esta já ocorreram e pode ocorrer outras vezes no estado do Rio Grande do Sul. Porém, os eventos de tempo severo em particular no dia 11 de junho de 2018 foram excepcionais até para este estado acostumado e tempestades. A quantidade de raios observada não foi comum.

 

Por sua localização geográfica e condições de relevo, o Rio Grande do Sul é um estado muito sujeito a tempestades severas. O maior impacto da maioria das frentes frias, o maior choque térmico ocorre quase sempre por lá.

 

A queda acentuada da pressão atmosférica é comum entre o Sul do Brasil, o Paraguai, o Uruguai e o norte da Argentina, mas baixas pressões atmosféricas como menos de 1000 hPa (que indicam situação de tempo severo) não são observadas com frequência.

 

Fonte: https://goo.gl/EqSrfr

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