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INFORMATIVO

Mudanças climáticas dos últimos 140 mil anos teriam ajudado migração da África

Pesquisadores analisaram como a posição da órbita terrestre mudou o clima e influenciou a vegetação, consequentemente impulsionando a migração humana no continente

 

 

 

Cientistas dão novas pistas sobre como as mudanças climáticas da Terra dos últimos 140 mil anos podem ter influenciado a migração humana para fora da África. O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, sugere que as pessoas foram saindo do continente de acordo com a quantidade de vegetação presente no local.

 

O estudo define como as mudanças da órbita terrestre também mudaram o clima, além de explicar como a a fauna foi se modificando ao longo do tempo, influenciando a migração. “Nós realmente não sabemos por que as pessoas se mudaram, mas, se há a presença de mais vegetação útil, esses são os momentos que seriam vantajosos para elas”, diz John Kutzbach, integrante da pesquisa e professor de ciências atmosféricas e oceânicas da Universidade de Wisconsin-Madison.

 

Clima há milênios

 

Para o estudo, os pesquisadores usaram um software que simulou determinadas condições no planeta. Eles realizaram testes representando as alterações orbitais e, então, as combinaram com as mudanças de gases do efeito estufa. Também houve uma terceira simulação que combinava ambas influências com as das camadas de gelo que predominaram a era glacial.

O resultado mostrou grandes aumentos de precipitação e vegetação em 125 mil, 105 mil e 83 mil anos atrás, com reduções correspondentes há 115 mil, 95 mil e 73 mil anos. Já entre cerca de 70 mil e 15 mil anos atrás, a Terra passava por um período glacial,que levou o planeta a um clima mais seco e menor cobertura florestal.

 

Essas mudanças nos padrões regionais de clima e vegetação poderiam ter criado limitações aos recursos de quem vivia na África, impulsionando a migração dessas pessoas para áreas com mais vida aquática e vegetal. 

Porém, esse resultado não é definitivo. Segundo Kutzbach, as conclusões devem ser analisadas ​​novamente com um modelo de resolução ainda mais alto, no qual a equipe continuará fazendo testes. "Nós identificamos algumas coisas erradas [no modelo]. Esta não é, de modo algum, a última palavra", diz. 

 

Fonte

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