Qual é a expectativa do setor elétrico para 2018?


Ano começou com bandeira verde e cenário otimista para o setor de energia.


Por Monique Gentil


O ano de 2017 foi marcado pela bandeira vermelha que esteve presente na conta de luz dos brasileiros pelo menos seis vezes entre abril e dezembro e chegou a ser elevada pela primeira vez ao patamar 2 que indica a maior tarifa extra a cada 100 kWh consumidos por hora, no valor de R$3,50, mas com as chuvas significativas que atingiram o Centro-Sul em dezembro, a sinalização verde voltou a vigorar em janeiro de 2018, que começou otimista para o setor elétrico.


De acordo com o climatologista Paulo Etchichury, da Somar Meteorologia, o cenário climático é ligeiramente mais favorável aos reservatórios de energia em comparação ao último ano. “Como 2018 começou com condições de La Niña, quando as águas do Pacífico estão mais frias que o normal, chuvas mais frequentes atingiram o Sistema Norte, que supre também o abastecimento da região Nordeste, onde os reservatórios seguem em situação crítica”, explica.


No Centro-Sul, as chuvas que ficaram próximas da média também beneficiaram as hidrelétricas em janeiro. Na região Sul, as precipitações elevaram o nível do reservatório para 75% e aumentaram o potencial de produção de energia em até 178%.


Com os sistemas do Sul, Norte e Nordeste operando com índices favoráveis, a demanda do Sudeste/Centro-Oeste, responsável pela maior parte da produção de energia do país, diminui e a expectativa é de que os reservatórios que começaram janeiro com 23% cheguem a meados de maio com até 40%.


“Além disso, a previsão é de que o La Niña enfraqueça a partir de maio e o Oceano Pacífico entre em neutralidade, quando não há atuação de El Niño, nem La Niña. Isso significa que os meses de outono e inverno considerados como período seco, devem ser marcados por chuvas significativas no Sistema Sul, assim o reservatório também não deve demandar a energia produzida pelo Sudeste/Centro-Oeste”, afirma Etchichury.


Na prática


Apesar da projeção favorável, o profissional destaca que este ano começou similar a 2017. No último ano, a bandeira verde vigorou nos meses de janeiro e fevereiro e de acordo com a Annel (Agência Nacional de Energia Elétrica) o próximo mês não deve ser diferente.


“Mas diferente do último ano, a variabilidade da tarifa extra deve ser menor nos próximos meses e a expectativa é de que a bandeira verde que vigorou apenas três vezes no ano passado seja implementada com maior frequência em 2018”, comenta Etchichury.


Fonte: https://goo.gl/ebEmAU


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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