Óleo recolhido no litoral será utilizado como combustível para fornos, diz governador de Sergipe


Segundo Belivaldo Chagas, procedimento seguirá normais ambientais e terá custo zero aos cofres públicos.

O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), informou através de uma rede social, na tarde desta terça-feira (12), que a substância oleosa retirada do litoral sergipano será utilizada como combustível.

De acordo com ele, as empresas do Grupo Votorantim utilizarão o material como combustível para seus fornos dentro das normas ambientais. E o reaproveitamento terá custo zero para os cofres públicos.

Em Sergipe, foram coletadas cerca de 1,2 toneladas do óleo, que atingiu todas as praias do estado e mais de 494 localidades, incluído estados no Nordeste e o Espírito Santo.

Atualização de combate às manchas


O volume de óleo encontrado nas mais de 400 localidades do país diminuiu nos últimos 10 dias, e os pescados e mariscos de estados do Nordeste, atingidos pela substância, podem ser consumidos. Além disso, uma medida provisória deve entrar em vigor, ainda em novembro, para que pescadores artesanais recebam um auxilio emergencial. As afirmações foram divulgadas durante uma coletiva de imprensa da Marinha do Brasil, realizada na tarde desta segunda-feira (11), em Aracaju.


Situação em Sergipe


Todas as 17 praias sergipanas foram afetadas e também apresentaram reaparecimento das manchas após serem limpas. O estado decretou situação de emergência no dia 5 de outubro, reconhecida pelo governo federal. Até a semana passada, mais de 1.200 toneladas de resíduos do óleo haviam sido recolhidos.

O Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da Secretaria de Estado da Inclusão Social (Depec/SEIT), encaminhou o Plano Detalhado de Resposta à Secretaria Nacional de Defesa Civil solicitando R$22 milhões para restabelecer a costa sergipana. O governo liberou R$ 2,5 mi.


Na quinta-feira (7), o Governo de Sergipe informou que aves migratórias do Hemisfério Norte que utilizam a Ilha da Sogra, no município de Estância (SE), como rota para alimentação e reprodução, foram atingidas pela substância oleosa.


Análise da água em Aracaju


Professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizaram, na manhã de terça-feira (5), uma coleta de água no Rio Vaza Barris, em Aracaju. O trabalho faz parte da etapa inicial de coletas para análise da qualidade da água, dos sedimentos e da fauna dos estuários sergipanos, que foram atingidos por manchas de óleo.


Carta à sociedade


No dia 25 de outubro, em Aracaju, uma carta à sociedade brasileira relatando o impacto do derramamento de óleo no litoral nordestino. O documento foi elaborado por representantes de mais de 80 comunidades, que dependem diretamente ou não com a pesca.


Ampliação do pagamento do defeso


O presidente da República em exercício, Davi Alcolumbre, assinou um decreto da tarde da quinta-feira (24), durante visita a Aracaju, que determina ampliação do pagamento do auxílio defeso, destinado aos pescadores das localidades afetadas pelas manchas de óleo no litoral sergipano. O anúncio foi realizado durante uma reunião com o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), e representantes dos órgãos que atuam no combate ao avanço do óleo.


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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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