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Geleira derretida pelo aquecimento global será homenageada em um memorial

Placa que será instalada no local onde antes existia a geleira terá o objetivo de lembrar as consequências das mudanças climáticas
 
 
 

Pesquisadores da Islândia estão em luto pelo desaparecimento de uma geleira. Pode parecer uma perda banal, mas é um assunto muito sério: a antiga geleira Okjökull foi a primeira confirmada do país a desaparecer por conta das mudanças climáticas. Para lamentar a perda, cientistas da Rice University (EUA) criaram uma placa em que homenageiam a Ok, apelido da geleira, e que será colocado no dia 18 de agosto no local onde antes estava localizada a formação de gelo. 

 

A placa diz: "Ok é a primeira geleira islandesa a perder seu status de geleira. Nos próximos 200 anos, todos os nossos glaciares deverão seguir o mesmo caminho. Este monumento é reconhecer que sabemos o que está acontecendo e o que precisa ser feito." Há também uma inscrição com a figura "415 ppm CO2" na placa, que faz referência à quantidade recorde de dióxido de carbono registrada na atmosfera no início deste ano.

 

“Este será o primeiro monumento a uma geleira desaparecida pela mudança climática em qualquer lugar do mundo” diz Cymene Howe em um comunicado divulgado pela Rice University. Além de antropologista, Howe é produtora do filme 2018 Not Ok que documentou o desaparecimento da formação de gelo.

 

"Queríamos criar um memorial duradouro para Ok, uma pequena geleira que tem uma grande história para contar", afirma Dominic Boyer, coprodutora do filme. "Ok foi a primeira geleira islandesa a derreter pela maneira como os humanos transformaram a atmosfera do planeta e seu destino será compartilhado por todas as geleiras da Islândia, a menos que façamos algo agora para reduzir radicalmente as emissões de gases do efeito estufa."

 

 

 

O grupo de cientistas teme que as 400 geleiras da Islândia desapareçam até 2200, o que é um grande problema considerando que estas não são apenas consideráveis reservas de água doce da Terra, mas também fornecem informações sobre a atmosfera de nosso planeta, com dados do passado e do presente. 

 

Howe também lembrou de um amigo que disse que memoriais não são para os mortos, e sim para os vivos. “Com este memorial, queremos ressaltar que cabe a nós, os vivos, responder coletivamente à rápida perda de glaciares e aos impactos contínuos das mudanças climáticas. Para a geleira Ok já é tarde demais; é agora o que os cientistas chamam de 'gelo morto'", diz a pesquisadora.

 

Fonte: https://glo.bo/2y9Uy5i

 

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