Há muito por fazer contra riscos da crise climática para paz e segurança, diz ONU

Secretário-geral afirma que mundo precisa priorizar ações climáticas mais robustas, proteger os mais afetados, respeitar direitos humanos e aumentar parcerias; António Guterres aponta 2021 como “ano decisivo para a ação coletiva”.


Por ONU BR


Foto ONU/Mark Garten

António Guterres considera a crise climática como “o desafio multilateral de nossa época”


O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que muito mais precisa ser feito para lidar com os riscos específicos da crise climática para as áreas da paz e da segurança internacionais.


Falando em sessão sobre o tema no Conselho de Segurança, ele ressaltou a necessidade de se limitar o aumento da temperatura global em 1.5 º Celsius até o final do século.


Crise climática


NASA

Secretário-geral defende um avanço na adaptação e resiliência aumentando investimentos


Para Guterres, cabe à comunidade internacional proteger as pessoas e comunidades atingidas pelas mudanças climáticas e reforçar os preparativos. Ele citou quatro áreas prioritárias.


Em primeiro lugar, um foco maior na prevenção por meio de ações fortes e ambiciosas. Em segundo, Guterres considera serem necessárias ações imediatas para proteger os países, as comunidades e as pessoas dos impactos cada vez mais frequentes e severos.


O secretário-geral defende um avanço na adaptação e resiliência aumentando de forma drástica o nível de investimentos. Outra medida é cobrir as lacunas com mais apoio financeiro a países e comunidades com os piores impactos da crise climática.


Engajamento


Em terceiro lugar, Guterres pede a adoção de um conceito de segurança centralizado nas pessoas com o respeito pelos direitos humanos, especialmente os das mulheres. O reforço do Estado de direito, da inclusão e da diversidade devem ser observados para resolver a crise climática e criar sociedades mais pacíficas e estáveis.


Foto ONU/Eskinder Debebe

Reunião esta terça-feira, em Nova Iorque, foi liderada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson


Em quarto e último lugar, o chefe da ONU diz que é preciso aprofundar as parcerias dentro e fora do sistema das Nações Unidas.

Segundo Guterres, a crise climática “o desafio multilateral de nossa época”. O impacto já é sentido “em todas as áreas da atividade humana” e a solução “requer coordenação e cooperação em dimensão nunca vista”.


Estados


O apelo ao Conselho de Segurança é que use a influência dos Estados-membros para garantir o sucesso da Cúpula da ONU sobre o Clima, COP-26. Guterres pediu que a mobilização para que cada setor possa fazer sua parte chegue a instituições financeiras internacionais e o setor privado.


Após prometer “total apoio das Nações Unidas à presidência britânica da COP-26”, ele chamou a atenção para 2021 como “um ano decisivo para a ação coletiva contra a emergência climática”.


A reunião esta terça-feira, em Nova Iorque, foi liderada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.


Participaram o presidente Lazarus Chakwera do Malauí, representando os Países Menos Desenvolvidos, o chefe do governo de Antígua e Barbuda em nome dos Pequenos Estados Insulares e o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, em nome do Grupo de Amigos do Clima e Segurança.

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O projeto Tempo de Aprender em Clima de Ensinar foi criado pela equipe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LAMET/UENF), com o intuito de discutir com alunos e professores de escolas públicas as diferenças entre os conceitos de “tempo” e “clima” através de avaliações e estudos das características da atmosfera.

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