Em Paris, líderes mundiais, cientistas e empresários discutem o clima


Multinacionais prometeram deixar de usar carvão para produzir energia até 2030 nos países ricos, e até 2050 nas economias em desenvolvimento.


Líderes mundiais, empresários e cientistas se reuniram nesta terça-feira (12) nos arredores de Paris em mais uma iniciativa internacional para combater o aquecimento global.


O anfitrião Emmanuel Macron, governantes, empresários e astros de Hollywood estão todos no mesmo barco, a caminho de uma nova conferência. Há dois anos, o mundo comemorava o acordo de Paris sobre o clima. Um enorme avanço na tentativa de reduzir a emissão dos gases que aquecem o planeta. Mas desde que o presidente americano, Donald Trump, abandonou o barco, argumentando que o acordo iria prejudicar a economia americana, as águas ficaram mais agitadas e o clima sombrio em todos os sentidos. “Estamos perdendo a batalha. Precisamos agir mais rápido”, disse o presidente francês. Macron afirmou que a saída dos Estados Unidos tem servido de estímulo para que outros países assumam a liderança na transição para fontes mais limpas de energia. Mas, o presidente francês não perdeu a esperança de que Trump ainda possa mudar de ideia. Críticos do atual governo americano, como o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg e o ex-secretário de Estado americano John Kerry, foram para mostrar que inúmeros americanos discordam do presidente. Arnold Schwarzenegger, que no governo da Califórnia incentivou as fontes alternativas, disse que quem deixou o acordo foi Trump, não os Estados Unidos. Empresas gigantes, entre elas multinacionais de diversos setores, aproveitaram o encontro para se juntar aos governos e prometeram parar de usar o carvão para produzir energia até 2030 nos países ricos, e até 2050 nos países em desenvolvimento.


O Banco Mundial anunciou que, daqui a dois anos, vai deixar de financiar projetos envolvendo certas partes da produção de gás e petróleo. Trump desembarcou, mas ainda tem muita gente remando para não deixar o mundo encalhar.


Durante o encontro, a Comissão Europeia anunciou a criação de um fundo de 9 bilhões de euros para apoiar projetos de energia limpa e cidades sustentáveis na Europa e na África.


Fonte: https://goo.gl/JCAzC9


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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