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Com ciclones em ascensão, UNICEF alerta para impacto de mudanças climáticas sobre as crianças

06/05/2019

 

Os ciclones que atingiram Índia e Moçambique em março e abril deixaram milhares de crianças mortas. Eles devem ser considerados pelos líderes globais um alerta urgente sobre os graves riscos representados pelos eventos climáticos extremos, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na sexta-feira (3).

 

“Estamos testemunhando uma tendência preocupante”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF. “Ciclones, secas e outros eventos climáticos extremos aumentam em frequência e intensidade. Como vimos em Moçambique e em outros lugares, os países e comunidades mais pobres são desproporcionalmente afetados. Para as crianças que já são vulneráveis, o impacto pode ser devastador”.

 

Mais de 120 mil crianças foram afetadas pelo ciclone Kenneth, a tempestade mais forte já registrada em Moçambique. Pelo menos 400 escolas foram danificadas ou destruídas, afetando mais de 40 mil crianças em idade escolar.

 

Um surto de cólera foi declarado na área moçambicana de Cabo Delgado. O ciclone de 25 de abril aconteceu apenas seis semanas após o ciclone Idai ter atingido o país, afetando 1 milhão de crianças. Quase dois meses depois, aproximadamente 25 mil pessoas continuam vivendo em abrigos.

 

Enquanto isso, em Odisha, na Índia, 28 milhões de pessoas, incluindo 10 milhões de crianças, estão na rota do ciclone Fani. Cerca de 1 milhão de pessoas já foram evacuadas em preparação para o que foi descrito como o ciclone mais forte do país em mais de 20 anos. Ao atingir o solo, o ciclone provocou estragos e deixou ao menos nove mortos na sexta-feira (3).

 

“As crianças vão sofrer o impacto desses desastres”, disse Gautam Narasimhan, conselheiro sênior do UNICEF sobre mudanças climáticas.

 

“A mudança climática está ligada à elevação do nível do mar e ao aumento da precipitação associada aos ciclones, causando mais devastação nas áreas costeiras, mas também no interior.”

 

A curto prazo, as crianças correm risco de afogamento e deslizamentos de terra, doenças mortais, incluindo cólera e malária, desnutrição resultante da redução da produção agrícola e traumas psicológicos – tudo isso é agravado quando centros de saúde e escolas são afetados, alertou.

 

No longo prazo, os ciclos de pobreza podem perdurar por anos e limitar a capacidade das famílias e das comunidades de se adaptar às mudanças climáticas e reduzir o risco de desastres.

 

O UNICEF trabalha para reduzir o impacto de eventos climáticos extremos, inclusive projetando sistemas de água que possam suportar ciclones e contaminação por água salgada; fortalecendo as estruturas escolares e apoiando os exercícios de preparação para os desastres; apoiando os sistemas de saúde comunitários em áreas propensas a riscos; e reservando suprimentos para o caso de grandes eventos climáticos.

 

Fonte: http://bit.ly/2LDBndM

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