Cinco perguntas-chave sobre santuários naturais na Antártica


Comissão internacional fez acordo para criação de maior reserva do mundo. Entenda por que conquista é tão importante para o meio ambiente.

Uma comissão internacional alcançou nesta sexta-feira (28) um acordo para a criação da maior reserva marinha do mundo para conservar o Mar de Ross, uma imensa baía na Antártica.

O acordo selado na localidade de Hobart, na Austrália, foi forjado pela Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCRVMA).

No entanto, no fórum não houve um consenso para aprovar também a zona do leste da Antártica, como pediam Austrália e França.

A seguir, algumas das perguntas-chave:

Por que tanto alvoroço?

Os ambientalistas pedem há anos a proteção da exploração das águas antárticas. Em 2012 foi cogitada a ideia de criar um macro santuário marinho no Mar de Ross que compreenderia também o leste da Antártica.

Os dois territórios somariam mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados. Cada um foi modificado para permitir algumas cotas de pesca e permissões para explorações científicas, embora respeitando o espírito do projeto.

Por que é tão importante? A Antártica continua sendo a última fronteira, com territórios ainda quase virgens e alguns de seus ecossistemas marinhos sem ter sido estudados.

O oceano Austral, que banha a costa da Antártica, é considerado um importante laboratório para medir os efeitos das mudanças climáticas. A área abriga mais de 10 mil espécies que aparecem apenas nos polos, incluindo mamíferos como os pinguins e as baleias, mas também aves, peixes e crustáceos, suscetíveis de serem explorados comercialmente.

O que é uma reserva marinha?

Uma área de proteção protege todos ou uma parte dos recursos ali abrigados. Isso inclui espécies marinhas, biodiversidade, também o habitat e as zonas de alimentação e de criação. Em alguns casos também pode englobar os sítios históricos e de interesse cultural.

Esta declaração é utilizada como um complemento de outras ferramentas de conservação, como as quotas de pesca.

A primeira reserva do mundo foi estabelecida pela CCRVMA em 2009 nas ilhas Órcades do Sul, no Atlântico.

Quem toma as decisões?

A CCRVMA foi estabelecida por uma convenção internacional em 1982 com o objetivo de responder ao crescente interesse gerado pelo krill.

A aliança composta por 24 países, além da União Europeia, toma suas decisões por consenso, o que significa que para que uma proposta seja aceita, nenhum membro deve se opor.

Por que demoraram tanto para alcançar um acordo?

Muitos ambientalistas e países-membros concordam que a proteção das águas da Antártica, estabelecendo uma limitação à pesca, à extração de recursos e um freio à poluição, é essencial para conservar a vida polar e permitir aos cientistas um entendimento maior sobre como as espécies e os ecossistemas respondem às mudanças ambientais.

No entanto, países como China e Rússia expressaram sua resistência em relação à limitação do acesso à pesca. Também entram em jogo questões geopolíticas.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2016/10/cinco-perguntas-chave-sobre-santuarios-naturais-na-antartica.html


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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