El Niño, La Niña ou neutralidade climática neste outono?


No decorrer do segundo semestre, há previsão de águas mais frias que o normal no oceano Pacífico e uma possibilidade de formação de um fenômeno La Niña

Em boletim atualizado em 09 de abril, o Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) manteve a previsão de neutralidade climática, sem El Niño ou La Niña, para o decorrer dos próximos meses. No trimestre abril-maio-junho (outono), há quase 70% de chance de manutenção da neutralidade.

No inverno, a chance é de pouco mais de 50% (lembrando que 50%, neste caso, não quer dizer “meio a meio”, porque existem três cenários). E na primavera, a soma das chances de neutralidade e de La Niña passa dos 70%. Isto significa que no decorrer do segundo semestre, há previsão de águas mais frias que o normal no oceano Pacífico e uma possibilidade de formação de um fenômeno La Niña, que precisa ser monitorado e confirmado nos próximos meses.

Em relação à chuva…

Com a manutenção da neutralidade, espera-se um padrão típico do outono no Brasil, ou seja, enfraquecimento da chuva em partes do Sudeste, Centro-Oeste e interior do Nordeste e aumento da precipitação na Região Sul. A mudança não acontecerá de forma brusca, já que o Pacífico não influencia de forma muito significativa a qualidade da chuva no Brasil. Então, embora irregular e com grande espaçamento, ainda choverá sobre o Brasil Central em abril e até maio. No Sul, por outro lado, o fim da estiagem será mais sentido em maio, embora a chuva reapareça em abril.

A Universidade de Colúmbia lançou uma previsão probabilística para o outono no Brasil, onde há maior chance de precipitação próxima da média histórica no Sul. Já no Sudeste, boa parte da Região está com previsão de chuva dentro da média, com exceção de áreas do interior do Rio de Janeiro e sul, centro e oeste de Minas Gerais, que receberão menos chuva que o normal.

No Centro-Oeste, também boa parte dos Estados receberá chuva dentro da média com exceção do sul de Mato Grosso do Sul, que receberá chuva mais intensa que o normal e do sudoeste de Mato Grosso, que receberá menos chuva que o normal.

No Nordeste, a chuva acima da média acontecerá no centro e leste do Nordeste, desde a Bahia até o Rio Grande do Norte e leste do Ceará. Por outro lado, Piauí e Maranhão terão um outono mais seco que a média.

Por fim, no Norte, destaque para a chuva acima da média no Amapá, norte e oeste do Pará, Roraima, sudoeste do Amazonas e no Acre. Por outro lado, há previsão de chuva abaixo da média no nordeste do Pará, norte de Tocantins e bacia do rio Solimões, no oeste do Amazonas.

As ondas de frio intensificam com o passar do outono, mas não há previsão de temperaturas mais baixas que o normal. Até pelo contrário, o Brasil terá uma estação com temperatura acima da média. A justificativa está na frequência das ondas de frio. Embora elas sejam fortes, as massas de ar de origem polar não serão frequentes.

Fonte

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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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