Laura se aproxima dos EUA e ameaça Texas e Louisiana como primeiro grande furacão do ano

Ventos podem chegar a até 185 km/h e cidades texanas emitiram ordens de evacuação obrigatória. Ano já tem recorde de maior número de tempestades tropicais antes do mês de setembro desde 2005, ano do furacão Katrina.


Por G1



Foto do satélite RAMMB / NOAA mostra o furacão Laura movendo-se no noroeste no Golfo do México em direção à Louisiana, nos EUA, nesta terça-feira (25) — Foto: RAMMB / NOAA / NESDIS / AFP


O furacão Laura, que causou a morte de pelo menos 24 pessoas no Haiti e na República Dominicana, deve atingir a categoria 3 nas próximas horas, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA, na sigla em inglês), e é considerado uma ameaça significativa aos estados de Louisiana e Texas.

No boletim mais recente, emitido às 12 horas (horário de Brasília), Laura tinha ventos de 120 km/h, o que o classifica como um furacão de categoria 1, e estava a cerca de 845 km de Lake Charles, na Louisiana, e 900 km de Galveston, no Texas. Um alerta foi emitido para os dois estados para as próximas 36 horas.

Autoridades das cidades texanas de Port Arthur e Galveston, que possuem cerca de 50 mil habitantes cada, emitiram ordens de evacuação obrigatória.



Tiara Walker segura seu cão, Buece, enquanto aguarda sua família para embarcar em ônibus para deixar a área de sua residência em Galveston, Texas, por causa do furacão Laura, na terça-feira (25) — Foto: AP Photo/David J. Phillip


A Cruz Vermelha americana informou que deixou pré-posicionados 700 voluntários e suprimentos de socorro para atender aos dois estados, caso haja necessidade.

A outra tempestade tropical que havia se formado na região, Marco, foi rebaixada para uma depressão tropical nesta terça.


Marco foi a 13ª tempestade com nome na temporada de furacões de 2020. A tempestade tropical Laura foi a 12ª tempestade deste ano, batendo o recorde de maior número de tempestades tropicais antes do mês de setembro. A única outra vez que isso aconteceu foi em 2005, ano dos furacões Katrina e Wilma, segundo jornal "Sun Sentinel".


Indústria do petróleo

A indústria petrolífera também se prepara para a chegada de Laura, reduzindo a produção de petróleo a um nível que se aproxima do verificado à época do furacão Katrina, em 2005, e interrompendo o refino de petróleo em unidades da costa do Texas/Louisiana.


De acordo com a Reuters, na segunda-feira, a tempestade já havia interrompido a produção de 1,5 milhão de barris por dia (bpd) de petróleo, cerca de 82% da produção "offshore" do Golfo do México --nível que se aproxima da paralisação de 90% causada pelo Katrina há 15 anos.


Refinarias paralisaram instalações que processam pelo menos 1,8 milhão de bpd de petróleo, 10% da capacidade total dos EUA, segundo cálculo da agência. Na esteira da interrupção, os preços da gasolina dispararam nesta terça-feira, acumulando alta de mais de 10% desde sexta-feira.


"Haverá uma tempestade significativa de Galveston, no Texas, até o rio Sabine", área que compreende algumas das maiores refinarias da região, disse Kerr, da DTN. "Há condições ideais nas regiões central e oeste do Golfo para uma rápida intensificação."


O fenômeno climático deve levar a fortes chuvas em uma área que representa mais de 45% da capacidade total de refino dos EUA e 17% da produção de petróleo, segundo a Administração de Informação sobre Energia (AIE).

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