Como vai ficar o clima no Brasil sem o La Niña?


Segundo agências internacionais, fenômeno previsto para o final de 2016 não se confirma


Por Monique Gentil



As expectativas mantidas pelos centros meteorológicos internacionais para um La Niña de fraca intensidade no final de 2016 não se confirmaram. Segundo as simulações da Universidade de Columbia e da NOAA (Agência Nacional Oceânica e Atmosférica), o resfriamento das águas do Oceano Pacífico não será intenso o suficiente para configurar o fenômeno.


Para que o La Niña fosse confirmado, seria necessário que a temperatura média das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficasse em 0,5ºC negativos por seis meses consecutivos. Mas desde o final do mês de agosto, a média registrada tem ficado acima deste valor e ainda não há expectativa de uma nova queda.


Mesmo sem o La Niña, a tendência climática prevista anteriormente continua igual. “Apesar do fenômeno não ter se confirmado, as águas do Oceano devem permanecer frias e podem inclusive continuar atingindo temperaturas negativas. O impacto desse resfriamento é similar ao que teríamos se o La Niña tivesse se confirmado”, comenta o meteorologista da Somar, Celso Oliveira.


Os efeitos deste resfriamento serão mais sentidos a partir do verão de 2017, que será caracterizado pelo aumento de precipitações no Centro-Norte. “Já o Sul do país, que passou um período bastante úmido nos últimos anos, sentirá uma diminuição nos acumulados de chuva durante este período”, finaliza Oliveira.


Fonte: http://www.tempoagora.com.br/sustentabilidade/como-vai-ficar-o-clima-brasil-sem-o-la-nina/


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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