Níveis de CO2 serão maiores em 2025 do que há 3 milhões de anos


É o que aponta uma pesquisa inglesa, com base em fósseis milimétricos coletados no mar do Caribe

Níveis de dióxido de carbono serão maiores em 2025 do que há 3 milhões de anos (Foto: Creative commons)

Um estudo da Universidade de Southampton, na Inglaterra, publicado no último dia 9 de julho na revista Nature Scientific Reports, aponta que em 5 anos os níveis atmosféricos de dióxido de carbono (CO2) serão mais altos do que eram durante o período mais quente dos últimos 3,3 milhões de anos.

“O conhecimento de CO2 durante o passado geológico é de grande interesse, porque nos mostra como o sistema climático, as camadas de gelo e o nível do mar reagiram anteriormente aos elevados níveis de CO2. Estudamos esse intervalo específico com detalhes sem precedentes, pois ele fornece ótimas informações contextuais para o nosso estado climático atual”, disse, em nota, o pesquisador Elwyn de la Vega, que liderou o estudo.

Para chegar neste resultado, os cientistas estudaram a composição química de fósseis do tamanho de uma cabeça de alfinete, coletados em sedimentos oceânicos no fundo do mar do Caribe. Os cientistas usaram os dados para reconstruir a concentração de CO2 na atmosfera da Terra durante a época do Plioceno, 3 milhões de anos atrás, quando nosso planeta era 3°C mais quente do que atualmente.

Para determinar o CO2 atmosférico, a equipe utilizou conchas de zooplâncton chamadas foraminíferos, que medem cerca de meio milímetro e gradualmente se acumulam em grandes quantidades no fundo do mar, guardando informações sobre o clima da Terra ao longo do tempo.

“Atualmente, nossos níveis de CO2 estão subindo cerca de 2,5 ppm [partes por milhão] por ano, o que significa que até 2025 teremos superado tudo o que é visto nos últimos 3,3 milhões de anos”, disse Dr. Thomas Chalk, coautor do estudo.

O professor Gavin Foster, que também esteve envolvido na pesquisa, aponta que, devido às emissões humanas, os níveis de CO2 ainda estão subindo. “Nossos resultados nos dão uma ideia do que provavelmente está reservado quando o sistema atingir o equilíbrio”, finaliza ele.

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