Dia Meteorológico Mundial destaca Mudanças Climáticas e a Água


Um dos maiores impactos causados pelas mudanças climáticas pode ser sentido pela água, afetando, principalmente, a sustentabilidade, o desenvolvimento e a segurança

Por esse motivo, o Dia Mundial da Água e o Dia Meteorológico Mundial deste ano, compartilharam apenas um tema: Mudanças Climáticas e a Água. As duas datas foram comemoradas nos dias 22 e 23 de março, respectivamente. Porém, por conta do Covid-19, nenhuma cerimônia foi realizada. Ao invés disso, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) reforçou seu compromisso em lutar pela segurança hídrica e climática de todos nós.

Cada gota conta

Água é vida. Em média, um ser humano não consegue sobreviver mais do que três dias sem ela. No meio da pandemia do Covid-19, a Organização das Nações Unidas estima que aproximadamente 3 bilhões de pessoas hoje vivem sem instalações adequadas para lavar as mãos e que até 2050 a demanda por água no mundo será de 20 a 30% maior do que é hoje.

De acordo com a ONU, a maioria dos rios fica em fronteiras entres países, o que faz com que a decisão de um país sobre seus recursos hídricos gere implicações em outros países. Isso torna a água uma fonte potencial de paz e conflito.

No Brasil, o Rio de Janeiro vive uma grande crise hídrica, que afeta principalmente as regiões de concentração das classes menos favorecidas. Essas pessoas tem passado por momentos desesperadores em relação ao abastecimento de água para suas casas. Água que, para todos nós, é necessária para a vida, principalmente na atual situação. Cada gota conta. E como conta.

Mudanças Climáticas e água

As principais geleiras do mundo estão derretendo. Mais uma prova de que as mudanças climáticas afetam nossas águas. Essas geleiras são consideradas as “torres de água do mundo”, pois a neve e o gelo das montanhas alimentam o suprimento de água doce de muitos lugares. Essa situação pode levar a um aumento de riscos a curto prazo, como deslizamentos de terra e avalanches, e a longo prazo, uma redução na segurança de águas para nações futuras.

Em muitas partes do mundo as chuvas estão ocorrendo de maneira desastrosa, o que afeta a agricultura, a alimentação e a segurança das pessoas. Só no mês de fevereiro deste ano a cidade de São Paulo recebeu o maior índice acumulado de chuvas desde 1943, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória (ES) também registraram recordes no acumulado de chuvas.

Precisamos entender que a água tem um papel crucial nos acordos internacionais do clima. Ela também afeta a segurança alimentar, produção de energia, desenvolvimento econômico e redução da pobreza. Não adianta discutirmos questões para amenizar as mudanças climáticas se a segurança hídrica não estiver incluída nessas discussões. Para a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, a água não precisa ser um problema, ela pode ser parte da solução.

Conte cada gota

Estamos em um momento em que, mais do que nunca, é necessária a capacidade de prever, monitorar e gerenciar a água. Dados climáticos e hídricos sustentam o gerenciamento do suprimento de água e a redução dos riscos de desastres.

O clima e a água estão no centro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - o pacote de 17 temas adotados pela comunidade internacional em 2015. Agora restam apenas 10 anos até 2030 para que as metas sejam cumpridas e a Organização Meteorológica Mundial está intensificando seus esforços. O objetivo é uma coalizão de água e clima com concentração em finanças, dados e informações, governança, desenvolvimento e capacidade de inovação.

É Tempo de Aprender

No informativo desta semana você vai acompanhar algumas notícias especiais sobre o Dia Mundial da Água e o Dia Meteorológico Mundial. Assim como os vírus, os eventos climáticos relacionados à água não respeitam fronteiras naturais. Por isso essas datas mostram a contribuição essencial dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos para a segurança e o bem-estar da sociedade. Precisamos entender que cada gota de água conta e que a conscientização também precisa ser constante.

Texto adaptado

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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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